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Reconquista do Castelo de Pombal

por Trilhos Sem Fim, em 26.05.13

Às 8.30 em ponto saíram de terras D'El Rei D.Dinis treze fidalgos “trilheiros” que teimam na conquista de novos territórios. Decidiram por bem demandar terras dos templários, em Pombal, cujos resquícios do altaneiro castelo ficou rendido ao poderio “bttista” destes nobres fidalgos quando eram onze horas e cinco minutos do dia 26 de Maio do ano da graça de 2013.

Em boa verdade, a conquista não aconteceu cerca das 10.30 porque a borracha das ferraduras da montada do fidalgo David A acusaram, por duas vezes!, uma errada vocação para a procura dos lados mais agrestes de estilhaços afiados de tijolo deixado no real e rústico caminho por um qualquer campónio do popular lugar de Colmeias. Estes dois incidentes não passaram desapercebidos ao nosso Escudeiro-mor AF que, perante os demais, desancou verbalmente o referido fidalgo por armar a sua montada com tais - supostamente fracas - ferraduras.

Importa referir que antes do assalto final ao castelo ainda houve que fazer a travessia a vau do rio Arunca e lidar com a teimosia de algumas bestas o que proporcionou não rara oportunidade para algum refrescamento, quase banho, tanto de cavaleiros quanto de montadas.

Durante a curta presença no castelo houve tempo para a secagem das protecções interiores usadas nos pés destes fidalgos - por se encontrarem completamente ensopadas; para beneficiar de um néctar proveniente de terras de Trancoso trazido no bornal do cavaleiro Rui L e, ainda, de assistir-se a uma aula de história por parte do real e excelso senhor Rui P ao que o Príncipe das imitações Pedro S nos trouxe à memória o recentemente falecido JH Saraiva com uma réplica perfeita de uma das suas mais recentes crónicas do reino. Ficámos ali mesmo a saber que o castelo, outrora mais um dos baluartes militares dos templários, acabou por nunca ter servido para fins bélicos ou da arte da guerra (e talvez por isso hoje a sua rápida rendição) ao que o fidalgo Cláudio C sublinhou vir de antanho a nossa propensão para a construção de obras com duvidosa utilidade, não sendo esse - disse o real senhor - um problema exclusivo de tempos troikanos ou damascenianos...

Durante toda a longa caminhada, de mais de 70quilómetros, o nosso Escudeiro-mor ficou assoberbado em algumas ocasiões - e disso deu nota as hostes em tom decidido e irado - por cavalgarem os mais jovens e fogosos fidalgos soldados de forma tão impetuosa que, amiúde, descuraram a coesão do grupo que ficou partido em mais do que uma ocasião. Tinha o escudeiro-mor do grupo fundados receios e temores de algum assalto inusitado por parte de alguma moirama que por ali dizem abundar, coisa que não veio a suceder pela divina graça de Deus.

Reagiram as tropas, de modo súbito e com elevado humor e espírito de grupo, cavalgando alguns deles abraçados para tranquilidade do nobre cavaleiro e Escudeiro-mor que amainou nos ralhos mas não mais recuperou a sua costumeira alegria e exuberância. Cantou-se também que “trilheiros” unidos jamais serão vencidos, dando com isso razão ao admoestador pela propriedade e cabimento dos seus temores. Chegou até a admitir-se que estaria determinado em prender o burro mas, acredita este humilde escrivão substituto e um criado as ordens da fidalguia “trilheira”, isso não terá passado de uma espécie - infundada e não suficientemente justificada - de intriga de estrebaria.

Em Santa Eufémia três dos mais nobres cavaleiros deixaram o grupo e zarparam por estrada romana, em mui boa condição de conservação e zelo, em direcção aos seus domínios onde as suas excelsas esposas os esperariam ansiosas para o repasto dos seus reais almoços.

Lembrar que os restantes dez continuaram por montes e vales para chegarem a desoras (13.35) não sem antes haver a relatar, para que conste e a pátria” trilheira” o saiba, que a nervosa montada 29" da alta escola real de Alter atribuída ao cavaleiro José C voltou a levantar cascos e a obrigar à sua queda algo aparatosa mas, felizmente e tal como vem sendo habitual, sem consequências dignas de nota.

Alípio L

Real Escrivão substituto

26MAI2013

Também em meo Kanal 490904

Cantinho do Rui Leitão{#emotions_dlg.lol}


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publicado às 19:56


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