Começa a tornar-se habitual a participação de elevado número de trilheiros, entre veteranos e aspirantes. Hoje tivemos mesmo a participação de um novo recruta, filho de um trilheiro antigo (JS) que parece ter arrumado as botas há pelo menos um ano.
Começamos em bom ritmo com passagem pelo famoso Vale Maninho, que se encontra em boa parte bastante escorregadio, particularmente nas zonas mais sombrias. Aliás, já alguns de nós o tínhamos feito, em direcção a Maunca na nocturna da passada quinta-feira.
Um pouco depois do Soutocico o nosso director foi forçado a desistir com dois raios da roda traseira partidos. Rais parta!
Seguiram viagem os restantes quinze e até a tomada do castelo, ou melhor, até a tomada da famosa ginja, tudo correu bem e nem a violenta subida final ao chegar obrigou a que quem quer que fosse se negasse.
Único registo de avaria durante a ida foi a corrente partida do Belmiro que estava devidamente preparado com elos de engate rápido.
O troço entre a zona de Fátima e Ourem mostrou-se fabuloso tal como esperávamos.
No regresso a viagem foi bastante mais atribulada e, para alguns, algo dolorosa até.
Primeiro aconteceu uma descompensacao glicemica do jovem recruta e houve que parar e esperar que recuperasse. Dois companheiros experientes acompanharam o jovem ciclista por percursos de estrada mais suaves enquanto os restantes continuaram pelos magníficos trilhos de pedra até Fátima onde voltamos a reunir. Com estes atrasos chegamos a Fátima quando era suposto estarmos já perto de Leiria.
Por esta ocasião já o nosso repórter, que não tem treinado com regularidade, acusava problemas musculares, que se traduziam em muito dolorosas cãibras que obrigaram mesmo a algumas paragens. Como somos um grupo coeso dois companheiros empurraram o nosso amigo em dificuldades nas poucas subidas que restavam.
Depois, talvez devido ao atraso, descemos o Vale Maninho em direcção a Santa Catarina em velocidade próxima do limite onde as cãibras deram descanso tendo o nosso companheiro ficado quase recuperado de tal forma que percorreu o que restava até ao PR em ritmo quase normal.
Chegamos as 13.50, com mais de mil metros de acumulado, sessenta quilómetros percorridos a uma média de quinze quilómetros hora e com velocidade máxima de sessenta que terá sido atingida na descida da Curvachia.
Os que também fizeram a nocturna desta semana somaram cem quilómetros para a estatística...
Quinta feira há mais e domingo e daqui a oito dias!!
Antes de terminar esta crónica e pertinente registar a intolerância de inúmeros automobilistas em relação a presença de bicicletas nas estrada e também o lamentável comportamento de um criminoso condutor que, na saída do Soutocico (a seguir a Tosel), saíu da curva no sentido contrário em tal velocidade que passou por nós com muita dificuldade e com a viatura em clara derrapagem. Suspiramos de alívio quando passou pois o risco que ali corremos foi, de facto, muito elevado. E assim podia ter acabado em tragédia uma manhã de domingo tão bem passada, apesar dos contratempos relatados. Apetece perguntar: Havia necessidade, seu grande sacana?! E pena supor que este condutor não leia esta crónica pois gostaria de lhe desejar que, a continuar assim, morra depressa antes que mate alguém!!
Alipio Lopes
Atenção: O percurso não está completo, faltam os Km desde o Arrabal até Leiria
Desde os 6 anos de idade, que tenho a diabetes como companheira. Hoje com + de 32 anos de doença, continuo com os devidos cuidados a fazer uma vida "normal" e vou acompanhando os TSF... Foi acompanhando o Pedro durante o domingo, sabendo que o modo de evitar as hipo é pela prevenção antecipada. No Castelo de Ourém foi o momento da medição de glicémia e controlo, que faltou. É preciso apenas acautelar andar com bastante comida nestes dias, tendo em conta que o exercício físico potencia a ação da insulina! Ele que não desista pois o exercício físico regular é uma boa ajuda para prevenção de complicações futuras.