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Este feriado, 8 de dezembro, é o dia da padroeira do Reino de Portugal desde 1646. os TSF como bons devotos comemoraram da única maneira que o sabem fazer, circulando.

Esta manhã amena de dezembro permitiu o encontro de alguns Chou-Bikes e outros tantos TSF. Queria-se um passeio relaxante, sem grandes subidas e com horário de chegada agendado para as 12:30.

Caranguejeira é sempre uma boa opção quando o objetivo é pedalar e apreciar as fragâncias da natureza. Para os mais distraídos, que apreciam apenas o efémero e dão importância ao fulgurante odor, passa-lhe ao lado uma carga histórica rica e extensa deste local.

A história da Caranguejeira perde-se nos tempos. Existe prova da presença humana, pelo menos desde o Paleolítico, como o atestam os achados arqueológicos do Vale do Lapedo com mais de 25.000 anos. Só os mouros, por volta do século XII, fizeram com que estas terras ficassem desertas, havendo necessidade de proceder ao seu repovoamento, o que aconteceu com sucesso, atendendo a que a 19 de abril de 2001 foi elevada a vila, a Vila da Caranguejeira.

Continuando o passeio, podemos observar, do alto do Leão, um vale verdejante onde corre a ribeira da Caranguejeira. No meio da mancha verde de pinhal, a perder de vista, que povoa a Serra da Caranguejeira, avistámos a brancura do casario e logo ali o autocarro, sempre estacionado, onde tomámos o aromático café expresso.

Sempre com calma, fomos regressando a Leiria. Vencendo um ou outro declive, chegámos ao planalto. Pelos trilhos, atravessados pelas raízes dos pinheiros, chegámos à Quinta de São Miguel. Ficou o desejo de a atravessar, não fosse o medo do cão e a falta de autorização do proprietário.

Visitámos uns amigos, o Amílcar e esposa, verificámos a qualidade do seu produto e ficámos a saber que é difícil trabalhar enquanto outros se divertem.

Finalmente o Castelo de Leiria. Pela porta dos castelinhos chegámos à sua entrada de armas. Os mais afoitos ultrapassaram-nas e logo se tentaram dirigir à torre de menagem. Tal não é possível! Antigamente, no tempo do Rei D. Dinis, tínhamos que usar as armas, agora são os euros. Podemos conquistar, mas isso tem um preço. Deve ser por isso que está cheio de visitantes leirienses. Pensei que já estava pago. Malditas PPP.

Por fim, soubemos do acidente de um TSF. Fomos à porta do Hospital e desejámos as melhoras rápidas ao companheiro Pedro.

Terminado passeio, ficou a sensação de uma manhã bem passada. Domingo vem já aí.

Rui P

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publicado às 17:24


4 comentários

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De Nuno Gonçalo Santos a 08.12.2016 às 23:02

Uma excelente manha de BTT, com uma voltinha higiénica mas que também são profundamente agradáveis.
Como o saber não ocupa lugar, e nos TSF não se promove apenas o pedalar, posso afirmar que aprendi com a leitura da crónica. Muito bom trabalho do relator.
Quero deixar uma palavra de incentivo ao colega trilheiro Pedro Santos, com sinceros votos de rápidas melhoras e um forte abraço solidário. Pode acontecer a qualquer um de nós!
Estes dias, até domingo, irei andar em todos... Tenho que aprumar a forma!
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De Cláudio Costa a 09.12.2016 às 00:15

Hoje calhou-me a mim ter de faltar, mas quem tem este salutar vicio do BTT, sabe bem que custa ver estas manhãs soalheiras de inverno e não poder ir com os TSF's :(


Este Rui P. está novamente a brindar-nos com verdadeiras obras literárias, sim senhor, parabéns. Pois com estes textos e a reportagem do Artur é quase como se tivesse ido também :)


Pedro, põe-te bom rapidamente, mas sem pressas! Cá te esperamos. Abc
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De Rui Gaspar a 09.12.2016 às 10:01

Ao fim de tantos anos lá conseguimos conquistar de Bike o castelo mais próximo de nós, digo conquistar porque mesmo proibido ultrapassamos as portas pedalando. Foi de facto uma manhã agradável, salvo não ter sido fácil convencer o reporter AF a iniciar o seu trabalho, pois começou a manhã tal qual um sindicalista reivindicando folga porque era feriado religioso."hoje não faço fotos, está aqui a máquina, também tenho direito a pedalar descansado"". Mas reportou e inspirou o  RP que nos brinda com alguma informação que nos deixa mais cultos.
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De José Cardinhos a 09.12.2016 às 12:41

Muito bom texto, um pouco da nossa história só nos faz bem, parabéns.
A manhã foi muito boa, uma volta excelente com um bom tempo Outonal, bom para pedalar. Reinou sempre a boa disposição e desta vez, até bebemos o nosso café no autocarro da parte de dentro do mesmo, coisa que nunca tínhamos feito!!!! Há coisas que não se explicam, simplesmente acontecem.
A reportagem fotográfica, mesmo com um inicio complicado, acabou por ficar ao nível das anteriores, muito boa.


Deixo por fim as rápidas melhoras ao Pedro Santos, que fique bom, para voltar ainda mais forte.

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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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