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Trilhos Sem Fim na Sra do Monte

por Trilhos Sem Fim, em 13.01.19

Às 8h35 descia pela encosta o nosso Diretor, que criamos fosse o sinal para arrancar para mais uma jornada. Esta já com destino definido, votado e validado por alguns dos membros. Contudo, problemas na válvula de um dos pneus da bicicleta do RG atrasaram a sua chegada e do RM, assim como a perceção do CM de que deveria colocar mais ar nos pneus da sua montada. Indecisão para trás e para diante, atrasaram o processo de engrenagem em mais de 20 minutos (Fica a nota para um tutorial de cuidados a ter em véspera de volta) e levou à colocação em prática de um Plano B, encabeçado pelo Tyre Expert que, como era dia de praxe para o estreante CL, encaminhou o trajeto para o sentido ascendente.

No caminho das Fontes do Lis, hoje resolveu-se subir o Canário, que permitiu "arrefecer" as primeiras conversas (quando se sobe não se fala!) e aquecer o corpo, visto que os termómetros marcavam 0ºC. 
Atravessando a nascente do Lis encaminhámo-nos para a Senhora do Monte, onde palmilhámos até às "Varandas", cenário que permitiu registar as sempre fantásticas imagens que o local proporciona e onde se procedeu à degustação da destilada, cortesia do laboratório do RL.
Daqui seguimos até à Chainça, para a degustação do reforço e encetarmos o sentido descendente, uma vez que já estávamos com quase 800m de desnível positivo e tínhamos percorrido menos de 20km. 

Sinopse

Trilheiros: 14
Destino: Senhora do Monte
Distância percorrida: 36km
Subida acumulada: 835m

Estreantes: 1 (CL)
Aproximações ao solo: 2 (sem consequências)

Paragens para degustação de destiladas: 1 
Frio: Muito (atenuado pelo percurso ascendente)

Avarias preliminares: 1

Avarias no decorrer da volta: 1

Nível de prazer, amizade e companheirismo: +++++

Ao fim da primeira tranche de descidas, apanhámos o Trilho dos Costaneiras em sentido ascendente (onde o relator deixou uma figueira) e o, hoje repórter, CM empenou o desviador traseiro. Após alguns minutos de espera (e porque não é de todo estranho o amigo CM tomar o rumo diferente dos restantes) um grupo desceu ao seu encontro e confirmou o cenário de avaria, cujo veredito seria dado pelo Tyre Expert com a quebra do dropout. Ficámos aqui, com muita pena nossa, sem o repórter do dia, perdendo a sua parte favorita da manhã - a descida. Em "homenagem" à sua ausência, resolvemos fazer um conjunto de espetaculares trilhos descendentes, que incluíram a frenética descida do Vale Maninho, finalizando a etapa na serpenteante mata da Curvachia (onde o Cartógrafo oficial plantou também a sua figueira do dia), que dada a ausência de precipitação se encontrava sem lama e com o seu inigualável nível de diversão para quem lá pedala!
Nuno Santos

 

20190113 sra monte

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publicado às 22:14

Trilhos Sem Fim na montanha com passagem na PanAm

por Trilhos Sem Fim, em 06.01.19

Quis o calendário que a primeira "domingueira" de 2019 decorresse no dia de Reis.

As previsões meteorológicas anteviam uma manhã gélida, pese embora soalheira, situação que não assustou o nosso HM, que compareceu, valentemente, de calções (antevendo, quiçá, uma jornada ascendente). Destaca-se também o anunciado regresso do LC, que apresentou um ponto de forma bastante interessante, dado a longa paragem. Esperemos pela continuidade!

Sinopse

Trilheiros: 11
Destino: Perulheira
Distância percorrida: 40km (incluindo a visita à garagem do RL)
Subida acumulada: 875m

Trilheiros regressados: 1 (LC)
Suaves aproximações ao solo: 2 (sem consequências)

Paragens para degustação de destiladas: 1 
Frio: Muito (atenuado pelo percurso ascendente)

Faxes enviados: 1 (Com antena levantada)
Nível de prazer, amizade e companheirismo: +++++

Sem destino decidido, possivelmente pela ausência do Cartógrafo Oficial, o Tyre Expert recomendou seguir o trajeto da última noturna, fazendo os devidos ajustes in-loco, durante o trajeto. Assim, subimos em direção à Barreira e aqui nos encaminhámos para a Torre, onde constatámos que dois dos elementos ainda não haviam desfrutado do Trilho da PAN'AM, pelo que ficou psicologicamente alinhavado, que por lá passaríamos hoje. 

Em jeito de praxe, para o regresso do LC, aos 13km, o acumulado de subida já ascendia aos 550m, contudo, este não se negou a qualquer subida. Na paragem para esta contagem, o RL brindou o grupo com um aromático e delicioso destilado. 

Daqui encaminhámo-nos para a Perulheira, onde, no repasto, pudemos degustar deliciosos pães com chouriço e com torresmos. No seguimento do repasto, aproveitámos a orgânica da data para pousar junto do Presépio para a foto dos Reis.

No regresso, continuámos a saga ascendente no encalce do prometido Trilho da PAN'AM, que, fruto da abundante passagem de ciclistas, se encontra espetacular nesta altura do ano. Aqui aproveitámos para "repor a verdade" com uma foto integral de "bem vestidos". 

A descida hoje fez-se pela pedra e depois pelo trilho das Fontes, onde no caminho ficou registado o momento em que o CMax chegou ao patamar de esperar e incentivar o CC, por estar em pior forma. Crê-se que foi inédito!

A reposição de eletrólitos hoje foi realizada na garagem do RL, com prova de várias licorosas e destiladas caseiras, de altíssimo calibre, que demonstram as valências e a utilidade de uma Licenciatura em Eng.ª Química.

Nuno G Santos

Nota: Ficou deliberado e aprovado pela unanimidade dos presentes que bimestralmente se irá fazer uma volta "fora do quintal", que poderá incluir pernoita.

20190106 pan am e montanha

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publicado às 17:43

Trilhos Sem Fim, a reconquista do Castelo de Ourém

por Trilhos Sem Fim, em 30.12.18

O sol começava a aparecer por entre as árvores do cabeço de São Romão e já os primeiros trilheiros trocavam palavras de cumplicidade, preparando o percurso do dia, que já vinha alinhavado da noite anterior. Os primeiros dias de inverno mostram o dilema e a indefinição da indumentária. Uns vestidos para aguentar as baixas temperaturas, enquanto outros, menos vestidos, continuam a imaginar que o verão ainda não acabou. É o sol que nos confunde.

Palavra atrás de palavra, foram-se aproximando os oitos trilheiros desta expedição. Houve promessas não cumpridas, mas oportunidades não irão faltar, mas não este ano.

Ourém é sempre um bom destinado. Um misto de trilhos técnicos, subidas, descidas e estradões, tudo embrulhado em muita história e paisagem esplendorosa, iluminada pelo sol que nos acompanhou em toda a viagem.

Atravessámos a Curvachia, subindo, e chegados ao campo de futebol do Soutocico utilizámos trilhos e estradões para chegar ao vale Maninho. Nisto, dei por mim velozmente pelo caminho que desce da Loureira em direção a Ourém. Os oito desciam a grande velocidade, como crianças acabadas de entrar no recreio, no final de um dia de estudo. A excitação da adrenalina abafa o risco de queda. Esta incerteza que balanceia o prazer da velocidade com a probabilidade remota do acidente, trazem um prazer superior quando se vence o percurso, com uma segurança apenas aparente.

Enquanto se reagrupam, no final da descida, perto do riacho, partilham com breves palavras os medos e o prazer da vitória, criando confiança ao grupo e estreitamento dos laços da equipa. Uma cumplicidade que se vai adensando cada dia que passa, fazendo com que os que faltam causem saudade e os que regressam tragam uma satisfação especial.

Já no castelo de Ourém, em volta da mesa singela, partilhámos o bolo-rei do Rui P e a ginjinha do Paulo C, esta muito melhor que a garrafa que adquirimos. Com algumas referências aos avariados, terminámos o frugal repasto e logo nos dirigimos à esplanada do D Nuno Alvares Pereira, junto ao Castelo altaneiro. Aí fizemos a bela foto de grupo.

Admirada a paisagem e comtemplado o horizonte, descemos para voltar a subir a encosta até Fátima. O esforço já se fazia evidenciar na face de quase todos, mas o Rogério sempre com a sua boa disposição, identificando o percurso como rolante, quer fosse a subir ou a descer, massacrou os trilheiros com a sua jovialidade e velocidade. Arre!

O tempo escasseava e daí optarmos por um percurso mais rolante desde Fátima. Chegámos ao nosso destino pouco passava das 13 horas, com a sensação de uma manhã bem passada.

Amanhã poderá acontecer uma breve despedida de 2018, mas em 2019 teremos a oportunidade de descobrir novos trilhos e novas amizades.

Votos de bons trilhos.

Rui Passadouro

20181230 ourém

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publicado às 18:44

Trilhos Sem Fim e o regresso ao trilho do galinheiro

por Trilhos Sem Fim, em 23.12.18

Mais uma manhã em que valeu em a pena saltar da cama para cima da bike e dar ao pedal!

Se valeu!

Dizem que à terceira é de vez e hoje, e hoje, terceira volta desde o meu regresso, os meus amigos Trilheiros resolveram levar aqui o Malheiro a descer o Galinheiro! Ganda pinta!!

Pouco passava das 8 e 30 quando uma dúzia de Trilheiros se puseram a caminho daquilo que viria a ser mais uma manhã muito bem passada.

Partida rumo à Curvachia e ala por aí a cima até à Tosel, passando no caminho por terrenos que bem conhecemos, e avisando uns aos outros que a saída de determinado caminho tinha um perigoso cabo de aço pronto a degolar algum incauto. É uma pena que ainda haja quem proceda desta forma.

Chegados à Tosel já com as bikes a saberem o que é lama, restava subir até ao início do Trilho do Galinheiro. Acho que nunca uma subida me soube tão bem! Vá-se lá saber porquê.

Repórter posicionado, lá arrancou o Grupo - sim, que isto é um Grupo - descendo o Galinheiro, uns de "faca nos dentes" outros - não digo quem - a pé, não fosse o cromado riscar-se...

Numa paragem técnica, com recurso a alicate e tudo, lá houve quem chegasse à conclusão que uma determinada corrente estava a passar por onde não devia. Reparação efectuada, cumprimentamos 3 atletas sem bike que por ali corriam (ele há cada um com cada pancada...)

Rumámos então em direção à Martinela e daí passámos pela fábrica do pó e apontámos em em direcção ao Miradouro com vista para a Caranguejeira.

Foi aí que a nossa amiga e Trilheira Paula Pita - espero que os tipos do PAN não leiam isto - resolveu matar dois coelhos com uma cajadada só:

1 - Presenteou-nos com um belíssimo Bolo Rainha e um refrigerante daqueles que tanto gostamos

2 - Aliviou o peso que o marido carregava às costas (pois, lá está, foi ele, um verdadeiro cavalheiro, quem levou a mochila cheia)

Nem a falta de saca-rolhas foi capaz de desencorajar os TSF de degustarem aquele belíssimo néctar, ou não tivéssemos entre nós um tal de RG - qual MacGyver - para quem a ciência de sacar rolhas de cortiça com recurso a um alicate não tem segredos!

Repostas as energias restava tirar o azimute e arrancar em direção ao café mais próximo, no Souto do Meio, mas fazendo-o com uma categoria apenas ao alcance dos TSF: que é como quem diz, passando pelo quintal duma simpática senhora que, atónita, nos perguntava de onde vínhamos e para onde íamos...

Reposta a dose de cafeína fizemos lá pedalámos por mais uns trilhos muito engraçados, com direito a descidas de fazer o sorriso chegar até às orelhas e quando dei por ela já estávamos no Lapedo, zona que bem conhecemos.

Daí olhamos para o relógio e veio-nos à alembradura que as "pretas" queriam conviver connosco na Cervejaria Armando e zumba, pedais para que te quero rumo à sagrada reposição e electrólitos!!

Que manhã tão bem passada!!

Foram cerca de 38 kms de grande diversão e 770 metros de acumulado (ponho o registo do Artur que o meu Strava travou e gamou-me mais de 10 kms ao registo).

Ainda falta muito para ser domingo outra vez?

Feliz Natal para todos!!!

Helder Malheiro

20181223 galinheiroTambém em MEO Kanal 490904

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publicado às 17:56

Trilhos Sem Fim no cume do Alqueidão

por Trilhos Sem Fim, em 16.12.18

Com a ausência dos nossos Cartógrafo e Repórter Oficiais, ausentes em causas solidárias, hoje recorremos ao improviso para compor e reportar uma volta que permitisse ao HM continuar motivado e fazer uns testes mais efetivos ao comportamento da nova máquina.

Tendo como base estas premissas, o nosso Capitão RM assumiu e conduziu o destino, indicando uma visita ao Alqueidão da Serra. 

Os primeiros km, de declive, estranhamente, não muito elevado iam dando alento aos regressados, menos treinados. No entanto, o nosso Capitão "sacou da cartola" a indicação de que iríamos seguir um trilho indicado pelo Cartógrafo Oficial e a partir do Covão de Oles o cenário mudou de figura, tendo então encetado uma subida que tinha tanto de interminável como de bela. Fomos galgando paulatinamente o duro estradão, fazendo pequenas pausas compassadas para que o amigo CG pudesse respirar um pouco. As pausas eram sempre patrocinadas pela habituais bolachinhas trazidas pelo Mota (na verdade são línguas de gato mas com as últimas vontades do PAN, não quero arriscar e chamo-lhe bolachas). 

Chegados ao topo do cume, que segundo o nosso Capitão é mais alto que a Maúnça, a vista era deslumbrante, assim como o caminho que lá percorreríamos, composto por estreitos caminhos e compridas lages calcárias, até encetar uma deliciosa descida, que como alguém diz, é melhor que uma pastelaria! 

Sinopse

Trilheiros: 11
Destino: Bem acima do Alqueidão da Serra
Distância percorrida: 48km
Subida acumulada: 970m

Trilheiros regressados: Vários
Aproximações ao solo: 1 (sem consequências)

Paragens para degustação de destiladas: 1 
Precipitação: Nem uma gota!

Mestria do Capitão: +++++
Nível de prazer, amizade e companheirismo: +++++

A descida foi fabulosa e a felicidade estava espelhada em todos os rostos, de tal forma que o RL entendeu ser aqui o momento ideal para a degustação de um fantástico destilado que cordialmente trouxe.

Continuámos a descer em direção ao Alqueidão da Serra, para repor as energias e apontar até aos moinhos, para ouvir o som do vento. 

Daqui seguimos descendentemente até Alcanadas, sempre pelas serpenteantes e enlameadas descidas, repletas de calcário, que alegravam a nossa manhã a cada pedalada, a cada curva e a cada drop, que iam sendo apaixonadamente registados, a duas mãos, pelo VA e pelo RL.

Cumprido o horário estipulado, sem pressas e sem atalhos, hoje na reposição de eletrólitos tivemos a agradável presença do nosso Diretor, que nos presenteou com um açucarado mimo Natalício.

Nuno G Santos

20181216 alqueidaoTambém em MEO Kanal 490904

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publicado às 20:06


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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