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No próximo Domingo 3 de Julho de 2011 iremos realizar o Iº Congresso Rolante Trilhos Sem Fim

 

Programa:

 

8:30 - Sessão de Abertura no sitio oficial

Presença de peregrinos internacionais, que usarão da palavra.

 

9:00 Passagem pelo Santuário da Curvachia

Os peregrinos internacionais continuam a usar da palavra

 

11:00 Passagem na Senhora do Monte

Um dos peregrinos ainda fala, embora já rouco e algo cansado

 

11:10 Electrolitic break

Os peregrinos afogam as mágoas.

Painel: Momento do patrocinador

 

11:30 Lavagem de pés nas Fontes do Lis

Os peregrinos internacionais respondem a algumas questões

 

12:30 Encerramento no sitio oficial.

Os peregrinos não se calam!

 

Não faltes!

Pl'A Organização

Rui

 

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publicado às 19:00

Fotos dos 4 dias:

Como duas das máquinas não tinham a hora e data certas, não foi possível ordenar as fotos cronologicamente, além disso não sei porquê o SAPO Fotos mete-as ao contrário, as mais recentes primeiro :-(

 


O dia de hoje, começou como o de ontem às 6h30, hora da alvorada, para tomarmos o pequeno almoço às 7h. Arrancámos ainda antes das 8h, a temperatura estava óptima, ao contrário de ontem que ainda se notou um fresquinho. Atravessámos Pontevedra, onde iria começar dentro de horas o campeonato de triatlo. Tivemos de entrar dentro das vedações da prova, tendo sido o grupo TSF o primeiro a cruzar a meta :-).

Com todos estes preparativos a saída do carro de apoio da cidade foi dificultada, obrigando a ter de apanhar a Autopista, apesar disso, às 9h30 o staff de apoio, lá estava, num dos cruzamentos do Caminho de Santiago com a estrada, e já com pão fresco para o segundo pequeno almoço. Se o bolo de chocolate estava bom, este de hoje não lhe ficava nada atrás. Energias repostas, pedalámos em bom ritmo, aproveitando o piso que permitia um ritmo mais rolante e sem grandes desníveis, caracterizado por caminhos em vinha e cobertos de latadas.

 

Já em Caldas de Reis cruzámo-nos novamente com o grupo do Louriçal, grupo simpático, não fossem da nossa zona! Aí tivemos ainda oportunidade de para além de carimbar, no que é equivalente à câmara municipal, sim mesmo ao Sábado estavam abertos, de fazer duas caches, uma Earthcache alusiva à agua termal e uma tradicional cache. Ao fazermos a segunda cruzámos novamente com os amigos e amigas do Louriçal, na conversa descobrimos que uma das raparigas também já conhecia o Geocaching, que é como quem diz, ficou justificado o estarmos na ponte romana de cú para o ar!

A partir daqui, e ainda antes do almoço, percorremos trilhos óptimos, os melhores desta peregrinação, sempre a descer, com pequenas lombas aqui e ali, o calor, que por essa hora já era intenso, nem se notou, a frescura da mata proporcionaram-nos verdadeiros momentos de prazer, como costumamos dizer nos nossos passeios dominicais, “muito bom”, ouve quem comentasse que o Hélder M. teria certamente adorado. Foram trilhos que nos fizeram lembrar a bela mata da Curvachia, mas sem as silvas. Para terminar esse belo momento, deparámo-nos mesmo no final do trilho, ao chegar ao alcatrão, com dois funcionários da guardia civil, alegres e bem dispostos para apoiar os peregrinos e já acompanhados de um peregrino japonês. O Sr. José M. Blanco, e o Gustavo Ferro, o primeiro intitulou-se embaixador de Portugal, pois conhece bem o nosso país, como pudemos comprovar. Com a boa disposição a imperar, proporcionou-se um excelente momento de alegria e descontracção ao qual se juntaram a nós o grupo do Louriçal entretanto chegados, com os quais já nos temos vindo a cruzar e a conviver desde Portugal, amigos que somos deles, já os avisámos que se se quiserem ver livres do Artur e das suas lérias, terão de alterar o percurso ou ficar para trás! Tiradas as fotos de grupo, trocados nomes, blogs e contas de facebook, continuámos o caminho, com as energias renovadas.


O almoço foi em Padrón, pouco depois de estarmos a comentar que já era boa hora para comer e onde estaria o nosso staff, ouvimos um grito do nosso motorista a chamar, já estava à porta de um restaurante e com a carrinha estacionada, já abastecida de águas para encher o camel back’s. Ao vermos passar o grupo do Louriçal, sugerimos que almoçassem ali, pois tinham cerveja do peregrino, chama-se “estrella da galicia” e parece-nos que é própria para peregrino, pelo menos escorrega bem e pelos efeitos que tem feito, deve funcionar como o powerade do nosso patrocinador, pois também ajuda a subir. Sugestão aceite, foram buscar o staff deles e por lá almoçaram também. Foi mais um bom almoço à base de grelhados.


Faltavam 25km para chegar a Santiago e apenas 15Km para o alojamento que já tínhamos reservado, cheios de vontade, com força nas canetas, e o “nalgatório” ainda em bom estado, decidimos por unanimidade fazer o percurso todo hoje, afinal ainda era cedo, por volta das 12h30, mesmo sabendo que a altimetria que nos esperava não nos iria poupar as pernas. Assim foi, acabámos de almoçar e pusemo-nos a caminho, estava um calor infernal, ainda não fui ver as temperaturas, mas ouvi falar em 41º, juízo tiveram os outros que ficaram a descansar um pouco a seguir ao almoço.

 

Passámos na Parada de Francos, local onde iríamos dormir, quase sem dar por ela, de referir que as 3 residenciais que escolhemos ficam todas no caminho, não foi preciso fazer nenhum desvio, tudo bem planeado!

De facto estes últimos km foram penosos, não só pela subida, mas principalmente pelas altas temperaturas que estavam a esta hora, cerca das 14h, 15h. Ainda antes da chegada a Santiago, e finalizada uma parte da subida, descemos por um single track que termina mesmo à chegada da cidade, claro que como já sabemos, a seguir a uma grande descida vem o castigo, e assim foi, foi subir, com calor, por alcatrão e sem sombras até à parte alta da cidade, onde entramos finalmente nas ruas vedadas ao trânsito e populadas de peregrinos. Um pouco antes da avistarmos a catedral, e ao tentar desviar de tanto povo, e das simpáticas chicas que ao nos oferecerem um doce típico para provarmos, nos põem as bandejas à frente, encontrámos o nosso staff, o Sr. Hélder, que já nos aguardava.

 

Nesta altura e ao avistar a catedral, independentemente dos motivos que nos levam a fazer esta peregrinação, sejam de carácter puramente religioso, por desporto, por ambos, ou por outros quaisquer, é impossível não nos emocionarmos perante tal edifício, e perante tal ambiente que ali se vive. Conseguimos… Não fui só eu a sentir este orgulho próprio, vi bem latente nos meus companheiros o mesmo sentimento, expresso nos telefonemas e mensagens à família. Parabéns, conseguimos…, um dia antes do previsto, eram 15h15. Afinal até fizemos isto facilmente, comentámos entre nós, e ainda chegámos a meio do dia, demorámos 2 dias e meio! Confesso que não foi difícil, a preparação que tínhamos foi suficiente, mesmo eu, que como sabem, tenho andado noutro tipo de treinos :), consegui fazer sem dificuldades de maior, afinal somos TSF’s. Claro que por esta altura ninguém se lembrava já da serra da Labruja, nem da estafa de calor que tínhamos acabado de apanhar! O sentimento do objectivo cumprido apoderou-se de nós, tiradas as fotos da praxe, faltava apresentar as credenciais de peregrino e pedir o nosso diploma, a Compostella. Depois da termos a Compostella, restava-nos carregar as bicicletas na carrinha do nosso outro patrocinador, a EST, para nos dirigirmos ao hotel. O que fizemos, não sem antes logarmos umas caches que nos estavam mesmo ali perto a chamar, atravessam-se no caminho temos de as fazer, por vezes temos mesmo de alterar o caminho para elas se puderem atravessar…

 

Depois de carro arrumado e banhos tomados, regressámos do hotel para Santiago de Compostela, para jantar. Ao chegar vimos novamente os amigos do Louriçal, que também já tinham chegado, mais um pouco de conversa e ficou combinado de num dos Domingos eles virem a Leiria fazer o passeio connosco e depois iremos lá nós, ou v-v.

O jantar, foi sem dúvida um outro excelente momento de alegria, paródia e talvez alguns pequenos, muito pequenos, excessos, não sei… não me lembro bem. Sei que com o dever cumprido, e sem obrigações de pedalar na manhã seguinte, optámos por jantar petiscos, tapas e comemos pimentos, jamom, chouriço, empadillas, almejas, mexilhones, e outras coisas com nomes esquisitos e que pela dificuldade que temos em pronunciá-los, puxam muito à cerveja, aquela tal especial do peregrino… desculpa Júlio, mas as sagres estavam no carro e o ditado é velho “em Roma, sê Romano”, além disso temos de variar… diz o Artur que para a próxima temos de arranjar maneira de trazer a máquina da imperial, o nosso staff diz que pode vir uma daquelas tendas das festas a reboque da carrinha, pode ser uma ideia...

 

Depois de jantar, imponha-se fazermos uma caminhada para ajudar à digestão, aproveitando a magnifica noite de verão e o ambiente típico das praças e ruas de Espanha à noite, fomos procurar umas caches pela cidade, bebendo umas cañas, falando, etc.

 

 

Resumindo, percorremos um total de 216 Km, com uma subida total acumulada de 2937m, em dois dias e meio. Divertimo-nos e estes dias apesar do esforço físico e da constante boa disposição, espero ter sido aproveitado por todos para alguma reflexão pessoal. Para mim, foi um desafio alcançado, e umas excelentes mini-férias.

 

 

Agradecimentos:

Um agradecimento muito especial de todos nós, à empresa EST que nos emprestou a carrinha para fazer de carro de apoio. A carrinha de 9 lugares, foi o ideal, o espaço para as bicicletas era à medida e os dois lugares que sobravam foram ocupados com a bagagem e o frigorifico. Nem mais, nem menos, tamanho ideal.

 

Um agradecimento de todos nós ainda mais especial, ao motorista, e que para além do excelente trabalho efectuado, teve de nos aturar durante 4 dias, e vós todos sabeis o quanto alguns de nós custam a aturar :), sabemos que foi um prazer, pois via-se que estava por gosto.

 

PS: Agora lendo o que escrevi, sinceramente, desculpem o tamanho dos textos, mas não eram obrigados a ler tudo, ninguém vos vais questionar. É que começo a escrever e querendo transmitir o prazer e o gozo que tivemos nestes 4 dias de peregrinação, ao companheiros que não vieram connosco, é difícil sintetizar mais. Além disso, a malta, com especial incidência para o Artur, jamais deixaria que eu me esquecesse de algum pormenor “depois metes isso lá no Blog, hehehe, eles depois vão ver…, não vieram, heheh, para o ano tão... têm de vir..” foi uma frase constante ao longo destes 4 dias, pois nunca nos esquecemos dos amigos TSF's.

 

Os TSF’s peregrinos: Adriano, Artur, Cardinhos, Cláudio, Pedro Santos e Rui Gaspar.

 

 

tracks GPS:

Etapa 1 - 23/6/2011 - 75Km - 1164m

Etapa 2 - 24/6/2011 - 73Km - 943m

Etapa 3 - 25/6/2011 - 68Km - 830m

 

  

Cláudio Costa, a caminho de Santiago

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publicado às 02:58

A jornada de hoje começou cedo, ainda não eram 8h, segundo o boletim metereológico, o dia adivinhava-se quente, com as temperaturas máximas a subirem, interrogámo-nos se o caminho de hoje teria sombras e cursos de água para refrescar! Arrancámos da pensão onde pernoitámos por volta das 7h30, já com as bicicletas lubrificadas e prontas para mais uma etapa, até agora apenas tivemos um furo e perdeu-se um parafuso da bicicleta do Artur, mas nada de grave. Ainda não tínhamos aquecido os músculos, e eis que se imponha uma paragem obrigatória, estávamos a passar por uma ponte romana com uma cache, supostamente ela estaria lá, mas vasculhámos a ponte toda e nem sinal dela, foi o nosso primeiro DNF (Did Not Found). A paisagem durante a manhã continuou verdejante e bonita, destacando-se as muitas igrejas em granito. Para lembrar os trilhos da nossa terra, praticámos BTT a sério logo no primeiro trilho, com umas descidas algo técnicas em que dificuldade foi conseguir ver o trilho, pois íamos com óculos escuros e a luz do dia, dada a hora da manhã ainda era fraca.

Em Valença, tínhamos o “staff” à nossa espera, já com pão quentinho comprado e as cervejas fresquinhas, para comermos o nosso segundo pequeno almoço! Sim porque a senhora de pensão só tinha dois pães para cada um, e um de nós esticou-se, pelo que parece que um dos peregrinos menos madrugadores, ficou com um pão a menos. Como temos tido muito desgaste físico, e temos de gastar os bolos da Cristina, as cervejas do Júlio, o lombo e os ovos cozidos da minha mãe, e a morcela do Pedro, impõem-se estas paragens estratégicas. Oportunidade para ligar a alguns trilheiros amigos apenas para lhes mostrar o que estavam a perder! Ainda antes de abandonar Valença em direcção a Espanha, e como não vimos apenas para peregrinar, fomos visitar as muralhas de Valença e carimbar a credencial no turismo. Ao visitar as muralhas, assaltou-me de novo um sentimento que já tinha tido ao atravessar a ponte entre Barcelinhos e Barcelos no dia anterior, sentimento esse que me fez telefonar à família a desejar um bom dia. Lembrei-me de já ter andado nestes mesmos locais com a família e agora, o facto de estar aqui, em cima de uma bicicleta e com este belo grupo de trilheiros foi algo que nunca pensei fazer na vida, é estranho, e para mim que nunca fui destas coisas de desporto, senti-me bem…

Atravessando a ponte de ferro, cruzámos a fronteira para Espanha e percorremos uma parte do trajecto menos bonita, na zona industrial de Porriño, mas é o caminho e tem de ser cumprido. Cumprimentos trocados com uns Portugueses da Figueira da Foz, num café onde carimbámos e abastecemos de água, continuámos caminho. O almoço foi merecido, o nosso staff, puxou por nós e só nos esperava ao Km 50 deste etapa de hoje, debaixo do Sol quente e já com cerca de 40Km percorridos iniciámos uma subida que por si só justificaria o almoço, os dois pequenos almoços gastaram-se e foi necessário alguns de nós recorrerem a umas barritas para a vencer, nada que não estejamos habituados com a nossa maunça, mas… No topo da subida, aconteceu uma situação engraçada, tivemos direito a um batedor numa moto, que nos indicou o caminho e nos mandou parar num restaurante. Como somos meninos de aceitar bons conselhos e o nosso staff ainda estava uns Km à frente, com um telefonema e dadas as coordenadas de onde estávamos, ele veio ao nosso encontro. Almoçámos muito bem, e sequiosos que estávamos também bebemos alguns jarros de cerveja, foi para repor os electrólitos. Na rua o calor estava a ficar intenso, mas o caminho tinha de ser cumprido, reabastecidos os camel baks e as jerseys com os powerade’s do nosso patrocinador no bolso, pusemo-nos a caminho. Passada que estava a cidade de Redondela, voltámos a encontrar um grupo de Portugueses a descansar numa das muitas sombras que os trilhos por onde passávamos ofereciam, como já devem ter percebido, tudo é pretexto para parar e falar um bocadinho, não levássemos nós o Artur, vendia o no nosso blog a toda a gente, por isso é de esperar um aumento significativo de visitas nos próximos dias. Mas ainda bem que não parámos aí para descansar, pois um pouco à frente esperava-nos o carro de apoio, estava um calor após o almoço que justificou mais uma paragem para reabastecer, mais uns kilómetros percorridos e quando iniciámos uma descida, deparámo-nos com uma paisagem magnifica, a baía de Pontevedra ao fundo da descida, a serra por trás e no meio desta descida com esta paisagem, uma tenda para descanso e apoio ao peregrino, excelente momento de descanso, como se pode ver pelo registo fotográfico. Nem andámos 500m esperava-nos novamente o carro de apoio ao fundo da descida com as minis fresquinhas e num jardim relvado onde podemos descansar um pouco… outra vez…

O momento alto do dia foi a meio da tarde, quando ao atravessar um ribeiro, vimos uns portugueses dentro de água, nem hesitámos, em poucos minutos estávamos deitados dentro do ribeiro, uns vestidos outros menos, e outros com telemóveis e tudo, um verdadeiro espectáculo, excelente, claro que ao passarem mais peregrinos portugueses alguns, os menos “prós” do pedal, prontamente aceitaram o convite e banho com eles… outros ouve que não tinham tempo… como diz o Rui G. é bom levantar cedo para termos tempo para estas coisas…

Esperava-nos uma subida numa estrada romana, onde nos impressionou os sulcos nas pedras, rasgos feitos pelos rodados das antigas carroças romanas, é impressionante o desgaste causado pelas antigas rodas de ferro e ao tempo que por ali se peregrina.

Dormimos em Pontevedra, depois de 73Km feitos, e com uma subida acumulada de 1625m. Caches, hoje ainda não tínhamos conseguido nenhuma, nesta zona de Espanha à poucas, pelo que após o jantar, que também foi bom, como tem sido hábito, lá tivemos de ir à procura de uma.

PS: Esta crónica de hoje foi feita a 130Km, durante a viagem de regresso, antes e depois do almoço. Esta vida de cronista não é fácil, após a jornada diária por mais vontade que eu tivesse de escrever, não havia tempo, tínhamos de ir repor energias, e neste segundo dia foi deitar à 1h e levantar às 6h30, desculpem-me os amigos trilheiros TSF, que estavam ansiosos por noticias nossas, mas a vida de peregrino não é fácil… prova disso são os telefonemas que tivemos dos nossos amigos. Obrigado pelo interesse…

 

Cláudio Costa, a caminho de Santiago

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publicado às 16:42

Para este grupo de trilheiros, e que por estes dias vão também ser peregrinos a Santiago de Compostela, o dia começou cedo. Às 5h estavamos, eu e o meu pai, que é o motorista do carro de apoio e que pelas boas funções desempenhadas hoje, passaremos a designar de staf! a chegar a casa do Rui Gaspar, depois de carregada a bicicleta, o frigorifico e os 2 bolos confeccionados pela nossa querida amiga Cristina, fomos buscar os restantes companheiros, foi só ir buscá-los pois todas as bagagens e bicicletas já tinham sido carregadas na véspera.

Depois de o frigorifico atestado com as águas e as minis, sim minis, mas da SAGRES, porque como diz o nosso TSF Pedro enfermeiro, são essenciais para repor os electrólitos, depois de um intenso esforço muscular, e quem somos nós para duvidar de tal afirmação… O nosso patrocinador Júlio, atento a estas questões da saúde, ofereceu prontamente as bebidas, incluindo uma bebida azul o powerade, que parece que ajuda a subir a labruja! Mas como ia a dizer, depois de tudo pronto, arrancámos já por volta das 6h em direcção a São Pedro de Rates, local de inicio da nossa peregrinação, e onde tivemos a excelente oportunidade de ver o esforço, dedicação e prazer da população em enfeitar o chão das ruas com tapetes de flores. Espectáculo bonito de ser ver, não só o trabalho depois de feito, mas a sua montagem em especial. Ao que soubemos, a procissão seria da parte da tarde, e as flores deverão ser mantidas nas ruas, pelo menos até Domingo.

Saímos de São Pedro de Rates, não sem antes carimbarmos as nossas credenciais e de fazermos uma cache, sim porque isto de andar de bicicleta sem um pretexto para parar, poderia cansar muito as perninhas.

O tempo esteve óptimo e a região do Minho, é, como todos já sabemos, uma região, cuja paisagem é pintada de verde, sendo nesta altura do ano os extensos campos de milho, para além das vinhas, os “pintores” dessa paisagem. Os cursos de água, sobretudo os rios e as fontes, completam essa bela paisagem, dando simultaneamente uma sensação de frescura e tranquilidade. As diversas pontes romanas que hoje transpusemos, onde sob elas corre a água límpida e fresca, como infelizmente já raramente se vê, dão-nos uma sensação agradável de contacto com a natureza, ao mesmo tempo que olhando para as pedras já gastas de cerca de 8 séculos de permanência naquele lugar, e por onde já passaram milhares de peregrinos, fazem-nos lembrar histórias de fé, e despertam em nó sentimentos de carácter mais espirituais e sentimentais, os quais, confesso que raramente temos, talvez pela agitação da vida moderna e “industrial” que levamos no dia-a-dia.

Como já esperávamos, não nos sentimos sozinhos nesta peregrinação, cruzamo-nos frequentemente com peregrinos apeados e outros de bicicleta como nós, e de todas as idades e nacionalidades, desde Espanhóis, Americanos, Alemães, Holandeses, etc. Alguns dos quais com quem já tivemos oportunidade de falar, ou no mínimo desejar “boa tarde e bom caminho”.

Quanto à nossa etapa de hoje, foi de 75Km, contando com pequenos desvios para chegarmos às caches que aparecem no ecrã do GPS, as que se atravessam no nosso caminho, temos de as fazer, e algumas das outras mesmo ao lado também! Partimos já eram praticamente 9h00 e chegámos ao local onde estamos a pernoitar, em São Roque, concelho de Paredes de Coura, cerca das 18h00. O percurso teve um acumulado de praticamente 900 metros, e a primeira parte do percurso, feita até à hora de almoço, é feita sem dificuldades, o mesmo não se pode dizer da parte final da nossa etapa de hoje, a serra da labruja! Mas que obviamente, apesar de mais penosa, não foi de modo nenhum uma barreira para os TSF!

Quanto ao “staff”, carro de apoio, vamo-nos cruzando aqui e ali, durante o percurso, e quando são horas de almoço ou de jantar, temos a situação local já estudada… excelente! Claro que se nos cruzarmos com o carro de apoio e já tivermos os tais electrólitos em baixo, seguimos a receita já descrita.

Durante todo o percurso temos vindo com o GPS a mostrar outros trajectos já realizados por peregrinos anteriores, mas verifica-se que não é necessário, pois a sinalização, setas amarelas, estão por todo o lado, não deixando margem para enganos!

Logo de manhã, o Artur para matar saudades do trabalho teve de remendar o pneu, paragem logo aproveitada, para ir fazer uma cache ali pertinho… e conhecer mais um local de interesse.

Durante o jantar, num restaurante aqui perto e depois de ter faltado a luz por uns momentos, eis que começámos a cantar os parabéns, paródia leva a paródia, desafio leva a desafio, e eis que nos vemos no restaurante a ouvir os melodiosos e fortes sons de duas concertinas, excelentemente bem tocadas por dois rapazes novos e também clientes do restaurante. Momento alegre, descontraído e que contagiou todo o restaurante, incluindo uns peregrinos Holandeses que certamente terão pensado “pobre povo, mas alegre”.

Amigos TSF’s que por terras de D. Dinis ficaram, e aos que aqui estão, perdoem-me alguma omissão no relato de hoje, como por exemplo uma história hilariante do Rui Gaspar e o Geocaching, mas vou terminar a minha crónica e dormir, os outros companheiros já dormem à uma hora, e eu desde 3ºfeira de madrugada nem 8 horas dormi, está na hora, amanhã relatarei mais se conseguir.

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Cláudio Costa, a caminho de Santiago

 

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publicado às 23:59

Passeio para Domingo - 26 de Junho 2011 às 9:30

por Trilhos Sem Fim, em 23.06.11

Neste Domingo, 26 de Junho, vamos pedalar, mas um pouco mais tarde. Já que os nossos amigos se cansaram na grande peregrinação, nós vamos ficar na cama até mais tarde, a descansar por eles...

Saída às 9:30 horas do sitio oficial.

Rui

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publicado às 18:02

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Sobre nós

Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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