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Trilhar pelos montes, cruzando com a história

por Trilhos Sem Fim, em 24.12.17

Para preparar a consoada, que se for doce é abençoada, só existe uma alternativa saudável, com evidência científica comprovada e grau de recomendação A. Subir, subir e subir.

Tendo bem patente que a identidade individual e coletiva se constrói com base no nosso passado, mas o futuro é o nosso caminho, conjugámos a recomendação A com a nossa identidade e, claro que só poderíamos visitar a anta do Alqueidão da Serra, bem no topo da montanha. Alinhámos a saúde com a história e o nosso passado e assim planeámos o futuro imediato, sustentado numa evidência que só poderá dar resultados ótimos em termos de saúde.

Por estradas banhadas por um brilhante sol, destes primeiros dias de inverno, fomos aquecendo o corpo e o espírito, aliviando da azáfama destes últimos dias do ano. Passámos Cortes, Fontes do Liz e chegámos ao Reguengo do Fétal. Não visitámos o que resta da palmeira abatida pelas rajadas de vento, pois tínhamos encontro agendado com o marco histórico.

Subimos pela direita em direção ao Alqueidão e reagrupámos junto da estrada romana. Sempre ascendendo, abandonámos o betuminoso e embrenhámo-nos nos caminhos do monte. Por breves momentos lançámos um bom dia a uma ou outra pessoa que cruzara o nosso caminho. Já no topo, reconfortados com o objetivo cumprido, avistámos a construção de pedra robusta, extraída da montanha, trazendo dentro de si o poder de fazer recordar outras civilizações. Nisto acordámos! O bolo rei e a ginjinha estavam estrategicamente dispostos em cima da rocha nua, prontos a serem apreciados. Erámos sete e em sete pedaços o bolo foi dividido. É Natal e tempo de partilha! A ginja deu quase duas rodadas.

Já quentes pelo néctar e com o estômago saciado com o bolo, tivemos a cereja no seu topo. O Sr. João Gabriel, cameraman da TVI, sobrinho de um habitante do Alqueidão, conhecedor de história e por ela apaixonado, contou-nos que esta anta tem mais de 20 anos e foi edificada neste local pois o seu tio acreditava que era um local histórico, merecedor dessa construção, e onde eventualmente até tinha caído um meteorito. Parece que em tempos remotos o mar já tinha banhado as encostas desta montanha.

Saímos dali pensativos, cheios de curiosidade em conhecer melhor o nosso passado. Com uma certeza eu fiquei. O mar pode não ter banhado a encosta daquela serra, mas a ginja banhou e bem as goelas dos trilheiros e a alegria voltou a encher as estradas por onde passámos.

Domingo haverá mais e será a última oportunidade de bttar em 2017.

Rui P

20171224 anta

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publicado às 16:38


4 comentários

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De Rui Gaspar a 26.12.2017 às 10:08

Está comprovado que o licor bem português chamado de ginginha é um dos melhores elixires para inspiração. Sem este precioso liquido onde iria o nosso companheiro RP buscar a inspiração para o excepcional texto que li e reli tal a qualidade da dissertação. Lembro também que até o nosso presidente Marcelo não dispensa tal bebida para festejar o Natal. Vou propor aos TSFs que este elixir seja nomeado como a bebida oficial dos Trilhos Sem Fim.
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De RUIP a 26.12.2017 às 20:14

Obrigado Rui Gaspar. Fico satisfeito porque sei que pelo menos um trilheiro leu o texto. Até bebi do dito licor para me inspirar, e agora isto!
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De Rui Gaspar a 27.12.2017 às 10:07

Meu caro RP não fiquem dúvidas o meu comentário é um elogio ao redactor e ao precioso elixir. Acrescento , parece que o elixir só nos inspira a nós , pois aos restantes TSFs adormece-os e retira-lhes as capacidades de comentar. 
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De Cláudio Costa a 31.12.2017 às 18:14

Excelente crónica, confesso que até fiquei triste de não a ter comentado antes :). Este Rui Passadouro mesmo escrevendo pouco neste blog, não perde a mestria. Foi com pena que não vos acompanhei neste domingo, mas esta quadra Natalícia propícia muitos "desvios".
Eu ainda tenho desculpa de não comentar pois nem participei do repasto, quero dizer do BTT, mas onde andam os trilheiros que foram e nem leram o texto? E o Alípio, Já não está de baixa, já pode escrever, e deve...


Pronto, agora que cumpri a agradável tarefa de comentar esta crónica vou escrever a de hoje e esperar que alguém a leia :)

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