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O tempo escuro, o frio e a ameaça de chuva que pairava no horizonte não foram suficientes, como nunca o são, para inviabilizar mais um passeio de domingo. De modo a evitar a lama, guiados pelo Cardinhos, optámos por uma variante para entrar na nossa mata da Curvachia.

Já na clareira, apreciámos o chão atapetado com as folhas do último outono, mas com alguns rebentos verdes a aparecer aqui e acolá. Os carvalhos, ainda despidos, deixavam entrar alguma luz, que fazia brilhar o tapete acastanhado.

Perto de um dos fornos de cal alguém indagou sobre o passado do local, referindo que aqui existiu uma quinta fértil. Logo me veio à memória uma lenda alusiva a este sitio histórico. Diz-se que o "Arrabal (Hrbal) é arrabalde, não de Leiria, mas da citânia de Qôrbatxia, local de poder e força, um centro de decisão.

Perto do local que visitámos, haverá uma muralha com cerca de 8 km  que circunda todo o Monte da Curvachia. Segundo o código de Hammurabi, os topónimos de Soutocico (Sut Syk) quer dizer, a sede/assento de bodo, Famalicão (Gamali Kan), aquele que outorga as normas, Vidigal (Berit g'al), o pagamento da promessa, Touria parece ser Tarrio (Tar), reunião de parentes e Martinela (Mhrthn 'l) o pagamento do dote de noivado. O local que visitámos, debaixo da abóbada de carvalhos, é talvez o mais importante. É o sitio onde se terá localizado a citânia e é conhecido por Prazo (Perazzu), ou seja convocação de acordos/contratos"1 

Depois da Qôrbatxia, subimos até Santa Catarina da Serra, vencendo uma encosta atrás da outra. Hoje pareceu-nos mais difícil, talvez por nos ter sido tirada uma hora de sono. É que entrámos na hora de verão.

Com tempo escuro, frio, ameaça de chuva e mesmo com menos horas de sono, não deixámos de ir. Porque é que alguns não apareceram e me obrigaram a escrever este texto? Vamos ter que reunir o corpo redatorial!

Após a reparação em tempo record, quase formula 1, da minha bike, sobrou-nos algum tempo, que gastámos numa visita à cidade.

Foi com grande emoção que encontrámos a charanga da GNR a comemorar os 100 anos da sua corporação e a anunciar os festejos dos 10 anos dos Trilhos Sem Fim. EL-GPS não se poupa a esforços para nos agradar.

Para continuar em beleza fomos descer a encosta do monte da Sra. da Encarnação. Bom, como sempre.

Enquanto uns ainda foram à sala de chá do Armando, outros reuniram-se mais cedo com as famílias. Mas que rica manhã!

Até Domingo.

Rui P

 

1 Adaptado Arrabal, Terra de Santa Margarida - Quatro séculos de história, edição da Junta de Freguesia do Arrabal

 

Visita a Sta Catarina da Serra com passagem na Curvachia

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publicado às 17:32

Trilhos Sem Fim nos carreiros do Alqueidão da Serra

por Trilhos Sem Fim, em 19.03.17

Volta Semi-Trilheira por caminhos e carreiros do Alqueidão

 

Há muito que não tínhamos uma tão elevada dose relativa de singles, carreiros e caminhos. Poucos foram os estradões e estrada foi só mesmo a estritamente necessária para chegar ao bem bom. 46 Quilómetros percorridos a partir do PR e um pouco mais para todos os que vieram de casa até ao PR de bicicleta. O acumulado rondou os 700m e a média superou um pouco os 13 kms.

Com uma média recente de doze participantes bem podemos dizer que sete companheiros faltaram e perderam uma fantástica manhã com piso seco, sem frio, sem calor e com uma humidade matinal bastante agradável. Desses sete somente um, o CC, tem a falta justificada.

Durante a semana a familiar dum excelso trilheiro inventou a figura do semi-trilheiro. Senti-me atingido: semi por faltas de comparência ou por irregularidade, semi por falta de força, semi por falta de jeito,etc. Nunca mais vou dizer a ninguém que sou bttista. Porque, de facto acho mesmo que assim sendo não sou. A partir de agora serei semi-trilheiro. Há mais mas hoje faltaram todos… o CC que se cuide!

Durante a manhã falou-se de algumas ausências e há uma particularmente preocupante com a chegada do verão porque na última reunião magna, foi eleito por unanimidade e aclamação o nosso Presidente Honorário, foram reconduzidos o Director e Editor Chefe, o Press Man e Tires Expertiser e ficou definitivamente decidido que o Caga-Lérias de serviço, sempre que compareça ao serviço, passa a ser esta praça. Mas não ficaram por aí as novidades porque, como bem nos recordamos, passámos a ter um aguadeiro/pingueiro na pessoa do RL e é aí que a porca, ou a leitoa, torce o rabo: Sem a presença deste companheiro, como tem vindo a suceder recentemente, o verão terá muito menos encanto e a secura e irritação das gargantas poderá tornar-se problemática para o nosso Departamento de Saúde.

Algures perto do Celeiro alguém perguntou se um amigo comum tinha ido de facto à Maratona de Sevilha. Logo alguém disse que sim senhor e de imediato o AF perguntou se foi pedalar. Ouviu como resposta que não, que tinha sido a correr e logo se ficou a saber que o referido amigo faz duatlo mas não triatlo porque não saberá nadar… Asseverou RP que é homem para ainda aprender e eu também acho que sim. De súbito disse o RG que compreende o problema dele porque também lhe falta o ar em ambiente aquático; o AL disse que era uma pena não estar equipado com guelras e de novo RP lamentou não ter mais aptidão ao meio aquático para poder fazer surf que é um sonho que lhe assiste. Em consequência ouvimos, alguns em primeira mão, a aventura do RG, algures numas férias noutros equinócios e azimutes em que depois de ter percebido que se mexia com algum à-vontade na piscina do hotel aceitou a ideia de fazer parte de um grupo que iria ter uma experiência de mergulho subaquático com botijas de oxigénio. A experiência ia correndo muito mal! Logo que mergulhou e se apercebeu que não havia nada que se comparasse com os tranquilizadores muros da piscina e de sólido só viu o casco do navio entrou em pânico e de tal maneira logo ali gastou quase metade do oxigénio disponível. Apoiado pelo instrutor de mergulho fez um ou dois patamares e chegou a pensar que já era mergulhador até que, qual canhão da Nazaré, a determinada altura deixou de ver os corais, os peixes e os crustáceos para se abeirar de um precipício submarino de fazer calafrios, se fosse em terra firme. Como quando o cérebro desliga não há nada a fazer, o RG voltou a desligar e quando tentou insuflar o colete já não havia forma de o fazer que o oxigénio era escasso. Emergiu e no caminho interminável da subida esperava alcançar o navio logo que chegasse à superfície. Não foi esse o caso… e de novo começou a patinar, disse. De novo o instrutor teve que vir em seu socorro, acalmá-lo e fazer sinais para bordo para que os recolhessem. Caricato é que não lhe ocorreu, quando chegou à superfície, que a sua dificuldade maior para se manter à tona eram os pesos de mergulho que poderia e deveria ter aliviado. Estava tão bloqueado que só quando chegou à embarcação se lembrou. Quando o questionaram porque tinha tido tantos problemas é que informou a plateia que não sabia nadar… aventureiro é assim. Primeiro vai e depois logo se vê!

Tudo isto porque alguém lembrou que inúmeros animais nadam de forma natural e o ser humano não só não o faz porque tem consciência do risco e “panica”! Exemplo disso são as experiências que permitem que recém-nascidos nadem perfeitamente e esta do nosso amigo RG que, mesmo não sabendo nadar, podia ter mergulhado nas calmas porque tinha todo o equipamento e para mergulhar não é necessário saber fazer o controlo respiratório essencial para poder dizer-se que se sabe nadar.

E é assim que se passam manhãs e se papam quilómetros e montanhas sem se dar por isso.

Para terminar lembrar que passou a haver um estabelecimento hoteleiro, algures na serra, onde não voltaremos a entrar para evitar males maiores. Não dispõem do sistema obrigatório para lavagem e desinfecção da loiça para além de se esquecerem de emitir a correspondente factura.  E o FêCêPê não aproveitou… Boa!

Quinta haverá nocturna e no domingo nova diurna… só não sabemos que estórias irão ser contadas nem se o HB irá voltar para se preparar para os dez dias de França a Santiago…

 Alípio Lopes

20170319 Alqueidão

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publicado às 17:34

Trilhos Sem Fim visitam na Rota dos Odores

por Trilhos Sem Fim, em 12.03.17

À saída éramos treze. Perante a possibilidade de haver supersticiosos alguém sugeriu que estava um a mais ou um a menos. Parece que estava um a mais, não estando!, e o AC teve o azar de saber que a ventania fechou uma porta à hora errada. Voltou para trás antes do aquecimento. Há azares piores.

Mais de 40 quilómetros e um acumulado aproximado de 700 metros proporcionaram uma manhã calma e serena como há muito não se via. A lama com que o ZC ameaçou não foi motivo de impedimento e perto dos 7 Arcos fizemos  single fantástico sem incidentes. No final, como a volta foi calma decidiu-se subir e descer o morro da Senhora da Encarnação.

Há muito que não se via um par de Cardinhos – muito afinado em altas – e um terno de lentos – em baixas. Na zona dos Milagres o RG fez um slide e rodopiou com assentamento perfeito. Sentou-se e levantou-se muito mais rápido que o tempo de que precisa para mandar faxes. Hoje pudemos verificar que entre parar, escrever e voltar a calçar luvas  e colocar capacete precisou somente de três minutos e alguns segundos. Notável! Se houvesse esta modalidade nos Jogos Sem Fronteiras não dava hipótese a ninguém.

Antes de regressarmos ao PR – ou melhor, à CA – houve direito a passagem pelo XCO nos Marrazes.

Quinta feira há mais, domingo também mas sem a companhia do CC que vai representar-nos durante dois meses e meio em Ponta Delgada. Esperto! Quando foi ao Vietname não levou a bike e regressou sempre mais crescido. Quando regressar, desta vez, não será a mesma coisa porque a seguir há travessia de Portugal.

 Alípio Lopes

Trilhos Sem Fim na Rota dos Odores

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publicado às 20:23

Trilhos Sem Fim e a chuva de março

por Trilhos Sem Fim, em 05.03.17

Volta do Alzheimer (AF) e de anedotas à moda antiga

Com chuva durante quase toda a manhã, mas chuva miudinha, saímos do PR à hora oficial de domingo: 8:35. Às 8:33 barafustava o AF que era tarde, e oh ALIPIO, despacha-te! Nem mesmo depois de perceber que a hora de partida ainda estava a uma distância de dois minutos ficou calmo. Foi preciso lembrar-lhe a minha pós-graduação em Oxford que me deixou esta marca de pontualidade britânica até aos dias de hoje.

Ainda não havíamos chegado ao Vidigal quando o AF (que me acompanhava na cauda do grupo de seis) desatou a relatar a aventura vivida pelos quatro da vida airada na terça de carnaval. Como eu tinha feito parte desse restrito e privilegiado grupo perguntei-lhe quem foram os felizardos. Respondeu-me que tinha sido ele, o RG e o RP, juntamente com o JC que não fez parte do grupo. Acelerei o passo e chamei a atenção dos restantes para lhes contar o episódio e só quando há estava a anunciar o lapso ele percebeu o erro que tinha acabado de cometer. Escusado será dizer que foi um fartote de riso que foi mote da primeira parte da fantástica e húmida manhã.

Adiante, ouvimos o relato do RG que achou o segundo baraço de corda náutica e que, segundo ele que não costuma exagerar, tem metade do comprimento da primeira mas o dobro da secção! Como a referida corda tinha arribado à Praia e seria proveniente de um qualquer navio esclareci que, por isso mesmo, não deveria ser chamada de corda mas sim de cabo. Atónitos que ficaram todos – sempre a pedalar, claro! – expliquei que na Marinha só existem três tipos de cordas: a corda do relógio, a corda do sino e (a)corda que se faz tarde... a malta gostou. Daí até à anedota do manicômio em que um novato não percebe porque todos se riem a bandeiras despregadas dos números que iam sendo ditos (os velhinhos tinham decidido numerar as 5 anedotas de cada um  dos habituais 10 participantes) e quando chegou a sua vez e disse 69 todos se entreolharam... ao que terá respondido que tinha avisado não ter muito jeito para contar anedotas. E não tinha de facto.

Mas ainda vieram mais duas em passo estugado. A do ébrio que chamava putas a uns e pandeleiros a outros, mandou os primeiros para a frente e os segundos para trás e quando após uma  violenta travagem o chofer o incita a repetir o que tinha dito ele respondeu: Agora separe-os você que com a travagem misturou-se tudo. É claro que ser o RG com o seu inegável jeito a contar isto ao vivo e a cores tem mais encanto. Como encantadora foi a última do caixeiro-viajante que se deslocava de comboio e passava,  sozinho, as viagens a rir a bandeiras despregadas. Numa dada ocasião uma velhinha (nestas ocasiões  é sempre uma velhinha com ar respeitável que aparece) pergunta-lhe porque Diabo se ria tanto. Respondeu que para passar o tempo contava anedotas a si próprio. A velhinha o insistiu (as velhinhas são levadas da breca!) e perguntou porque tinha rido ainda mais a dada altura. Resposta: tinha sido a anedota que ainda não sabia...

Café na Torre, reunião com o departamento de Leiria dos Choubike, composto pelo MéRui e o Amilcar Jacinto algures nas Cortes e antes da CA para nos fazerem companhia e ficarem a saber que na descida do poste de alta tensão o AL (eu...) escolheu o lado errado e de argila clara e fez um verdadeiro peão com assentamento.

Pela primeira vez em mil anos a crónica é produzida e concluída às quinze horas e uma mulher continua sem escrever mesmo com duas oportunidades nos últimos trinta dias...

Na última crónica tivemos treze comentários que não incluíam o do RM e agora quero quatorze senão na próxima escrevo uma crónica igual à das duas últimas da PP. Vocês sabem que sou capaz disso... de descer rapido às vezes é que não!

 Alípio Lopes

20170305 chuva miudinha

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publicado às 19:49


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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