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Sexta-feira Santa, desde pequeno que sei que chove. Hoje choveu, e muito.  Eram seis os trilheiros que nem sequer têm que ser chamados de corajosos mas simplesmente não se amedrontaram nem com o tempo nem com a família…

Rumámos em direcção ao Vale Maninho, passámos por Vale de Quedas (valas, capacetes abertos e sustos grandes…) e trepámos a famosa subida da Pedreira no Reguengo do Fétal. Antes de chegarmos à Pedreira o Belmiro teve que abandonar-nos pois a empresa onde trabalha emitiu um SOS e, está bem de ver, zarpou. Ainda há malta com muito que fazer, é bom! Chegámos à Pia onde tivemos um encontro com dois outros destemidos praticantes do Btt com quem trocámos algumas impressões tendo o nosso eficiente repórter registado o momento em fotografia.

No café da Pia desmanchámos um bolo feito ontem pelo nosso amigo Cardinhos e que pode ser consumido por qualquer diabético sem problema algum de elevar os níveis de glicemia em demasia. Parabéns ao pasteleiro por tão bem ter doseado os açúcares mantendo elevados os níveis de sabor. O Rui Leitão obsequiou-nos com umas ginjas de comer e chorar por mais e ofereceu um néctar de Trancoso daqueles que dão para aquecer um morto.

Quando saíamos da Pia, na Zona de São Mamede, o nosso amigo Pedro Santos preparava-se para nos abandonar, e para ficar em casa do irmão para almoço, quando nos convidou para tomarmos um chá quente, e que chá!! (alecrim, cidreira e mel, uma delícia) em casa do irmão. Ao percorrermos um caminho normalíssimo de pinhal, eis senão quando, um Drop-Out com desviador e tudo ficaram feitos num oito devido a um tojeiro que se enrolou indevidamente nos mesmos. Era eu, que só nos limites consegui retirar os pés dos encaixes sem cair. Desviador e drop-out retirados não havia possibilidade alguma de pedalar. Valeu que o Pedro chamou o irmão que o foi recolher juntamente com a minha bicicleta e me cedeu a sua Giant de 15 quilos (!!!) para seguir viagem até ao Parque Radical. Para além do prejuízo e da alegria que irá ter quem me vai reparar a bicicleta, correu tudo na maior. Serviu também para perceber que nem sempre esperamos pelo Pedro Santos nas subidas como a do Reguengo do Fétal: Nós esperamos é pela bicicleta do Pedro, o que é completamente diferente.

Manhã magnífica, pese embora o incidente, com chegada a casa absolutamente encharcados em todas as zonas susceptíveis de encharcamento, particularmente abaixo da cintura. Acima, estávamos todos devidamente protegidos. Facto digno de registo é que foi estreado um casaco ligeiríssimo corta-vento e impermeável (sim, impermeável!!) transpirável, extremamente leve e que recomendo desde já para transportar sempre na mochila. Não é sequer dispendioso (39) e é da marca Onda.

Mais uma vez a única coisa que me correu mal foi a ausência do David Armindo que me obriga a escrever e a ficar exposto a julgamento…

Para terminar dizer que se há quem tenha medo do tempo húmido, como muitos de nós já tivemos, só tem é que experimentar e nunca parar por forma a arrefecer. No fim, quando tomamos o merecido e esperado duche quente, pensamos sempre: Valeu a pena e durante uma manhã inteira nem sequer pensámos no que quer que fosse que se parecesse com stresse, somente ultrapassar e superar obstáculos, que por vezes são bem duros de roer.

Se ainda não repararam, a pedido no nosso amigo Artur Fernandes, os nomes foram todos mencionados e não houve recurso a iniciais. Quem não gostar que diga…

Alípio Lopes

Também em meo Kanal 490904

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publicado às 18:48

Trilhos Sem Fim - the best à volta da Curvachia

por Trilhos Sem Fim, em 24.03.13

ATENÇÃO: VIDEO ACTUALIZADO COM IMAGENS INÉDITAS: ULTIMOS 2 MINUTOS

Às 8.30 estavam no PR 13 trilheiros ansiosos por explorarem pela enésima vez os caminhos da Curvachia, Souto do Meio, Cardosos, etc.

Quando eram 10.30 o AF sugeriu que subíssemos um caminho extremamente íngreme e enlameado, que alguns de nós foram ultrapassando a pé, e pudemos perceber quando chegados ao cume que nos estava proibido usufruir da descida montados nas bikes e tivemos que superar inúmeros pinheiros atravessados nos caminhos sobre os quais tivemos que galgar, um a um e passando as bicicletas de mão em mão. Para o btt a presença destes obstáculos é somente mais um detalhe, embora aborrecido; já para a eventualidade de ter que por ali passar, na próxima época de incêndios, um qualquer carro dos bombeiros pode tornar-se um drama maior. Tanto tempo passado depois do temporal já era hora de não termos obstáculos destes.

Entretanto abriram-se as torneiras do S. Pedro para o tradicional rega-costados e correspondente teste ao equipamento impermeável.

No miradouro dos TSF ou, melhor, no miradouro sobre a Caranguejeira, saboreámos um excelente bolo acompanhado de um competente xarope à base de Gold Nutrition…

Houve poucas quedas a registar e todas elas sem gravidade. Em boa verdade, podiam ter acontecido coisas muito más se, num estradão paralelo com a A1 na freguesia dos Pousos, tivesse havido menor sorte e menos concentração da parte de todos nós. Certo, certo, é que ocorreram alguns calafrios dignos de nota. Tudo isto porque há uma vala transversal, aberta pela chuva, que rasga e deixa impraticável mais de metade do caminho que é, por acréscimo, propício a elevadas velocidades.

Faz-se referência a este detalhe na remota esperança de que alguém próximo da Junta de Freguesia dos Pousos possa dar uma dica no sentido de ser reparada aquela situação. É importante lembrar que, para além dos TSF, há inúmeros” bttistas” a passarem por aquela zona à noite. Aí, não podemos imaginar o que poderá acontecer.

A ausência do nosso redactor principal DA faz-se sempre notar pela claramente pela negativa porque o redactor suplente não tem a mesma tarimba na arte de bem registar trilhos, caminhos e episódios dignos de nota.

Recordo somente que nos estragaram a descida ao parque de merendas do Lapedo com a colocação de um pórtico que impede a passagem das bicicletas na horizontal. A descida e travessia dos passadiços virgens e ainda não escorregadios foi digna de nota. Mais ainda quando o piso estava completamente enlameado e alguém que ainda anda a dar as primeiras pedaladas com os famosos pedais de encaixe conseguiu fazer o gancho da ponte. O mesmo que subiu a Senhora da Encarnação com a suspensão completamente bloqueada e fez a difícil descida do trilho até às traseiras da rua Miguel Torga na mesma posição. Escusado será dizer que a coisa se tornou muito mais difícil e estamos todos numa enorme expectativa para vermos no filme a forma desastrada e desengonçada como acabou por chegar, ainda assim sem cair…

Mais um domingo em que tudo correu muito bem pese embora ser dia 13, que nem sempre é de azar.

AL

Também em meo Kanal 490904

Video editado com novas imagens e nova música!!!

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publicado às 18:57

BTT em Porto de Mós

por Trilhos Sem Fim, em 17.03.13

Os TSF's hoje dividiram-se em 2 grupos, um deles composto por AL, CC e DA apresentavam-se pelas 8.20h no PR.


Feito um compasso de espera, por alguns TSF que pudessem aparecer, pelas 8.40h, após otimizados os transportes pusemo-nos a caminho de Porto de Mós …

Pouco passava das 9h quando encontramos D., o amigo do AL, no parque, no centro de Porto de Mós, que seria nosso anfitrião. D. estava sozinho pois 2 outros colegas por compromisso e receio da chuva não compareceram. Eramos por isso 4 corajosos.


Pessoalmente confesso que tenho uma máxima, quando de manhã levanto o estore e as condições climatéricas parecem menos convidativas, até à data nunca me arrependi de vencer essa preguiça inicial. Julgo que falo por todos os participantes que tivemos uma ótima manhã de BTT, por trilhos novos de Porto de Mós.


Começando pelo início, e após feitas as apresentações, no centro de Porto de Mós, acompanhados por uma certa humidade matinal, e após equipados, montamos nas bikes. Seguimos para a ciclovia da Bezerra. Tivemos oportunidade de abandonar o “alcatrão” iniciando onde outrora a linha férrea chegava ao sopé da serra. Passado pouco tempo já rolávamos a bom ritmo na ciclovia, em sentido ascendente. D. nosso anfitrião sem dar demasiadas pistas, foi-nos dando algumas informações da zona.


Após feita a ciclovia, com o aquecimento feito, começamos a descer, descer por caminhos que nos levaram às nascentes do Rio Lena, sim nascentes em plural pois são duas, que distam alguns metros entre si. Tínhamos que tirar fotos para documentar a nossa aventura e foi logo ali que o fizemos. Daí seguimos por caminhos de serra até à base da Fórnea.


Fizemos caminhos ascendentes, que não puderam ser todos feitos em cima da bike, pois quer o declive, quer a pedra molhada, foram impeditivos. Seguramente, não fosse a nebina teríamos usufruído mais da beleza daqueles locais em altura. Quem faz BTT sabe que para descer há que subir, e o esforço foi logo recompensado, após a ingestão da banana.


Pelas 11.45h chegamos a uma estrada que nos poderia ter levado diretamente a Porto de Mós, mas quando se levantou a hipótese de seguir em frente e em mais 45 minutos fazermos uma volta por outra serra, nem hesitamos. Quem sabe sabe e D. levou-nos a tomar café num tasco de petiscos, que estrategicamente ficou no caminho. Dalí seguimos e apanhamos um troço da Maratona do Centro – conseguimos passar sem “pagar portagem”, pois no meio de tanto ciclista eramos alvo e atenção por parte das pessoas da organização com quem nos cruzamos. Contra fatos não há argumentos, e quem é da casa é que sabe das coisas, pois em determinado ponto D. desviou-nos por um single track, bastante alongado e com imensos drops que acabou por ser o auge de toda a volta. Terminado o single track, estávamos novamente em estradão descendente com os participantes da Maratona. Não vislumbramos nenhum TSF, mas também era difícil pois todos usavam uma estranha cor castanha, do capacete aos sapatos de encaixe… Nós não estávamos melhor.


Pelas 13horas estávamos no centro de Porto de Mós com 40km feitos e 800m de acumulado..


Que bela manhã de BTT, que temos de repetir com tempo mais seco com os restantes TSF. A promessa ficou feita e o track foi registado pelo CC.


Boa semana!
D’Armindo

 

Podem consultar o track de hoje no GPSies, não deixem de ver o Fly Tour uma nova funcionalidade do google earth!

 

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publicado às 21:15

À hora de saída, pelas 8.30h alguns trilheiros cumprimentavam-se no PR.

DA chegou em cima da hora, pois à saída de casa verificou que durante a noite a roda da frente perdeu todo o ar – sem sucesso para encher o pneu em casa, contou com a colaboração do AF (bem haja!) para resolver o problema no posto Galp junto ao PR …

Com o atraso, era já perto das 9horas quando o grupo saiu do PR.

Não se sabia bem para onde íamos mas começamos a rolar, um grupo menor que o habitual, pois a chuva e outros compromissos levaram à falha de alguns “clientes” habituais. Assim os 8 corajosos, seguiram direito ao Alqueidão da Serra, em ritmo que permitiu que chegássemos cedo a este primeiro destino. Foram feitos trilhos que tinham já sido feitos por alguns na anterior 5ª feira à noite.

O tempo foi amigo, a aberta que durou toda a manhã, permitiu uma volta sem surpresas, apenas à chegada a Leiria, já após a passagem pelas Fontes  é que fomos brindados com “pingas” grossas, mas por curto tempo. As abertas de sol convidaram ao pedal e à boa disposição.

Após Alqueidão da Serra, fomos seguindo as marcações da Maratona do Centro, com uma variação pelo meio. Fizemos parte dos trilhos / estradões marcados para esta prova.

Em toda a volta a lama que o grupo apanhou foi apenas pontual e não foi excessiva.

A hora da banana, foi no café restaurante Fetal, onde o grupo travou conhecimento com a simpática Cátia Matos. Ficou no ar a promessa e uma nova visita aquele estabelecimento (…aos sábados ou domingos de 15 em 15 dias…)

Provamos o elixir do PS, uma ginginha do melhor e em formato XL. Temos pena! Estava bom e eramos menos que os habituais para a beber…

Tivemos muitas passagens técnicas e passagens por trilhos menos usuais. Em suma foi divertido. Passamos (pela direita) no estradão em descida da Reixida, onde na passada semana havia ocorrido a queda de dois TSF.

A altimetria foi próxima dos 700m e não foi registado pelo repórter a distância percorrida, caso queiram os demais contribuir com essa informação, agradecesse.

Boa semana!

D’Armindo

Também em meo Kanal 490904

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publicado às 19:18

Peregrinação a Santiago de Compostela

por Trilhos Sem Fim, em 05.03.13

“O (Novo) Caminho Português Interior de Santiago estende-se por 205 Km, em território português, atravessando os municípios de Viseu, Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves. Atravessa a fronteira em Vilarelho da Raia, percorrendo cerca de 180 Km da Via da Prata, em território espanhol, até alcançar Santiago de Compostela. Foi marcado e oficialmente inaugurado em Abril de 2012. Este é um caminho que permite um contato muito próximo com a natureza, com menos travessias de estradas, comparativamente com o caminho litoral. O caminho é rico pelo património arquitetónico que atravessa, nomeadamente capelas e igrejas.

Esta aventura dos TSF será na semana 24, com início previsto dia 8 de Junho.

 

Estão oficialmente abertas as inscrições.”

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publicado às 12:29

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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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