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Grande Rota do Côa

por Trilhos Sem Fim, em 18.07.18

Dia (-1) - 11.07.2018

Conforme combinado os Trilheiros participantes na Grande Rota do Côa, encontraram-se na sede TSF, pelas 19h para, num jogo de TETRIS, sem vazios, encaixarem as bikes, no Laranjinha - veiculo já habituado a estas andanças.

Vira a esquerda, vira à direita, tira e põe e lá se cumpriu o que à primeira vista parecia impossivel... Na bagageira o dono diziam que cabiam 5 bikes. Cabiam e couberam...

Bastava agora cumprir o horário das 14h do dia seguinte para embarcar, sem mais demoras, pois o tempo seria uma condicionante...

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Dia 0 - 12.07.2018

Pouco depois das 14h, com maior ou menor pressa, já almoçados, iamos encaixando no Laranjinha. Cinco trilheiros, Rui Gaspar, Rogério Monteiro, José Cardinhos, Cláudio Costa e David Armindo, e respetivas mochilas ao colinho, para uma viagem de 3horas até Foios, onde iriamos dormir, em instalações cedidas pela Junta de Freguesia. A animação reinou, e o tempo passou num apice e logo estavamos na Serra da Malcata.

Á chegada a Fóios - Sabugal, foi feito contato com o Presidente de Junta de Freguesia, Sr. António Lucas - que amavelmente veio logo ao nosso encontro, facultando acesso às camaratas, numa escola primária desativada, que cedeu graciosamente para que pernoitassemos nessa noite. Em muito agradecemos o acolhimento.

 

Momento de conversa com o nosso anfitrião, não havia tempo a perder, foi despejar o jipe, colocar os pertences dentro das instalações de pernoita e partir à descoberta da nascente do Côa.

Havia sido decidido, deixar o jipe em Vila Nova de Fóz Coa, onde chegariamos daí a 3 dias. Dada a distancia de 120Km, seria necessário mais 4 horas para que 2 dos companheiros, fossem até lá e regressassem com uma pessoa contatada para a boleia de regresso, o Sr. Ricardo Nabais da empresa Rota e Raízes. 

Posto isto pelo caminho mais curto (não necessáriamente por estrada), fizemos pedra até à descoberta da nascente... aventura e determinação e lá demos com ela. Esta opção permitiria que no dia seguinte seguissemos diretos do local de pernoita, seguindo o track, sem andar para trás.

 

Passaram 4 horas, enquanto uns montavam bikes e compravam o pequeno almoço do dia seguinte, outros levavam o carro até ao museu de VNFC. Pelas 22h, o reencontro dava-se no restaurante "El Dourado" em Fóios, juntando-se a nós o Sr. Ricardo Nabais, para um merecido jantar, com ótima apresentação, qualidade e bom preço.

De seguida foi hora de descanso... em que os parceiros habitualmente mais "ruidosos" deram tréguas :) !

 

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Dia 1 - 13.07.2018

Este primeiro dia, foi o mais extenso, mas também muito bonito, mais verdejante e o que mais sombras proporcionou, das 3 etapas foi o que teve mais km junto ao rio Côa, atravessamo-lo algumas vezes e tivemos oportunidade de visitar algumas praias fluviais.

Passava das 6h, quando já devidamente preparados, com pequeno almoço tomado, nos pusemos em marcha, para cumprir os 90km e cerca de 2000m D+ do dia.

Sobretudo da parte da tarde, as sombras, foram uma mais valia. Progredimos ao longo do dia atravessando os concelhos de Sabugal e Almeida.

 O ânimo esteve alto, esbatendo apenas mais próximo da hora de almoço, pelo desgaste acumulado da altimetria da manhã.

Foi antes de almoço, que perdemos um elemento do grupo, que focado na descida, nem deu pelos companheiros que o esperavam no corte. Em toda a rota, o GPS é um suporte necessário. Tinhamos dois, mas não com o parceiro que se estraviou...

 

Nada a fazer, senão rumar até Rapoula do Côa, e no Restaurante "Sabores do Côa" onde almoçariamos ao km 50, tentar o contacto. Neste primeiro dia a falta de rede telemóvel foi constante, o que dificultou em muito o reencontro com o parceiro. Rápidamente o proprietário do restaurante se disponibilizou para com a sua carrinha, com um de nós procurar o nosso amigo.

Minutos passados e eis o reencontro. Já todos juntos, já um pouco depois da hora, lá foi tempo de almoço, para reposição de energias. Mais uma vez um bom atendimento, boa conversa e qualidade a preço acessivel.

 

Ainda tinhamos 40 km... de continuação do parte pernas da manhã, sobe-desce, para a tarde. O destino de pernoita era Malhada Sorda - Almeida, onde um dos amigos tinha uma casa rústica, com o conforto necessário. Já chegamos em cima das 19h, Foi tempo de algumas compras, banhos e confecção de jantar... uma massada de atum e delicias do mar, entradas, bom acompanhamento... noite agradável para refeição na rua.

Que isto não é só pedalar! É preciso tempo de qualidade e reposição de energias. :)

 

Pós jantar, uma visita guiada do amigo CC, nosso anfitrião, pelo bonito lugar, conhecendo algumas das tradições locais!

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Dia 2 - 14.07.2018

Nesta 2ª etapa antevia-se menos altimetria, menos extensão e por isso um dia mais fácil...

Por isso o dia começou mais tarde. Tomamos o pequeno almoço com coisas compradas no dia anterior outras facultadas pelo anfitrião. Eram 7.40h e davam-se as primeiras pedaladas do dia... Pernas pesadas, "rabinhos doridos".

 

Esta acabou por se tornar a etapa mais árdua. Toda a rota é caracterizada por escassa sinalização em alguns pontos, vegetação fecha caminhos e trilhos, oculta sinais. Muita silva, resultado também da recente chuva de verão. O GPS torna-se um necessário suporte. A parte disto a interligação da rota com outros percursos, opções confunde quem está no terreno e depende apenas dos sinais para progredir. A rota exige uma atenção redobrada, nas subidas, algumas em pedra, nas descidas mesmo extensas com pedra solta, alterando com depositos de areia, não deixa que se baixe a guarda, sob pena de cair. A classificação de rota dificil e muito dificil é ajustada. Apanhar alguns estradões e caminhos agricolas era a possibilidade de descontrair e relaxar um pouco.

 

Neste dia contudo algo se passou - o track que tinhamos orientou-nos para zona de pouco conforto (talvez fosse pedonal), sem possibilidade de progredir de outra forma que não fosse escalar com a bike às costas, a saltar cerrada vegetação, numa extensão que parecia não acabar. Fizemos um extenso troço a pé, até fazer a opção de um estradão, que mais à frente nos levaria ao percurso novamente.

 

(continua)

 

 

GR Vale do Côa 2018

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publicado às 16:33

Trilhos Sem Fim e a reconquista do Castelo de Ourém

por Trilhos Sem Fim, em 15.07.18

Hoje foi dia de BTTar, e apesar de muitos Trilheiros rolarem por caminhos longínquos, ...outros rebolarem no sofá, e outros treinarem arduamente para provas futuras....nós 5 (sim....O Vitor Alves levou a sua companheira Paula Cristina ;) )... fomos re-conquistar o Castelo de Ourém, tomámos de assalto uma mesa e 5 cadeiras, no café habitual... e degustámos 1 GARRAFA de ginja acompanhada de uns pastéis de nata!!!! ...foi uma bela "tomada" !!! Parabéns às Paulas Cristinas! Não se negaram a subidas, descidas, trilhos sinuosos e copos de ginja a que esta conquista obrigou, afinal foi uma tarefa dura...apesar de ter dado um gozo enorme :DObrigado pela companhia! Boas pedaladas!

Leonel Cordeiro

 

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publicado às 20:54

Trilhos Sem Fim e os carreiros das Fontes

por Trilhos Sem Fim, em 08.07.18

Num dia que prometia temperaturas condizentes com a estação do ano, à hora marcada (ou até antes) perfilavam-se 9 Trilheiros e um convidado especial, para encetar mais uma jornada.

No meio da habitual confraternização pré-treino e entre graçolas e conversas, alguém disse, "olha o AL está cá hoje? Temos que preparar um treininho especial, que o homem tem que aprimorar a forma.", entrou de imediato em cena o Cartógrafo Oficial e o Tyre Expert/Repórter que indicaram ter a fórmula mágica para aquela manhã e ficou assim decidido que iríamos percorrer alguns dos melhores trilhos em torno das Fontes do Liz, que pautavam pelo seu sentido ascendente e pela diversão técnica.

E foi assim que, mais uma vez, guiados com mestria pelo nosso Cartógrafo, seguimos em direção às Fontes, optando sempre pelo caminho mais ascendente. Ao passar as Torrinhas juntou-se a nós o 11º elemento, mais um convidado especial, o DF, que por ser profundamente conhecedor do traçado, o aprovou de imediato. 

Sinopse

Trilheiros: 9
Convidados Especiais: 2
Destino: Fontes do Liz e carreiros circundantes
Distância percorrida: 44km
Subida acumulada: 1030m
Temperatura média: 27ºC
Aproximações ao solo: 1
Trilhos menos habituais: Vários (e bem bons)
Faxes enviados: 0 (stock de papel para 3 envios)
Nível de prazer, amizade e companheirismo: +++++

O ascendente foi tal, que aos 12km já registávamos uns onerosos 550m de desnível positivo, aferido após a passagem do Trilho das Costaneiras, onde à saída agora se regista a presença de mais uma vala para passagem de cabos elétricos, que nos obrigou a transpor a referida depressão com as bicicletas à mão. Aqui, o colega RG, interpretando de forma literal a brincadeira de alguns dos colegas, mergulhou acidentalmente, quiçá para equilibrar o ascendente com o descendente da altimetria, mas com bastante perícia e mestria e muito conhecimento do material, domou a bicicleta para que esta não caísse sobre o corpo. Houve aparato mas não houve consequências físicas e muito menos a desonra de um Jersey que acabara de chegar da Rússia.Refeitos do pequeno susto encaminhámo-nos para o momento de repasto, que decidimos efetuar na Perulheira. Aqui o colega VA teve que seguir o seu caminho, fruto de compromissos.Hoje o mestre da cartografia havia caprichado e a manhã estava recheada de excelentes trilhos, que nem sempre visitamos, outros que visitamos em em sentido oposto, mas que nos aumentam sempre os níveis de endorfina.

Na última fase da etapa fizemos o carreiro técnico que desce em direção à nascente do Liz, servindo de prólogo ao primeiro segmento de reposição de eletrolitos (em dias de temperaturas altas e de maior esforço, todo o cuidado é pouco), reposto nas festas das Fontes do Liz. O segundo segmento foi na CA, com a companhia de um saboroso bolinho, cortesia do GC.

Nota de rodapé: Fica em ata que o Cartógrafo Oficial vai aferir, durante a semana, a qualidade de um trilho cuja entrada aparentava qualidade.

Nuno Gonçalo Santos

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Também em meo Kanal 490904

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publicado às 22:37

Trilhos em redor volta da Maunça

por Trilhos Sem Fim, em 01.07.18

Eramos quatro, liderados pelo melhor guia.

Trilhos novos, subidas quanto baste e para termina os melhores carreiros a descer, até chegar às fonte do Lis.

Uma bela manhãde BTT

Rui P

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publicado às 21:11

Trilhos Sem Fim visitam o Lugar de Vale Maior

por Trilhos Sem Fim, em 24.06.18

Às 8:35 partimos com a esperança de registar mais de 1000 metros de acumulado, já que o cicerone se chamava Cardinhos, e a sua fama é já antiga. Estrada fora, fizemos o primeiro teste na subida ingreme, em estrada, para o Vidigal e logo apanhámos o trilho que nos conduziu ao coração da mata da Curvachia, depois de passar o pequeno riacho. O Artur reclamava com o Rogério por este não ter aparado as silvas que, sendo abundantes, deixavam marcas na pele dos quatro trilheiros.

Atravessámos rapidamente a frondosa mata, mas não deixámos de apreciar os carreiritos cobertos da exuberante vegetação deste início de verão, que de tão chuvoso, deixa perpetuar o verde intenso da erva, que noutros anos já pintava de dourado os campos em redor.

Encosta acima chegámos à Martinela. Como sempre, quando estamos no cume, temos que descer. Assim foi. Apanhámos o carreiro e destravados alcançámos a estrada.

Uma pedalada atrás da outra, chegámos ao Vale Maior depois de ter subido tudo o que era possível subir. Não ficou um monte, por mais pequenos que fosse. Este cicerone dá cabo de nós!

Vale Maior deixa alguma nostalgia. Um pequeno povoado com meia dúzia de casas, já marcadas pelo tempo, onde se adivinha que há anos deveria haver o burburinho de muitas crianças, há quem diga que mais de 40. A pequena latada em frente à casa convidava a descansar na sombra, ouvindo o chilrear de algum passarito, que por ali passava, fugaz. Entretanto, aparece à janela uma respeitável senhora, curvada pelo peso dos anos e marcada no rosto com as rugas de tanta preocupação, fazendo-nos cair na triste realidade das povoações isoladas e despovoadas, lembrando o envelhecimento, a baixa taxa de natalidade e o abandono das zonas rurais. Saímos dali encosta abaixo, trocando umas curtas palavras, silenciados depois, já que a realidade falava muito alto. Estamos a ficar velhos e sós!

Boa semana e que ganhe Portugal

Rui Passadouro

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publicado às 17:48


Sobre nós

Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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