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As oito da manhã no Parque Radical registavam-se ZERO graus centígrados. A relva estava francamente branca. Os agasalhos apropriados impunham-se e foi assim, devidamente equipados, que uma dúzia de corajosos trilheiros(as) zarparam em direcção a região de Pombal cujo castelo acabou por não ser alcançado por indisponibilidade de alguns ciclistas para arriscarem chegar à mesma hora que no passado domingo no assalto ao castelo de Ourém. Teríamos sido treze se o nosso director já tivesse arranjado os raios partidos que no passado domingo o obrigaram a deixar-nos no Soutocico à ida para Ourém. Ou será que foi do frio?
Desde o início deste verão que não íamos para esta zona. Na última vez houve amuo, conforme atestam as crónicas, e desta vez também, para não variar; mas foi mais leve e passageira. Desta feita com alguma razão pois perdemos momentaneamente um companheiro que logo à saída de Leiria tinha partido um raio no mesmo sítio onde na última nocturna de quinta-feira a outro havia sucedido o mesmo.
Não há registo de furos ou outras avarias.
Já quanto a testemunharmos problemas na estrada a coisa continua. Em Santa Eufêmia houve um despiste por excesso de “prudência” do condutor e de vigilância da polícia. Ontem alguém, no mesmo sítio, também a solo e com excesso de estupidez (segundo um morador nas zona), derrubou um semáforo de controlo e limitação de excesso de velocidade. Nestas aldeias acontecem coisas difíceis de suceder na Variante Sul onde amiúde circular a mais de 40 dá carta fora. Acelerar, como vemos, só nas aldeias...
Voltamos a casa com mais de 50 kms percorridos e os membros mais quentes que à partida naturalmente com a ajuda do reforço no excelente e recomendável parque de merendas e lazer do Troncao onde alguns não arriscaram atravessar a ponte nas duas montadas e a pé tiveram dificuldade pois a madeira estava muito escorregadia.
Bom domingo. Boa companhia e camaradagem e o fecepe ontem perdeu dois pontos em casa e o seu treinador, que entrou cheio de gás, já patina mais a falar que o Paulo Bento.
Se não tivermos medo do frio estaremos no local e horas do costume na quinta e/ou domingo.
Não há registo de localidades por onde passamos porque o papel que continha as notas fornecidas pelo Rui Gaspar foi junto com a roupa para a máquina de lavar. Paciência. Quem tiver curiosidade vai a página do Leonel no facebook e vê o mapa...
Alípio Lopes

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publicado às 21:19

Começa a tornar-se habitual a participação de elevado número de trilheiros, entre veteranos e aspirantes. Hoje tivemos mesmo a participação de um novo recruta, filho de um trilheiro antigo (JS) que parece ter arrumado as botas há pelo menos um ano.
Começamos em bom ritmo com passagem pelo famoso Vale Maninho, que se encontra em boa parte bastante escorregadio, particularmente nas zonas mais sombrias. Aliás, já alguns de nós o tínhamos feito, em direcção a Maunca na nocturna da passada quinta-feira.
Um pouco depois do Soutocico o nosso director foi forçado a desistir com dois raios da roda traseira partidos. Rais parta! 
Seguiram viagem os restantes quinze e até a tomada do castelo, ou melhor, até a tomada da famosa ginja, tudo correu bem e nem a violenta subida final ao chegar obrigou a que quem quer que fosse se negasse.
Único registo de avaria durante a ida foi a corrente partida do Belmiro que estava devidamente preparado com elos de engate rápido.
O troço entre a zona de Fátima e Ourem  mostrou-se fabuloso tal como esperávamos.
No regresso a viagem foi bastante mais atribulada e, para alguns, algo dolorosa até.
Primeiro aconteceu uma descompensacao glicemica do jovem recruta e houve que parar e esperar que recuperasse. Dois companheiros experientes acompanharam o jovem ciclista por percursos de estrada mais suaves enquanto os restantes continuaram pelos magníficos trilhos de pedra até Fátima onde voltamos a reunir. Com estes atrasos chegamos a Fátima quando era suposto estarmos já perto de Leiria.
Por esta ocasião já o nosso repórter, que não tem treinado com regularidade, acusava problemas musculares, que se traduziam em muito dolorosas cãibras que obrigaram mesmo a algumas paragens. Como somos um grupo coeso dois companheiros empurraram o nosso amigo em dificuldades nas poucas subidas que restavam.
Depois, talvez devido ao atraso, descemos o Vale Maninho em direcção a Santa Catarina em velocidade próxima do limite onde as cãibras deram descanso tendo o nosso companheiro ficado quase recuperado de tal forma que percorreu o que restava até ao PR em ritmo quase normal.
Chegamos as 13.50, com mais de mil metros de acumulado, sessenta quilómetros percorridos a uma média de quinze quilómetros hora e com velocidade máxima de sessenta que terá sido atingida na descida da Curvachia.
Os que também fizeram a nocturna desta semana somaram cem quilómetros para a estatística...
Quinta feira há mais e domingo e daqui a oito dias!!
Antes de terminar esta crónica e pertinente registar a intolerância de inúmeros automobilistas em relação a presença de bicicletas nas estrada e também o lamentável comportamento de um criminoso condutor que, na saída do Soutocico (a seguir a Tosel), saíu da curva no sentido contrário em tal velocidade que passou por nós com muita dificuldade e com a viatura em clara derrapagem. Suspiramos de alívio quando passou pois o risco que ali corremos foi, de facto, muito elevado. E assim podia ter acabado em tragédia uma manhã de domingo tão bem passada, apesar dos contratempos relatados. Apetece perguntar: Havia necessidade, seu grande sacana?! E pena supor que este condutor não leia esta crónica pois gostaria de lhe desejar que, a continuar assim, morra depressa antes que mate alguém!!

Alipio Lopes

 

 

 Atenção: O percurso não está completo, faltam os Km desde o Arrabal até Leiria

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publicado às 22:17

Não há memória de haver ajuntamento de tanta gente disponível para pedalar e enfrentar as dificuldades inerentes a quem desafia a Maunça. Saímos mais de uma vintena do Parque Radical um pouco depois das oito e trinta. Havia que pôr a conversa em dia e inesperadamente juntaram-se velhos companheiros com novos aspirantes a trilheiros e, até, convidados. Um grupo assim partia-se frequentemente pois os ritmos eram muito diversos e tal era óbvio e natural. Já quando se tratou de “serrar presunto” havia muito mais homogeneidade e hoje aconteceu uma daquelas iniciativas de que só a nossa amiga Cristina Fernandes é capaz. No topo do nosso mundo, com uma paisagem incomparável e um vento desconfortável, às onze horas, conforme combinado, surgiu a Cristina á boleia do Rui Gaspar (que tem a bicicleta em processo de troca e não pedalou) com um delicioso bolo que confecionou enquanto percorremos os trilhos, hoje tremendamente escorregadios da Curvachia, Vale Maninho ate à Maunça. Já tinham ocorrido pequenos percalços, incluindo os furos da praxe, mas enquanto esperávamos pela Cristina e pelo Rui o Belmiro aproveitou para ajustar e partir o drop-out da bike que estava a estrear. Não foi possível reparar a avaria e aproveitou-se a boleia do laranjinha do Rui para resolver o problema, mas o Belmiro acabou por regressar a pedalar na bike do Dani, que regressou mais cedo ao Parque Radical. Ainda durante a pequena paragem houve um pequeno e espontâneo work-shop sobre plantas aromáticas da serra. Ao passarmos pelas Fontes houve pequeno recreio com vários de nós a repetir uma descida que outros não arriscaram sequer fazer. Um bom exemplo da elevada heterogeneidade do grupo. Também houve tentativas diversas em fazer a subida mas a humidade e piso escorregadio não permitiram que obtivessem sucesso. Chegámos mais cedo do que e habitual e houve quem tivesse ido ainda subir o morro da Senhora da Encarnação, para percorrerem o magnífico trilho descendente. Prá semana haverá mais; se não chover pode ser mau para os nabos mas será agradável para nós...

Alipio C. Lopes

Também em meo Kanal 490904

Atenção: vídeo com linguagem inadequada que pode ferir suscetibilidades

 

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publicado às 22:59

TSF na Rota dos Castelos 2013

por Trilhos Sem Fim, em 05.11.13

Filme do 1º dia

 

Filme do 2º dia


Rota dos Castelos 2013, ou como começou ao longo da atividade de 2 dias a ser batizada de a “Rota dos Castalhos”. Era com alguma espectativa, que os 7 participantes TSF nesta iniciativa do grupo de BTT “Zona 55”, aguardavam esta atividade que decorreu nos dias 02 e 03 de novembro.


Já existia a experiência do ano anterior e o relato dos participantes de então foi o melhor. Não puderam estar este ano a totalidade dos participantes do ano anterior, mas o grupo fez-se representar bem, quer em número, quer em espírito animado.


Este ano foi muito bom! Os 180Km realizados foram tudo menos monótonos, quer seja pela diversidade de trilhos, singletrack’s, caminhos, estradões ou rodovias, quer seja pelos locais atravessados, que passou por monumentos, locais históricos, parques, matas, zonas fluviais, etc.. a organização “Zona 55” está sinceramente de parabéns, pois sabemos que toda a logística envolvida exigiu muito trabalho de bastidores e o risco de agradar a todos é por vezes menos fácil.


O gang dos 7 TSF participantes foi composto pelo Rogério Monteiro, Rui Gaspar, Alípio Lopes, Cláudio Costa, Rui Leitão, David Armindo e Diogo Cunha (Endy) (por ordem decrescente de idades)


Dia 02.11.2013 (1ª ETAPA)
Poucos minutos após as 07h concentrávamo-nos na sede TSF (casa do RG). Feita a trasfega de malotes, sacos-cama e bikes para os 2 carros que nos transportariam, saímos direção a Constância, onde chegamos pouco depois das 8h. No quartel de bombeiros, onde esteve sediada a base operacional da atividade, após feitos os preparativos com as bikes, pudemos tomar o pequeno-almoço e receber os dorsais, com um conjunto de brindes e informação.
Arrumadas as bikes num semi-trailer, embarcamos num autocarro em direção a Gavião, de onde partia a 1ª etapa. Aí chegados tivemos oportunidade de fazer a foto de grupo e de tomar um café na sede de BTT dessa zona.


Neste dia fizemos 75Km com um acumulado de subida de 1328m D+, tendo passado pelos seguintes locais de referência - Vila de Gavião, passagem pelas Arribas do Tejo, Castelo de Belver, barragem da Ortiga (Tejo) assim como pelo percurso integral do caminho do Tejo, Aquapolis sul e norte. Almoçamos em Abrantes na zona Ribeirinha por 4€, e soube-nos muito bem. Daí partimos até ao Castelo de Abrantes e posteriormente pelo parque urbano de São Lourenço, Cais do rio de Moinhos e regressamos a Constância, onde chegamos pelas 17h para lavagem de bikes, banhos e roupa lavada. Devidamente munidos de chapeuzinho de palha oferecido pela organização, tivemos ainda tempo fazer umas caches (uma mais fácil que outra), antes de Jantar, no Restaurante Trinca-Fortes, na zona ribeirinha de Constância. Ao qual se seguiu um campeonato de matrecos.


Antes da hora do grande silêncio, alguns nos sacos cama sobre colchonetes e colchoes de ar no chão, outros em beliches (devidamente amarrados com esticadores para não caírem – visto não existirem guardas nas camas superiores), preparávamo-nos de olhos fechados, “suspirando” mais ou menos profundamente, para o dia seguinte a 2ª etapa.


Dia 03.11.2013 (2ª ETAPA)
Antes das 7h a azafama no espaço de dormida das bikes e dos BTTistas era já grande. Pouco depois dessa hora já se tomava o pequenos almoço, com sumos, sandes, bolos e fruta, que até deu para abastecer o reforço para o restante dia de alguns colegas. Por grupos e à medida que se iam despachando ia-se fazendo por iniciativa própria a saída para a 2ª etapa. Neste dia fizemos 103Km e 1976D+.


Logo à saída de Constância entramos em trilhos na margem do rio Zêzere e posteriormente Nabão. Após uma saída em descida tivemos logo a oportunidade de fazer um rápido aquecimento em subida ingreme. Tivemos um single track muito rápido e técnico, antes de subir à barragem de Castelo Bode. Prosseguimos ainda em subida, e posteriormente passamos a barragem do Carril, e ao quilómetro 40 estávamos em Tomar. Chegamos ao local de almoço pelas 11.50h onde ficamos retidos até próximo das 14horas, a comida era boa… mas o serviço lento e caro no que concerne aos extras. Este atraso levou a que a parte da tarde tivesse de ser mais “corrida”, com menos tempo para paragens para apreciar a beleza dos locais que fomos passando como a Mata dos 7 montes, Castelo de Tomar e convento de Cristo, o aqueduto de Pegões, a passagem pela Serra d’Aire, Torres Novas e respetivo Castelo, o Entroncamento, o Parque Urbano do Bonito, que é mesmo bonito. A partir daqui já com pouca luz do dia corremos para Vila Nova da Barquinha, Cais de Tancos e Castelo de Almourol.


Pelas 18.30h, já noite fechada e consumindo as réstias de forças, em ritmo de sprint e ultrapassando outras equipas, chegávamos em subida ao Quartel de Bombeiros de Constância.


Onde chegássemos a alegria ia com os TSF, com música popular portuguesa carregada às costas do RG. As pessoas procuravam a origem da música, metiam-se connosco, teciam comentários… o que acontecia também com os restantes participantes do evento. A animação foi geral!


A chuva não nos incomodou, tendo apenas caído uns pingos no sábado à noite – apenas o suficiente para fazer o AL buscar o carro de 7 lugares para nos ir buscar ao restaurante… que acabou por regressar vazio, até porque havia uma cache para encontrar no caminho de regresso.


Furos zero, avarias técnicas quase nulas e sem feridos.
Parabéns “Zona 55”!
Para a semana mais uma aventura. Boa semana!


D’Armindo



 

 

03/11/2013 - 1ª Etapa

 

03/11/2013 - 2ª Etapa

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publicado às 00:19


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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