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Trilho da Bezerra com visita ao Elias

por Trilhos Sem Fim, em 01.12.13

Depois de uma acesa discussão nas redes sociais sobre o destino deste Domingo, que é único, Dia da Restauração, decidimos visitar a Bezerra. Lugar serrano, cheio de história, perto de Porto de Mós.

Como sempre, tudo planeado: partida, reforços e chegada, sobretudo a chegada…

Iniciámos a jornada rumo à Ecovia da Bezerra, antiga linha de caminho de ferro, “O Ramal do Lena” ou o que resta dele. O comboio já circulou por estas bandas, vindo da Martingança onde entroncava na Linha do Oeste, passando pela Batalha, Porto de Mós, até ao lugar da Bezerra, de onde transportava o carvão explorado nas minas que ali existiram, juntamente com o das Barrojeiras (Alcanadas). Era o Caminho de Ferro Mineiro do Lena.

Para além de efetuar o transporte de carvão, das minas da Bezerra e Barrojeiras (Alcanadas) e de outras mercadorias, foi também muito importante para o comércio, indústria e agricultura da área. O comboio transportava passageiros, que faziam o transbordo na Martingança para a Linha do Oeste, em direção a Lisboa.

O caminho-de-ferro circulou por aqui, até aos finais da década de 40, deixando de fazer parte da rede ferroviária nacional no ano de 1950.

Seguindo o trilho do caminho-de-ferro em direção à Bezerra, fizemos a nossa primeira paragem junto do túnel, na Serra da Pevide, para aí podermos contemplar a extraordinária vista, sobre a área circundante, e dar tempo ao repórter para escolher o melhor ângulo. Ultrapassado o túnel, estendia-se à nossa esquerda o imenso vale, cavado entre as serras. Lá ao fundo o verde contrastava com o branco, a lembrar as baixas temperaturas deste dia frio, mas soalheiro, de dezembro. São cerca de 10 km a desfilarem, ao nosso lado, as belas paisagens da montanha austera, com o castelo romântico a espreitar lá no fundo.

No fim da pista, o encontro com a personagem mítica que no faz regressar à Bezerra sussurrando palavras como cabana, encontro de amigos, tainadas, escapadelas, fugas. Palavras envoltas no mistério da cabana do Elias. O próprio Elias. No cima da curta escada que nos ergue à casa do dito, lá estava a figura. O Elias em pessoa.

Sem mais demoras, motivados pela curiosidade de conhecer a pessoa, já que a fama vai longe, confraternizámos.

Depois de uma visita de cortesia ao pequeno palacete e da imprescindível degustação dos néctares, fomos caminho além.

Deliciámo-nos com os primeiros carreiros a descer. Subitamente, no topo, o Sítio do Elias. A frondosa mata de carvalhos protege esta preciosidade que me recorda as histórias de infância. Lembram-se da Anita no Bosque? Rui L, estou a pensar no livro…

Reiniciámos a descida. Agora sim, diziam. Vale a pena subir para depois sentir a adrenalina das descidas. E as pedras nas canelas! Diziam outros.

Mais vale nas canelas que no desviador, as canelas curam e o desviador custa 150 €! Exclamou o AL. AL, isso é feio.

Tão boa foi a descida, que resolvemos voltar a subir para novamente descer, com mais velocidade e ainda mais adrenalina.

Alguém prudente recorda, cuidado que duas vezes pelo mesmo local pode fazer mal aos ossos. Pois é, mas desta vez correu tudo bem, até o repórter ficou com um humor do melhor que já se viu, ou melhor, que já se sonhou!

Belo passeio com a beleza agreste da serra e uma paisagem difícil de esquecer. Curto mas adrenalinentoso (adrenalina+gostoso)!

Até domingo, num trilho qualquer.

Rui P

Também em meo Kanal 490904

 

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publicado às 17:54

Eram 8.30h e no PR estavam já 12+1 trilheiros ”Os TSF”,  vestidos a rigor com o novo equipamento.  12 + 1 pois Cris tinha já no seu plano ir e voltar a Fátima e não acompanharia o restante grupo. Após proposta de L. o destino estava decidido… Ir até à Pia do Urso pelo trilho 6. Assim os 12 corajosos com convicção pedalaram forte rumo às Fontes, pelos caminhos habituais… com as subidas habituais… mas nada os demovia do seu objetivo.Estradão… e ali estava a placa “trilho 6”, que levaria o grupo até a cidade da Batalha, onde chegaram pelas 10h e onde houve a possibilidade de serpentear na envolvência do imponente mosteiro. O sol refletia na pedra calcária e impelia  a continuar. Guiados ainda por L., pedalou o grupo TSF até às Brancas, e eis que se levanta a dúvida… induzida por RG… a questão foi colocada… Já que estavam tão próximos, porque não fazer uns trilhos que levariam o grupo até à Ecopista da Bezerra? No grupo “democrático” pesou-se Pia do Urso (esquerda) ou Bezerra (direita), Bezerra (direita) ou Pia do Urso (esquerda)? Tínhamos que seguir… e “democraticamente” AF afirmou - Bezerra! …E o grupo seguiu…RG passou a liderar o pelotão, e outro pelotão pela estrada pedalou, e poucos minutos depois estava já os BTTistas em Porto de Mós. Que velocidez!  Aí chegados nem dão tempo ao Dany de trincar a sua maçã, e arrancam novamente. Tal é a força que logo aí uma corrente quebra… um contratempo resolvido em poucos minutos (não fosse os bons mecânicos que há no grupo).

Subidas em caminhos de Serra e algum suor, o calor começa a apertar…

Eis que surge, quase no topo do caminho que o grupo tinha como objetivo, uma cabana, era o Sítio do Elias, que amavelmente dispõe sobre uma paisagem soberba, de um local de descanso com todas as comodidades “possíveis”, assim como um elixir retemperador.  Que bom!

Seguimos viagem, não sem antes tentar uma cache e substituir uma câmara de ar.

Num pulinho estávamos no início da Ecopista… Que bela vista, é proporcionada naquele percurso, era ainda a oportunidade de desforra e assim numa média de 40 km/h, em piso rolante, o grupo deslizou por ai a baixo…com alguns EHHHEEEEEEHHHH oportunamente proferidos pelo meio.

Era tarde, passava já largos minutos das 12h e estavam ainda os 12 em Porto de Mós. Tal como o pelotão da volta a Portugal, pedalaram pelo mesmo caminho de estrada que os levara a Porto de Mós. 12h40m passada a Batalha, ruma o grupo em direção à Golpilheira. Após alguns trilhos e já se avistava a Quinta da Mourã… 13h10m, 70Km cumpridos as vozes dos TSF ecoavam de volta ao PR.

Que bela manhã de BTT!

D’Armindo

 Também em meo Kanal 490904 

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publicado às 17:55


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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