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Os malucos vão doidos e o Máximo não se perdeu… o que não quer dizer que nós não o tenhamos perdido!!
Este grupo de amigos está “on fire”!
Basta ouvir um zumbido (que não os dos sapos) a sugerir uma volta diferente e toda a gente se põe logo a jeito!
Depois, para além dos que se põem a jeito ainda temos aqueles malucos que estão doidos e decidem acrescentar mais uns kilómetros à volta só para desfrutarem dumas pedras que tanto gostam de galgar a toda a velocidade!
Foi embutidos neste espirito que – bem sabemos que lhes podia ter dado para pior – 6 Trilheiros decidiram partir do PR às 7 da matina (se fosse para trabalhar aposto que nenhum teria o mesmo sorriso na cara) rumo à Torre onde deveriam chegar um pouco antes das 8 horas.
Como garante de que não nos atrasávamos, 5 destes Trilheiros requisitaram “a roda” do 6º - o nosso RL. Não havia com o não chegar a horas.
Recordo que para além dos malucos que iam doidos, havia o mais maluco ainda que no topo da sapiência que os seus 70 anos lhe conferem, foi de bike e não e e-bike! Grande RM!
Bem chegados á Torre e reunidos os TSF que foram a pedalar até lá com os TSF que foram de carro e com os nossos amigos ChouBikes, lá se deu início à aventura que como atrás referi, começou num zumbido de volta diferente.
E porque maluco não empata maluco, logo de seguida o doido que “deu a roda” aos malucos que iam doidos chegou à Torre e rumou para Ansião onde tinha compromissos familiares (os TSF têm família).
Já tinha o grupo arrancado, 1 minuto antes da hora marcada (alguém se descaiu, já não vale a pena omitir) quando recebemos notícia de que o LC e PP estavam a chegar à torra com 4 enormes minutos de atraso. Marcou-se ponto de encontro no Túnel da Perulheira (corrijam-me se estiver enganado) e lá seguiu todo o grupo até ao tal ponto de encontro.
Todo? Todo o grupo? Olhem que não… mas disso só daríamos conta um bom bocado mais *a frente mais à frente, já chegado à Lagoa do Boi.
Faltava um. O Máximo!! O nosso amigo Carlos Máximo que com a sua habitual dedicação ao Grupo tinha parado para nos filmar na descida da pedreira antes da Perulheira… e ninguém se lembrou de esperar por ele.
Desta vez a culpa não foi do Máximo que não se perdeu, foi nossa, de todo o grupo, que o perdemos!
Valeu que - como pai de Escuteiros que é – se socorreu dos seus conhecimentos destas coisas de andar perdido ao ar livre e decidiu subir. Talvez quando lá chegasse acima (ninguém sabe onde, mas parece que era a subir) desse para olha para baixo e ver onde estava a malta e fosse apenas uma questão de tirar o azimute!
Claro que o nosso amigo AJ se pôs a caminho, qual sapo a consumir bateria, e foi buscar o Máximo enquanto nos penitenciávamos dando voltas à Lagoa…
Reunido de novo o Grupo, zarpámos rumo aos lados de Fátima Velha, conduzidos pelo nosso amigo CS, mais conhecido por GPS.
Aí, por essas bandas conhecemos uns trilhos novos muito giros, dignos de revisitar um dia destes. Houve que gostasse tanto desses trilhos que tenha decidido vê-los, mais de perto. Senti-los mesmo, não é AF? Terá sido com essa vontade, com esse espírito que o nosso amigo AF decidiu fazer uma aproximação ao solo e trazer para casa umas marcas no cromado. Marcas de guerra? Não! Marcas dos trilhos lá para os lados da Fátima velha!
Subidas e descidas percorridas, pedra quanto baste galgada, parte do trilho da Rota das Carmelitas concluído e alguém se lembra da essência da coisa! Faltava o Pastel de Nata!!!
Rumámos a todo o gás à Pia do Urso, para gáudio duns e contestação de outros (isto da unanimidade é coisa que não nos atinge) tendo chegado mesmo a tempo de abancarmos numa mesa ao ar livre e abastecido o pandulho de Pasteis de nata, cerveja e/ou café à la carte!
Daí foi dar gás rumo à Torre descendo de faca nos dentes com aquele sorriso que se o psiquiatra nos visse internava-nos!!
Na Tore teve lugar o “Repasto – parte II”, pois quando isto mete a carrinha do Amílcar, mete também a Arca Frigorífica! Obrigado Amílcar! Que bem que soube a reposição de eletrólitos!
Dos 6 malucos que iam doidos havia agora 7! O Rl como se recordam tinha rumado a Ansião e a PP e o LC tinham-se reunido ao Grupo no Túnel da Perulheira.
Destes 7 o RM, no topo da sua sapiência decidiu regressar por estrada enquanto os demais lá seguiram o lema se há pedras no caminho é para as curtirmos!
Foi épico.
O regresso foi épico. Subida na Torre e descida a todo o gás – fujam que vêm aí uns malucos que andam doidos – foi chegar ao Trilho da pedra antes das Fontes e descê-lo a dar o que tínhamos e o que não tínhamos. Quer dizer, na verdade, a parte das pedras descemos a ritmo de senhora, não é PP? E que senhora a descer!
Já agora: destravem Porra!!
Domingo há mais!
Helder Malheiro
Novos trilhos para os lados de Fátima By Trilhos Sem Fim
Revisita à Pia com passagem nos bonecos By Trilhos Sem Fim
Foram duas semanas a amadurecer a ideia e a criar motivações intrínsecas para voltar a Drave, aldeia inabitada, mas não abandonada, nas encostas da serra da Freita. A equipa das Rotas GPS do grupo Trilhos Sem Fim trabalhou afincadamente e reuniu vários percursos, até criar o ideal. Aquele que concilia a beleza do percurso, a sua dificuldade, mas também o que proporciona os melhores momentos de convívio. São 65 km de pura aventura.
Já deveras motivado, fiz os acertos necessários na agenda, higienizei a bike e adquiri os viveres indispensáveis. Tudo pronto!
Subitamente, como um relâmpago numa noite escura de inverno, os arautos da meteorologia anunciaram a possibilidade de chuva em Drave. Honestamente fiquei tranquilo, pois um trilheiro, mesmo chovendo picaretas, não deixa de bttar. Dessa determinação são exemplo a travessia da Escócia, com chuva e pedra molhada, os Caminhos de Santiago e os passeios semanais em dias de inverno à volta da nossa cidade. Para me acalmar percorri os anais dos Trilhos Sem Fim (TSF) e não encontrei memória do adiamento de qualquer rota devido a condições climatéricas. Fiquei confiante!
Mas, também neste caso, a exceção confirmou a regra, com chuva, mesmo que seja 0,2mm, não se pode ir a Drave. Desanimado, deitei-me no final do dia 10 de junho, dia dos portugueses que não temem a chuva, e adormeci rapidamente, sabendo que mesmo sem Drave, há sempre um passeio à nossa espera no dia seguinte.
Bem cedo, no dia 11, juntaram-se no PR o Artur, Amílcar, Rogério, Rui P (eu), Rui L, Cláudio e Hélder. Saímos rapidamente em direção às Fontes com ideia de ir a Drave. Passámos São Pedro do Sul, circulámos ao redor da fonte termal, onde enchemos os cantis. É que com frio e chuva na serra o cantil de água quente pode ser de uma utilidade extrema. Visitámos os balneários termais de D Afonso Henriques e iniciámos a subida da Freita. Mas que diabo, por que motivo saímos de bike do Parque Radical de Leiria e de repente estávamos nos balneários do Rei?
Continuamos o passeio e bem no alto do Cabeço a Maunça decidimos que o pastel de Fátima era a solução para a reposição de energia necessária para subir da Aldeia da Pena, bem lá no sopé da Serra de São Macário, até ao Portal do Inferno, no cume da serra da Freita. Seguimos estrada adiante, mirando o desfiladeiro. Em Fátima deliciámo-nos com os pasteis, que estavam no ponto, nem frios nem demasiados quentes. Após o café pegamos nas bikes e partimos. Fizemos o trilho por entre os arbustos. No final da estrada, mesmo antes da curva, descemos o trilho de pedra grossa e solta, algo perigoso, de tal modo que o CC quase saiu de estrada à saíde do Vale Maior. Subitamente, demos connosco no estradão empedrado, agora com pedras muito secas, que nos levava a Drave. Curiosamente chovia com alguma intensidade, mas a água daqueles pingos finos, mas abundantes, não chegava ao pavimento sagrado da Serra da Freita. Fantástico!
Percorremos o trilho de acesso à mítica aldeia de Drave, pedra após pedra, contornando as mais salientes, sempre no lado oposto ao precipício. Fomos ganhando distancia, na esperança de alcançar o objetivo do ano, Drave.
Agora, o grupo dos sete estava silencioso, tão silencioso que por momentos pensei estar só. Mais alguns metros e na saída daquela curva fechada, lá estava a preciosa, não habitada, mas não abandonada aldeia de…
Subitamente toca o despertador e acordei. Afinal tudo não passou de um sonho. Um sonho belo, mas ainda não concretizado, pois um ameaça de chuva reduz meia dúzia de trilheiros a seres medroso, que à primeira ameaça de chuva não saem da toca. Coelhos!!
Rui Passadouro
Estávamos a meio da semana, quando o nosso amigo Rui Bernardes lançou a ideia de irmos até à Fórnea, e que bela ideia ele teve. Aquela paisagem serrana merece ser visitada e revisitada vezes sem conta, tendo assim ficado decidido que este Domingo iríamos matar saudades daqueles trilhos serranos. Se a semana passada andámos na areia, hoje esperava-nos a vingança, pedra e muita, e desta vez, escorregadia para aumentar o gozo, o tempo chuvoso que se manteve até meio da manhã amaciou o terreno e transformou as pedras em “manteiga” segundo relatos do operador de imagem!
A jornada começou com uma subida enorme para logo desfrutarmos de um belo trilho, os pés mantiveram-se molhados a manhã toda, assim como as pedras que por vezes só mesmo calcorreando as conseguimos transpor. A paisagem sempre fenomenal e aquele trilho vertiginoso já lá no alto ao longo da encosta, que confesso que hoje imponha algum respeito a uns e mesmo medo a outros, fazia esquecer a recente e interminável subida aos Ss, aquela que acaba onde alguém perdeu umas chaves de um jeep, histórias relembradas enquanto esperávamos por aqueles que vinham a desfrutar da subida mais lentamente. As e-bikes hoje fizeram alguma inveja… que logo passou quando tivemos de galgar uma cancela!
A chegada ao topo da Fórnea impõe um momento de contemplação, nessa altura já a chuva tinha passado e foi a oportunidade para tirar as fotos da praxe para remodelar as capas das redes sociais. O gozo ainda não tinha terminado, percorremos mais alguns quilómetros de estradões, single tracks, visitámos a cabana do Elias, descemos com vontade até à vila onde terminámos em grande na “carrinha” do Amílcar, que nos presenteou com a sua mala térmica bem apetrechada, proporcionando um bom fim de manhã e de convívio. Falou-se da ida a Drave na próxima 5ªfeira e rumámos a casa satisfeitos com mais uma excelente manhã de BTT entre belas paisagens e belos amigos, e que apesar do risco, ninguém se magoou.
Cláudio Costa
Passeio nas Encosta da Serra de Aire
Era sabido que hoje era dia de parabenizar o HM, e a retribuição seria em forma de reforço (gentilmente cedido nos seus aposentos), pelo que, naturalmente, a volta não iria ser, previsivelmente, muito longa.
Talvez pelo motivo acima, não sabemos, a presença hoje foi bastante numerosa.
A volta, hoje com proposta de guia do nosso rodinhas (26) CM, seria uma gincana pelos carreirinhos da zona dos Parceiros, situação que conferia bastante flexibilidade para rumar a Leiria, assim que se aproximasse a hora combinada.
Muitos dos trilhos, eram novos para a maioria dos Trilheiros e embora um bocado arenosos, obrigavam a algum aporte técnico em algumas descidas, sendo que num engano no trajeto o CM concretizou (mais) uma aproximação ao solo, felizmente apenas com umas pequenas arranhadelas, que na 5ª feira já nem se irão notar.
Mesmo com um número escasso de km percorridos, o traçado tinha algumas subidas e largos troços de areia, que aumentaram a pulsação e contribuíram para um desnível positivo de mais de 600m, em 32km.
Um agradecimento especial à família Malheiro, que tão bem nos recebe no seu espaço.
Nuno Gonçalo Santos
Os carreiros dos Parceiros e o aniversário do Malheiro
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