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Pia do Urso, fomos todos lá!!!

por Trilhos Sem Fim, em 31.01.10

Antes da hora marcada já o movimento era grande, contrariamente ao habitual. A presença de alguns trilheiros mais resistentes ao esforço fazia prever que a manhã iria ser difícil. O desafio lançado durante a semana atraiu os prós, dizia alguém.

Após alguma indecisão inicial, e com o incentivo do repórter que por motivos óbvios não nos podia acompanhar, para ele tanto fazia ser fácil ou difícil, grande maroto, resolvemos cumprir aquilo que há alguns dias se vinha a insinuar, pedalar até à Pia do Urso.

Este passeio teve dois momentos altos: a partida com todos os cerca de 16 elementos e a chegada à Pia do Urso também com cerca de 16 elementos. O percurso até ao objectivo é ainda uma incógnita, mas vamos descrevê-lo sob o meu ângulo de visão.

Partimos com o receio da distância e com a ameaça das subidas longas e íngremes.

Passámos as Fontes do Lis, subimos até à Torre e virámos na Perulheira para subir as encosta do monte até às eólicas. Que subidas! Olhei para baixo e vi um dos companheiros muito atrasado. Fiquei destroçado, mas a distância a percorrer impedia-nos de esperar.

Subida após subida atingimos os 300 metros de altitude aos 15 Km de percurso. O grupo aqui já estava reduzido a 10 resistentes trilheiros.

Apreciámos ainda a paisagem de montanha num parte mais plana do percurso, levamos as bicicletas à mão num local com muita pedra solta e escorregadia. Ainda tivemos que resolver um furo.

Fiquei agradavelmente surpreendido com o cuidado das casas, tipicamente rurais, na Lapa Furada e nos pequenos lugares por onde passámos, bem no interior da serra.

Finalmente chegámos à aldeia /parque sensorial da Pia do Urso (Coordenadas: 39°35'50"N   8°42'59"W).  Por incrível que pareça, os restantes trilheiros que eu vi lá bem para trás, completamente destroçados pelas subidas, estavam à minha espera na Pia do Urso. Dizem que não, mas eu tenho a certeza que apanharam boleia de algum camião. Ficaram atrasados e chegaram primeiro? Pelas leis da física não é possível. Pronto, ... atalharam.

Após uma bebida refrescante no pequeno bazar, fizemos um percurso veloz pelas rua empedradas, impecavelmente cuidadas e admirámos a beleza das habitações típicas, construídas em pedra.

Fazia-se tarde. Dirigimo-nos a Fátima, Santa Catarina da Serra e com uma passagem pelos Cardoso cheguei a Leiria. Digo cheguei porque foi perdendo os companheiros um a um. No inicio alguns não sei por que razão e no final outros por problemas técnicos. Lamento o sucedido, mas a hora era tardia e a família esperava.

Foram cerca de 50 km feitos com o entusiasmo de quem sente que ainda se pode ir à Pia do Urso, mesmo sabendo que  há muitos anos se não avista por lá nenhum! Será?

Missão cumprida!

Rui

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publicado às 20:47

Passeio até ao Pé da Serra a 24/01/2010

por Trilhos Sem Fim, em 24.01.10

Este foi o primeiro passeio do ano em que não fomos abençoados pela chuva. O primeiro do ano e ... já nem me lembro do último em que não choveu. Hoje ainda fomos bafejados com a sorte de ter um raio ou outro de sol a aquecer os nossos corpinhos.

Saídos do Parque Radical, passámos o Vidigal e como não podia deixar de acontecer, desviámos para a Curvachia. Escolhemos os trilhos com menos lama. Os trilhos muito molhados, mas mais macios, proporcionaram uma rolagem confortável. A meio da encosta resolvemos descer até à clareira do pequeno bosque de carvalho, bem no centro da mata da Curvachia.

Como nestas andanças do BTT quem desce paga a subir, tivemos a opção de escolher entre lama e nova subida. Optámos por subir e lá fomos encosta acima.  

Chegados ao topo da Curvachia, foi só descer velozmente pelo caminho de calhau solto, atravessar a estrada e voltar a descer. ...

Calma aí, que esta coisa de escrever é muito mais rápida que pedalar e escalar montes. Recapitulando. Chegados ao topo da Curvachia, esperámos pelo Filipe C, descemos e voltámos a esperar pelo FC. Após passar pela Tosel e descer até ao fundo do vale , a falta de motivação e a lama impediram-nos de trepar aquela rampa em cima da bike. Optámos pela versão apeada do BTT. Bem bom! Quanto mais leve a bike melhor. Esperámos pelo FC!

O Pé da Serra tem um encanto especial. O cheiro a terra molhada, a beleza rude do campo encharcado, as árvores despidas, o silêncio apenas interrompido pela nossa passagem, tornam o BTT um desporto especial.

Nesta manhã de Inverno tivemos a companhia, ainda que por breves minutos, do grupo bidobike. Para eles vai uma saudação.

Chegámos à nascente do Rio Lis. Embora menos pujante que nas últimas semanas, a água continuava a brotar debaixo dos nossos pés e a recordar-me que a natureza tem encantos à espera de serem descobertos, assim haja empenho da nossa parte.

Por fim, resolvemos subir pelo Vidigal até ao Pousos e na descida para São Romão fazer um pequeno desvio para aproveitar aquele carreiro que desce a meio da encosta. O docinho de que alguns tanto gostam, mas outros tanto odeiam. Como tudo na vida! Será que já lá cairam?

Até Domingo!

Rui

 

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publicado às 19:21

Cumpriu-se o previsto.  Ano Novo,  nova vida. Já estamos a fazer dos Domingos dias diferentes... dos dias de semana. Os domingos de 2010 irão ser ocupados de forma original. Iremos praticar BTT!!!

Diferente, não é?  Diz-se que num grupo BTT contente não se faz nada diferente.

Neste domingo, dia 17 de Janeiro de 2010, optámos por revisitar os trilhos da Rota dos Odores. Saímos, como habitualmente, do parque radical já passava um pouco das 9 horas. Desta vez resolvemos subir a Rua Paulo VI, para passar junto ao Hospital de Leiria e cumprimentar o companheiro doente.

Por atalhos chegámos aos Marrazes, perto do acesso à mata. Aproveitámos bem a descida atapetada com imensas raízes de pinheiro e fomos saltando de raiz em raiz. As fartas e abundantes chuvadas dos últimos dias abriram sulcos profundos no pavimento, criando dificuldades acrescidas, mas ainda assim motivadoras.  

Nos Pinheiros descemos até às Chãs por aquele trilho serpenteante, alagado, esburacado, mas nem por menos interessante.

Tantas vezes passámos neste lugar de Pinheiros e nalgumas delas me questionei da razão de um lugar tão extenso e populoso não ser freguesia.  Afinal Pinheiros já foi sede de freguesia.    

A actual freguesia de Marrazes, à qual pertence o lugar de Pinheiros, teve origem no Arrabalde da Ponte, mas cerca de 1811, devido às fortes cheias, a igreja que existia na freguesia de Santiago, “do Arrabalde da Ponte”, foi transferida para o lugar de Pinheiros. Em 1829 foi transferida para o lugar de Marrazes, tornando-se sede da actual freguesia Santiago de Marrazes.

A designação de Marrazes para sede da freguesia não foi uma decisão pacífica e continua presentemente envolvida em polémica.

A população de Pinheiros e Janardo contestou veementemente essa situação, sobretudo pela entrega à Igreja Paroquial de Marrazes da pia baptismal que durante 17 anos, desde 1822, tinha estado na Capela de São João, em Pinheiros.

Após conflitos com a autoridade eclesiástica e até apelos ao Rei, a contestação ganhou contornos de guerrilha, com os populares a fazer resistência armada com foices, enxadas, varapaus e pedras.

O episódio obrigou à intervenção de uma escolta de trinta praças de infantaria, vinte e duas milícias e voluntários realistas de Leiria, que foram recebidos pelo povo armado com cacetes e pedras, de que resultou a morte de dois populares e vários feridos.

A primeira tentativa para proceder à transferência da igreja paroquial para os Marrazes foi a 24 de Julho de 1829. No entanto, por causa da resistência dos povos de Pinheiros, Janardo e alguns habitantes da Boavista a operação falhou.

Há relatos de uma nova tentativa de impor a ordem mas desta vez o aparato bélico do exército assustou os populares que fugiram das aldeias, podendo então os saldados resgatar a pia e entregá-la à Igreja Paroquial de Marrazes.

A segunda e última tentativa ocorreu no dia 11 de Agosto, tendo uma "nova e formidável força militar, parte de caçadores e parte de cavalaria" aparecido no lugar dos Pinheiros. Levaram a Pia e o Sino num carro de bois, tendo o Sacrário sido levado mais tarde, por Theresa Barbeira.

 De realçar que nem mesmo o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Frei Patrício da Silva, nascido nos Pinheiros, aparece a defender os seus conterrâneos, provavelmente por não estar de acordo com a escolha da sua aldeia natal para sede de paróquia. Em todo o caso interveio mais tarde no sentido de não haver perseguições aos implicados e suas famílias. (Fonte: Junta de Freguesia de Marrazes)

A manhã terminou como sempre, com a sensação do tempo bem gasto.

Até Domingo

Rui

 

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publicado às 20:12

Artur, o companheiro repórter

por Trilhos Sem Fim, em 10.01.10

Infelizmente o nosso companheiro de Domingo e distinto repórter Artur sofreu um acidente de trabalho. Apesar de não lhe pôr a vida em risco, provocou-lhe  uma lesão no antebraço direito que o vai afastar da nossa companhia, em cima da bike, por alguns tempos, espero que breves.

Para ele um forte abraço do grupo Trilhos Sem Fim. 

Que fique bom porque precisamos dele.

 

11/1/2010 (última Hora): o companheiro Artur foi operado hoje ao braço direito e correu tudo bem. Está no bom caminho.

Rui

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publicado às 15:00

Primeiro Domingo do ano, afinal houve passeio!

por Trilhos Sem Fim, em 03.01.10

Não podia ser doutro modo! Não há Domingo, mas há muitos anos, em que os grupo Trilhos Sem Fim  não pedale.

Às 9 horas o tempo estava impróprio para passeios, a chuva intensa colou-me de tal modo à cama, que não me consegui erguer. Parece que o mesmo aconteceu ao restante pessoal, com excepção do Artur que esteve no local habitual e verificou que não apareceu mais ninguém.

A ansiedade foi crescendo durante toda a manhã, não houve gaveta e porta que deixasse por abrir, não houve escada que deixasse de subir e descer, não houve resíduo sólido que não colocasse no respectivo contentor. Não parecia domingo!

Nisto surge a mensagem salvadora. Timidamente a sugestão para fazer o passeio no inicio da tarde. Ó meu menino. ... Pum ... Pum ... Pum ... Pum (isto são foguetes!). Não é tarde nem cedo!

Estava marcado. Seria de tarde!

Após uma muita breve indecisão do Artur, partimos rumo  à aventura. O Sérgio, ainda contrafeito dos últimos passeios, foi dando umas dicas para que os novos trilhos surgissem. Lá para os lados dos Pinheiros surgiram mesmo. O Artur sugeriu e a adesão do grupo levou à decisão. Seria pelo caminho novo. Afinal ainda não conhecia aquela descida. Bom piso no inicio, pouco lama no final da descida e já no final, o carreiro estreito, coberto de agulhas de pinheiro, aumentou a satisfação do pequeno grupo.

E agora para onde iremos? A  nascente do Lis é uma sugestão a considerar. Já lá estamos, disse.Trilhos Novos

Pedalada a pedalada, fomos vencendo a distância. Descemos o nosso bem conhecido trilho, que dos Pousos nos leva até à fábrica da brita, subimos a Martinela, que hoje estava em festa, e chegámos à Tosel. Entretanto demos connosco no Pé da Serra, já com muito pouca visibilidade, mas não o suficiente para nos impedir de voar encosta abaixo até ao nosso objectivo, a nascente do Rio Lis.

A nascente estava com uma pujança que só é possível contemplar nos Invernos chuvosos, como o que estamos a viver. Mais uma vez recomendo a visita.

Com o nosso objectivo alcançado, regressámos a casa satisfeitos, com a sensação de que pode haver Domingos sem BTT, isso pode, mas não é a mesma coisa.

Até Domingo!

Rui

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publicado às 20:09


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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