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Os 8 trilheiros que compareceram hoje no parque radical às 8h30, de certo não se arrependeram, pois tivemos uma excelente manhã de BTT. No local de partida e depois de uma breve troca de impressões o destino foi decidido e orientámo-nos para a Pia do Urso. O Rui P. apresentou-se com uma mochila às costas o que fazia antever que íamos ter reforço especial, um bolo em forma de coração das festas da Bidoeira, forma de coração, mas do ponto de vista clinico, não poético. Lá o comemos com satisfação começando pela aorta, julgo eu… e logo se comentou que fazia falta o Leitão e os seus néctares!

No caminho desde Leiria até à Pia do Urso, discutiu-se um novo problema que inquietava o Rui P. e os restantes depois de saberem do mesmo. Viu ele num qualquer blog de Leiria uma referência à nascente do nosso rio, e que estaria a uma cota de 400m! Alto lá, que nós, experientes de BTT, para fazermos 400m de altimetria não nos basta ir às Fontes, temos de subir até ao topo da Sra. do Monte. Claro que está errado, comprovado pelas cartas topográficas, por um GPS com altímetro barométrico e pelas nossas pernas, que a cota certa é 100m. De espantar e de causar alguma indignação é o facto de a referência aos 400m de altitude ser encontrada em inúmeras, se não todas as referências bibliográficas que suportam diversos documentos e estudos. Ora aqui está uma boa oportunidade de ajudarmos a esclarecer este enorme equívoco. De tanto erro que por aí anda, até equacionámos ser nós os equivocados, mas não, sabemos bem que as Fontes não ficam a 400m de altitude.

Ao contrário de ontem à noite, a manhã não estava fria e a chuva nem apareceu, o piso, esse sim ainda estava húmido, mas sem muita lama, criando as condições para classificarmos alguns dos trilhos que fizemos como desafiantes! Com a idade que temos, já devíamos ter juízo e evitar trilhos como o vibro-plate e aquele trilho a descer da Pia do Urso, pois aquelas pedras molhadas são realmente mais perigosas que desafiantes, mas com destreza e algum arrojo lá os fizemos com muito gozo e sem nenhum azar.

O regresso a Leiria foi em velocidade típica de quem precisa de se hidratar no local habitual. No fim registaram-se cerca de 50Km e mais de 800m de altimetria, numa manhã agradável de BTT.

 

Cláudio Costa

 20180121 pia

Também em meo Kanal 490904  

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publicado às 20:42

Visita à Pia do Urso - ANNO 2018

por Trilhos Sem Fim, em 14.01.18

Neste segundo domingo do tempo comum, que é como quem diz, a celebração entre a Epifania e o principio da Quaresma numa primeira parte, e depois do Pentecostes, numa segunda parte, foram 4 os Apóstolos que se deslocaram ao PR para aí darem inicio á missão para a qual foram chamados (embora desta vez sem convocatória).

A decisão foi unânime – Pia do Urso – pois este ano ainda não tínhamos ido lá. O caminho escolhido foi o mais enxuto dentro do possível, dada a quantidade de chuva que caiu para estes lados nos últimos tempos e isso implicou ir revisitar a nascente do rio Lis – que é sempre bonita nesta altura - para de lá subir em direção ao Reguengo do Fétal onde se trepou pelo trilho das Oliveiras, sim, aquele que por norma é descido, foi feito a subir, servindo assim de aperitivo para o grupo chegar à pedreira onde se fez o único registo fotográfico a pedalar (o outro já sabem).

Daí até à Pia foi sempre a andar a bom ritmo onde, depois de apeados nos deliciámos com o café, pastel de Nata e gasolina de avião, daquela que dá para voar baixinho, tão baixinho tão baixinho que no trilho em pedra que dá acesso à pedreira os pneus da bike do RP não aguentaram as pedras e rasgaram em pelo menos dois sítios diferentes, fazendo com que a câmara de ar fosse a única solução encontrada para fugirmos à chuva que ameaçava começar a cair “ a potes”, mas câmara que é câmara (de ar ; entenda-se) falha nos momentos mais necessários e esta não fugiu à regra. Daí até ao Reguengo foi um constante dar ar à roda o que nos levou a fazer a estrada em direção a Leiria abandonando o RP na subida da Amoreira (não aguentou a pedalada hihihi ).

Os restantes 3 seguiram em direção ao local habitual onde o RL ainda teve de dar uma bela palmadinha nas costas ao RM que ficou aflito com um pedacinho de tremoço. Mesmo com estes contratempos, chegámos por volta das 12:40, sequinhos e com cerca de 55 kms realizados.

A todos, uma boa semana preferencialmente de pedaladas.

Intervenientes – RP, RM, Daniel R e RL.

Agenda TSF: Quinta-feira – nocturna; Domingo no sitio do costume às 8:35

 

Ruy Leitão

20180114

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publicado às 19:53

Trilhos Sem Fim, fundado em 2008. O 1º Centenário

por Trilhos Sem Fim, em 07.01.18

Hoje foi-me dado um duplo privilégio. Escrever a primeira crónica do ano e a primeira das comemorações do Centenário dos Trilhos Sem Fim (2008-2018). Grande orgulho!

Sobre o presente fica para depois, porque do passado, sobre os momentos vividos que constroem a nossa identidade, há muito para contar. Comemorar um centenário, cada ano de BTT vale 10, é algo que vale realmente, se existirem experiências positivas para relembrar. E se as há!

Creio não ser injusto se disser que este grupo de amigos se iniciou, por mero acaso, do encontro do Sérgio Ferreira, Pedro Ferreira, Rui Passadouro e Artur Fernandes. A experiência foi muito positiva e foram chegando cada vez mais.  A 28 de fevereiro de 2008, data oficial do batismo dos Trilhos Sem Fim, compareceram o Mota, Sérgio, Luis Gueifão, Rui P, Ricardo, Tó, Paiva, José, Artur F e o Eduardo. Fizemos o passeio ao longo do Rio Lis até à praia da Vieira. Tivemos tudo aquilo a tínhamos direito: conversa, quedas e bolachas. Entre as palavras trocadas foi decidido escolher um nome. Trilhos Sem Fim foi o eleito.

Nestes 10 anos muitos amigos passaram por nós e espalharam o nosso nome por todo o lado. É agradável saber que somo reconhecidos nos sítios mais  longínquos por onde passamos, que temos 3735 seguidores no Facebook e cerca de 170.000 visitantes no blog, publicámos 369 filmes no canal Youtube e fizemos, desde 2009, 512 Tweets para 80 seguidores do Twiter dos Trilhos Sem Fim. O MEO Canal, acessível em 490904, disponibiliza 25 horas de filme e já teve 8415 visitas.

Hoje não vou recordar nenhum episodio dos muitos que já vivemos. Peço-vos que descrevam os mais marcantes que viveram na nossa companhia nos comentários deste post.

Prometi falar do presente, do dia de hoje. Foi uma manhã muito especial, já que marcou o inicio das comemorações do centenário, foi a primeira de 2018, mas sobretudo teve o regresso do Rui L, após longos meses de ausência. Tudo foi combinado na véspera com um mero sinal de Facebook, que logo mobilizou a companhia habitual, com raras, mas sentidas ausências. À hora marcada, com a presença do Rogério Monteiro, Rui Gaspar, Rui Leitão, Rui P, André Canelas, Nuno Santos, Cláudio Costa, seguimos, sem antes planear o percurso, de forma a que às 12:00 estivéssemos na garagem oficial. Aquela onde se estacionam os mais puros e deliciosos néctares, na esperança que maturem e se transformem na melhor pomada. Pedalámos fustigados pelo frio intenso da manhã, mas nem as extremidades geladas nos impediram de visitar as fontes do Lis, subir o Pé da Serra e logo descer à direita no trilho que nos levas ao vale do Soutocico. Demos connosco a beber o café no Arrabal, onde o peixe encara o gato, e não tem medo de ser comido.

Subimos, descemos, atravessámos a estrada de Fátima em Cardosos e apreciámos o trilho. Após subir a pedreira, optámos pelo percurso mais rápido para a referida garagem. Lá chegados, demos de caras com a pomada, acompanhada pelo belo bolo de yogurte, chouriço da beira, aconchegados pelo carinho e simpatia da anfitriã Olga. Para terminar o saboroso queijo da serra. Claro que a conversa foi animada e o tempo começava a escassear, pois as famílias começavam a sentir a nossa falta. Retirámos estrategicamente, como é tradição.

Sem dúvida uma manhã especial!

Rui Passadouro

 20180107 centenário

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publicado às 22:47

Incumbiram-me a mim de escrever sobre a nossa última volta de 2017, aceitei com prontidão tal convite, até porque não tinha outra alternativa e porque confesso também me apraz. Por isso entre os preparativos de última hora e o início do próximo ano aqui estou a descrever como foi a nossa última manhã de BTT de 2017. Não podia deixar esta tarefa para amanhã pois é outro ano, e não se deve deixar para o ano que vem, aquilo que podes fazer neste, mas também não o podia fazer sem antes comentar a boa crónica da semana passada, escrita pelo Rui P. e com reportagem do Leonel (vão lá comentar sff, que eles merecem, parece que o texto está ainda como novo!). De consciência tranquila já posso escrever sobre o fenomenal banho com que o são Pedro nos brindou hoje. Nos últimos dias já tinha feito uma análise ao ano BTTista e como não tinha grandes “scores” de Km para mostrar tinha até pensado em gabar-me de não ter caído em 2017 e até talvez nem um banho decente ter apanhado. Mas como diz o sábio povo, até ao lavar dos cestos ainda é vindima, e hoje no último dia do ano, conseguimos apanhar o tal banho que só não foi até às cuecas porque usamos licra, e pelo menos três de nós, eu em particular, posso gabar-me de ter conseguido cair com galhardia e mestria numa descida sem grande dificuldade e à frente do repórter para que ele pudesse registar tudo em vídeo e o nosso editor tivesse o prazer de fazer uma montagem de vídeo como ele gosta, cheia de “replay”.

 

Arrancámos do PR ainda sem chover, e seguimos o GPS de hoje, o Daniel, que nos queria mostrar mais, mas não houve condições meteorológicas, nem de pernas, para acabar a volta por ele planeada. Passámos na terra dele e falámos com os Pais, foi bom, pois assim eles viram que o filho não é o único maluco a andar à chuva e lama. Pagou-nos o café a todos, e hoje éramos muitos, muito obrigado, mas ficou-lhe bem, até talvez até lhe perdoe por me ter levado para caminhos que me mandam ao chão! Ainda sem o azimute virado para Leiria, a chuva começou a intensificar-se e decidimos rumar em direcção a Leiria. Não escapámos a ela, mas como não estava muito frio, até houve quem confessasse ter saudades de um banho assim. Ele há gente para tudo!.

 

À chegada a Leiria, o grupo foi-se dissolvendo e cada um rumando para o banho quente. Os outros terminaram no local habitual, onde hoje, por opção nossa e porque a nossa indumentária já não estava muito decente, bebemos a imperial servida na rua e fomos presenteados mais uma vez pelo Sr. Armando. Bem haja a ele e todos os trilheiros que me fizeram companhia em mais um ano de BTT saudável e bem disposto.

 

Aos companheiros em recuperação, Alípio e Rui Leitão, as melhoras e voltem depressa, deixem-se de histórias que estão mais que bons para pedalar seus mandriolas.

 

Bom ano de 2018 para todos, que se cumpram os vossos objectivos e que pedalemos muitos e bons Km, e sobretudo com prazer e salutar convívio.

 

Fiquem bem, sei que o texto vai longo, mas a melancolia das últimas horas do ano pôs-me a escrever muito. Isso e talvez o não querer levantar-me da cadeira, que estou todo dorido da queda de dei :)

 

Cláudio Costa

20171231

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publicado às 16:40

Trilhar pelos montes, cruzando com a história

por Trilhos Sem Fim, em 24.12.17

Para preparar a consoada, que se for doce é abençoada, só existe uma alternativa saudável, com evidência científica comprovada e grau de recomendação A. Subir, subir e subir.

Tendo bem patente que a identidade individual e coletiva se constrói com base no nosso passado, mas o futuro é o nosso caminho, conjugámos a recomendação A com a nossa identidade e, claro que só poderíamos visitar a anta do Alqueidão da Serra, bem no topo da montanha. Alinhámos a saúde com a história e o nosso passado e assim planeámos o futuro imediato, sustentado numa evidência que só poderá dar resultados ótimos em termos de saúde.

Por estradas banhadas por um brilhante sol, destes primeiros dias de inverno, fomos aquecendo o corpo e o espírito, aliviando da azáfama destes últimos dias do ano. Passámos Cortes, Fontes do Liz e chegámos ao Reguengo do Fétal. Não visitámos o que resta da palmeira abatida pelas rajadas de vento, pois tínhamos encontro agendado com o marco histórico.

Subimos pela direita em direção ao Alqueidão e reagrupámos junto da estrada romana. Sempre ascendendo, abandonámos o betuminoso e embrenhámo-nos nos caminhos do monte. Por breves momentos lançámos um bom dia a uma ou outra pessoa que cruzara o nosso caminho. Já no topo, reconfortados com o objetivo cumprido, avistámos a construção de pedra robusta, extraída da montanha, trazendo dentro de si o poder de fazer recordar outras civilizações. Nisto acordámos! O bolo rei e a ginjinha estavam estrategicamente dispostos em cima da rocha nua, prontos a serem apreciados. Erámos sete e em sete pedaços o bolo foi dividido. É Natal e tempo de partilha! A ginja deu quase duas rodadas.

Já quentes pelo néctar e com o estômago saciado com o bolo, tivemos a cereja no seu topo. O Sr. João Gabriel, cameraman da TVI, sobrinho de um habitante do Alqueidão, conhecedor de história e por ela apaixonado, contou-nos que esta anta tem mais de 20 anos e foi edificada neste local pois o seu tio acreditava que era um local histórico, merecedor dessa construção, e onde eventualmente até tinha caído um meteorito. Parece que em tempos remotos o mar já tinha banhado as encostas desta montanha.

Saímos dali pensativos, cheios de curiosidade em conhecer melhor o nosso passado. Com uma certeza eu fiquei. O mar pode não ter banhado a encosta daquela serra, mas a ginja banhou e bem as goelas dos trilheiros e a alegria voltou a encher as estradas por onde passámos.

Domingo haverá mais e será a última oportunidade de bttar em 2017.

Rui P

20171224 anta

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publicado às 16:38


Sobre nós

Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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