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Trilhos Sem Fim foram ver o mar

por Trilhos Sem Fim, em 29.07.18

O destino da volta de hoje havia tido tratamento de bastidores, qual intervenção Maçónica. Aproveitando o facto de alguns colegas se encontrarem "a banhos" nas nossas praias, a ideia seria optar por uma jornada mais rolante até à Praia da Vieira, premiando também alguns dos colegas, em menor patamar forma, pelos trabalhos forçados que lhes têm sido imprimidos nas últimas incursões, contudo esta última premissa ficou apenas pelas boas intenções porque não compareceu nenhum, pese embora tenham sido registadas algumas juras de maior regularidade! 

Assim, à hora marcada, 8 Trilheiros atravessaram a cidade rumo às margens do nosso Rio Lis. Nesta incursão encontrámos o casal VA e PJ que haviam decidido outro destino para a volta de hoje, contudo acederam facilmente ao convite e juntaram-se a nós.

O ritmo fruía em patamares de velocidade que não registamos normalmente e paralelamente fruía também a animada conversa, que em jornadas mais ascendentes, por vezes falta o fôlego para a verbalizar.

Como forma de quebrar este ritmo rolante, fomos visitar as ruínas do Paço de Monte Real (Castelo de Monte Real), que embora não fosse uma obra com primárias intenções de defesa bélica, o mesmo assumiu uma importância de relevo bastante interessante na nossa História, visto ser o aposento que permitia a D. Dinis, o Lavrador (ou o Poeta) acompanhar de perto a implementação do Pinhal de Leiria e simultâneamente para que a Rainha pudesse usufruir das milagrosas águas que nasciam naquele local.

Após algumas advertências para algumas características do relevo da descida, de forma a evitar dissabores, encaminhá-mo-nos em direção à pista de pesca, onde contemplámos a quantidade de seguidores deste desporto, assim como o quantidade de artefactos de que se fazem munir para o usufruto do seu passatempo. Com o Lis à nossa esquerda, seguimos até à foz, (hoje sem explicação técnica do Rubber Dam) onde nos encontrámos com o Trilheiro CC que, estado a banhos em família, não deixou de nos convidar para um café e um delicioso pastel de nata.

Como a monotonia não faz parte da nossa essência, o caminho de regresso foi efetuado pelo interior da malograda mata, cujo cenário muito nos entristece e comove, tal o desolador quadro de ausência de verde, que deu lugar ao angustiante preto. Foi precisamente esta triste imagem que contemplámos desde o posto de vigia de incêndios, que infelizmente de nada serviu, cenário este que fez com que a nossa paragem fosse efémera naquele local e que retomássemos a marcha de regresso, que mesmo a etapa sendo rolante, era igualmente longa e havia horários a cumprir.

Sem demoras encaminhá-mo-nos em direção à Barosa, fazendo alguns troços em asfalto, até atravessarmos novamente a cidade e terminar a volta com a merecida reposição de eletrólitos na CA.

Nuno Santos

 

20180718 praia da vieira

Também em meo Kanal 490904  

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publicado às 20:46

Trilhos Sem Fim na Curvachia

por Trilhos Sem Fim, em 22.07.18

20180722 curvachia

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publicado às 22:53

Grande Rota do Côa

por Trilhos Sem Fim, em 18.07.18

Dia (-1) - 11.07.2018

Conforme combinado os Trilheiros participantes na Grande Rota do Côa, encontraram-se na sede TSF, pelas 19h para, num jogo de TETRIS, sem vazios, encaixarem as bikes, no Laranjinha - veiculo já habituado a estas andanças.

Vira a esquerda, vira à direita, tira e põe e lá se cumpriu o que à primeira vista parecia impossivel... Na bagageira o dono diziam que cabiam 5 bikes. Cabiam e couberam...

Bastava agora cumprir o horário das 14h do dia seguinte para embarcar, sem mais demoras, pois o tempo seria uma condicionante...

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Dia 0 - 12.07.2018

Pouco depois das 14h, com maior ou menor pressa, já almoçados, iamos encaixando no Laranjinha. Cinco trilheiros, Rui Gaspar, Rogério Monteiro, José Cardinhos, Cláudio Costa e David Armindo, e respetivas mochilas ao colinho, para uma viagem de 3horas até Foios, onde iriamos dormir, em instalações cedidas pela Junta de Freguesia. A animação reinou, e o tempo passou num apice e logo estavamos na Serra da Malcata.

Á chegada a Fóios - Sabugal, foi feito contato com o Presidente de Junta de Freguesia, Sr. António Lucas - que amavelmente veio logo ao nosso encontro, facultando acesso às camaratas, numa escola primária desativada, que cedeu graciosamente para que pernoitassemos nessa noite. Em muito agradecemos o acolhimento.

 

Momento de conversa com o nosso anfitrião, não havia tempo a perder, foi despejar o jipe, colocar os pertences dentro das instalações de pernoita e partir à descoberta da nascente do Côa.

Havia sido decidido, deixar o jipe em Vila Nova de Fóz Coa, onde chegariamos daí a 3 dias. Dada a distancia de 120Km, seria necessário mais 4 horas para que 2 dos companheiros, fossem até lá e regressassem com uma pessoa contatada para a boleia de regresso, o Sr. Ricardo Nabais da empresa Rota e Raízes. 

Posto isto pelo caminho mais curto (não necessáriamente por estrada), fizemos pedra até à descoberta da nascente... aventura e determinação e lá demos com ela. Esta opção permitiria que no dia seguinte seguissemos diretos do local de pernoita, seguindo o track, sem andar para trás.

 

Passaram 4 horas, enquanto uns montavam bikes e compravam o pequeno almoço do dia seguinte, outros levavam o carro até ao museu de VNFC. Pelas 22h, o reencontro dava-se no restaurante "El Dourado" em Fóios, juntando-se a nós o Sr. Ricardo Nabais, para um merecido jantar, com ótima apresentação, qualidade e bom preço.

De seguida foi hora de descanso... em que os parceiros habitualmente mais "ruidosos" deram tréguas :) !

 

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Dia 1 - 13.07.2018

Este primeiro dia, foi o mais extenso, mas também muito bonito, mais verdejante e o que mais sombras proporcionou, das 3 etapas foi o que teve mais km junto ao rio Côa, atravessamo-lo algumas vezes e tivemos oportunidade de visitar algumas praias fluviais.

Passava das 6h, quando já devidamente preparados, com pequeno almoço tomado, nos pusemos em marcha, para cumprir os 90km e cerca de 2000m D+ do dia.

Sobretudo da parte da tarde, as sombras, foram uma mais valia. Progredimos ao longo do dia atravessando os concelhos de Sabugal e Almeida.

 O ânimo esteve alto, esbatendo apenas mais próximo da hora de almoço, pelo desgaste acumulado da altimetria da manhã.

Foi antes de almoço, que perdemos um elemento do grupo, que focado na descida, nem deu pelos companheiros que o esperavam no corte. Em toda a rota, o GPS é um suporte necessário. Tinhamos dois, mas não com o parceiro que se estraviou...

 

Nada a fazer, senão rumar até Rapoula do Côa, e no Restaurante "Sabores do Côa" onde almoçariamos ao km 50, tentar o contacto. Neste primeiro dia a falta de rede telemóvel foi constante, o que dificultou em muito o reencontro com o parceiro. Rápidamente o proprietário do restaurante se disponibilizou para com a sua carrinha, com um de nós procurar o nosso amigo.

Minutos passados e eis o reencontro. Já todos juntos, já um pouco depois da hora, lá foi tempo de almoço, para reposição de energias. Mais uma vez um bom atendimento, boa conversa e qualidade a preço acessivel.

 

Ainda tinhamos 40 km... de continuação do parte pernas da manhã, sobe-desce, para a tarde.

No entanto foi importante o recobro. Uma abençoada sesta de 30/40 min, logo ali abaixo, na praia fluvial de Rapoula do Côa, ajudou em muito para o que se seguiu.

O destino de pernoita era Malhada Sorda - Almeida, onde um dos amigos tinha uma casa rústica, com o conforto necessário. Já chegamos em cima das 19h, Foi tempo de algumas compras, banhos e confecção de jantar... uma massada de atum e delicias do mar, entradas, bom acompanhamento... noite agradável para refeição na rua.

Que isto não é só pedalar! É preciso tempo de qualidade e reposição de energias. :)

 

Pós jantar, uma visita guiada do amigo CC, nosso anfitrião, pelo bonito lugar, conhecendo algumas das tradições locais!

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Dia 2 - 14.07.2018

Nesta 2ª etapa antevia-se menos altimetria, menos extensão e por isso um dia mais fácil...

Por isso o dia começou mais tarde. Tomamos o pequeno almoço com coisas compradas no dia anterior outras facultadas pelo anfitrião. Eram 7.40h e davam-se as primeiras pedaladas do dia... Pernas pesadas, "rabinhos doridos".

 

Esta acabou por se tornar a etapa mais árdua. Toda a rota é caracterizada por escassa sinalização em alguns pontos, vegetação fecha caminhos e trilhos, oculta sinais. Muita silva, resultado também da recente chuva de verão. O GPS torna-se um necessário suporte. A parte disto a interligação da rota com outros percursos, opções confundem quem está no terreno e depende apenas dos sinais para progredir. A rota exige uma atenção redobrada, nas subidas, algumas em pedra, nas descidas mesmo extensas com pedra solta, alterando com depositos de areia, não deixa que se baixe a guarda, sob pena de cair. A classificação de rota dificil e muito dificil é ajustada. Apanhar alguns estradões e caminhos agricolas era a possibilidade de descontrair e relaxar um pouco.

 

Neste dia contudo algo se passou - o track que tinhamos orientou-nos para zona de pouco conforto (talvez fosse pedonal), sem possibilidade de progredir de outra forma que não fosse escalar com a bike às costas, atravessar cerrada vegetação, numa extensão que parecia não acabar. Fizemos um extenso troço a pé, até fazer a opção de um estradão, que mais à frente nos levaria ao percurso novamente.

 

Verdade que mesmo nos locais que menos esperavamos, eramos surpreendidos pela beleza do rio, do vale, dos imensos açudes, pontes e passagens antiquíssimas que permitiam o atravessamento do rio, que fomos serpenteando ao longo dos dias.

 

Neste dia almoçamos em Almeida com 36 km feitos, já tardiamente. A subida felizmente, apesar de dificil aquela hora e com o calor, foi feita antes de almoço.

Aterramos no restaurante A Muralha, logo à entrada de Almeida - caro para o serviço prestado, haveria alternativas mais acessiveis soubemos mais tarde, no entato aquela hora foi abençoado.

Segui-se uma sesta de meia hora, no Jardim de Almeida, havendo um banco de jardim à sombra para cada trilheiro. Tão bom!

Já com menos calor foi hora de visitar o picadeiro, ver uma coleção de automóveis antigos, e por pé no pedal, com destino a Quinta Nova, próximo de Pinhel, onde iriamos dormir.

Teriamos beneficiado com uma saida mais cedo de manhã, evitanto algum calor e antecipando a hora de chegada a Almeida.

 

Durante a tarde continuamos o registo de serra, com menos sombra. Chegamos ao hotel já ao fim na tarde, após as 19h.

Fomos recebidos com simpatia pelo Sr. José Fernandes, no hotel de turismo rural - Encostas do Côa. A simpatia deste anfitrião foi imensa, as instalações muito boas.

Após guardadas as bikes, tomamos o merecido duche, mergulho na piscina, e o nosso anfitrião levou-nos a jantar a Pinhel, com as melhores referencias (bom e barato :) ) para boa refeição.

O serão foi mais longo que o esperado, quando RG por intermédio do nosso anfitrião, soube de um colega de curso, que não via à mais de 40 anos. Feito o contato foi tempo de reencontro, que se estendeu no hotel, em torno de um miminho, que serviu de ceia.

Já pelas 0.00h era hora de descanso, que o dia seguinte começaria cedo... abencoada caminha!

 

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Dia 3 - 15.07.2018

Nesta 3ª e ultima etapa, iniciariamos com um bom pequeno almoço de hotel, pelas 7.00h.

O nosso anfitrião não deixou que faltasse nada... nem a conversa! Tanto foi que já passava da hora prevista de saida e ainda conversavamos, trocavamos impressões sobre a rota, o melhor caminho... e claro as fotos da praxe!

 

Verdade que a informação dada pelo Sr. José Fernandes, foi util logo à saida, tomamos o melhor caminho para apanhar a rota e o track GPS. Saimos uns quilómetros em descida rápida até ao vale e ponte que ligaria a Pinhel.

Com dia quente que que se avizinhava, a altimetria concentrada sobretudo nos primeiros quilómetros, sabíamos que o melhor seria ganhar em tempo, pela manhã.

O "estalo" daquilo que foi a subida consecutiva, o calor, sobrepôs-se a "dor de rabo" que se fazia sentir pelos já muitos quilómetros sobre o selim.

 

Seguiu-se uma incursão por zona de reserva natural, que nos levou grande parte do resto da manhã a deixar para trás. O serpentear constante do track levou-nos a perceber que era um dispendio de energia, não seguir muitas vezes em frente. 

Feita essa opção (seguir em frente), fomos progredindo até perceber que estavamos já longe do track. Foi tempo de reorientar, vira a esquerda, vira a direita... e passado uns minutos à suposta deriva, lá estavamos encaminhados, orientados para a aldeia de Castelo Melhor.

 

Tendo em conta que não tinhamos, onde almoçar em Vila Nova de Foz Côa, a opção foi parar e fazer o recobro de almoço em Castelo Melhor mais próximo das 12h (contráriamente aos dias anteriores). O restaurante "O Paleólitico" era a única opção... logo percebemos que o nome faz jus ao atendimento e ao serviço. De longe a pior referencia de todos aqueles dias, sem opção sequer de escolha de prato.

 

O calor apertava, o descanso pós almoço teve de ser encurtado, ainda tinhamos a chegada a VNFC, desmontagem das bikes, para encaixe do tudo no "Laranjinha". 

Brutal descida de chegada à foz do Côa, uso de técnica qb. 

Já nos congratulávamos, no términus de mais uma travessia, integrando já os habituês destas lides, brindada com uma brutal vista, sobre a cor aqui castanha do Côa (colocração conferida pelas lamas e água mais parada) e o estaleiro daquilo que foi o inicio de uma empreitada, não concretizada da Barragem.

 

Felizmente antes de terminarmos descer até à ingreme foz, fizemos diversas tentativas com taxis de VNFC. Com tantos contactos que tinhamos não esperavamos, que o feedback fosse nulo. Tivemos inclusivamnete uma resposta, de um profissional que se recusou ir buscar um de nós à Foz (para ir buscar o Jipe), porque o acesso ingreme lhe causava desgaste no carro...

 

Posto isto decidido e rápidamente o companheiro RG, faz sinal a um carro que passava na estrada e pede boleira até próximo do centro - ficou assim terminada a rota, sem completar os metros finais. O nosso cansaço, calor, desgaste e configuração do terreno para ida e volta, levou-nos a optar pela decisão mais sensata.

Assim RG lá foi, em busca do Jipe, deixando os demais a adiantar a desmontagem e preparação da carga para quando chegasse.

Passado largos minutos, lá se vê o ponto laranja a descer uma picada do outro lado do vale, vem ao nosso encontro.

Tempo de carregar bicicletas, trocar algumas peças de vestuário da nossa indumentária mais técnica, e encaixadinhos, no meio de peças de bikes, mochilas lá seguimos os 5.

 

Dormitando, conversando, encaixamos até a A23... Até ao susto de verificar que um carro seguia ao nosso lado... mas do outro lado do separador... em contra-mão! Apitadelas, sinais e o casal de certa idade lá percebeu, ligamos ao 112 e avançamos avisando, gesticulando aflitos para quem seguia mais à frente, rápidamente percebesse, reduzisse velocidade, evitando desfecho menos bom, com o que sabiamos que eles apanhariam pela frente... naquele momento mais despertos não podiamos ter ficado! Como é possivel! Conseguir entrar em contra-mão, sem dar por isso!!

 

Em suma já chez-nous! O balanço geral foi muito positivo. Superamos dureza, tivemos como recompensa beleza!

Altimetria elevada, terreno de alguma dificuldade técnica, e muito difícil em alguns troços. Não é rota para se fazer em tempo quente! Subsiste ainda a dúvida se o nosso track retirado como oficial, não teria configuração para pedonal.

 

Uma aventura que ficará seguramente na memória de todos nós!

 

Bem hajam os trilheiros, Rui Gaspar, Rogério Monteiro, José Cardinhos, Cláudio Costa e David Armindo.

 

Discute-se já a próxima e ainda mais ousada incursão, prevista para o próximo ano 2019!!

Até lá :)

 

D'Armindo

 

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GR Vale do Côa 2018

 

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publicado às 16:33

Trilhos Sem Fim e a reconquista do Castelo de Ourém

por Trilhos Sem Fim, em 15.07.18

Hoje foi dia de BTTar, e apesar de muitos Trilheiros rolarem por caminhos longínquos, ...outros rebolarem no sofá, e outros treinarem arduamente para provas futuras....nós 5 (sim....O Vitor Alves levou a sua companheira Paula Cristina ;) )... fomos re-conquistar o Castelo de Ourém, tomámos de assalto uma mesa e 5 cadeiras, no café habitual... e degustámos 1 GARRAFA de ginja acompanhada de uns pastéis de nata!!!! ...foi uma bela "tomada" !!! Parabéns às Paulas Cristinas! Não se negaram a subidas, descidas, trilhos sinuosos e copos de ginja a que esta conquista obrigou, afinal foi uma tarefa dura...apesar de ter dado um gozo enorme :DObrigado pela companhia! Boas pedaladas!

Leonel Cordeiro

 

20180715 ourem

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publicado às 20:54

Trilhos Sem Fim e os carreiros das Fontes

por Trilhos Sem Fim, em 08.07.18

Num dia que prometia temperaturas condizentes com a estação do ano, à hora marcada (ou até antes) perfilavam-se 9 Trilheiros e um convidado especial, para encetar mais uma jornada.

No meio da habitual confraternização pré-treino e entre graçolas e conversas, alguém disse, "olha o AL está cá hoje? Temos que preparar um treininho especial, que o homem tem que aprimorar a forma.", entrou de imediato em cena o Cartógrafo Oficial e o Tyre Expert/Repórter que indicaram ter a fórmula mágica para aquela manhã e ficou assim decidido que iríamos percorrer alguns dos melhores trilhos em torno das Fontes do Liz, que pautavam pelo seu sentido ascendente e pela diversão técnica.

E foi assim que, mais uma vez, guiados com mestria pelo nosso Cartógrafo, seguimos em direção às Fontes, optando sempre pelo caminho mais ascendente. Ao passar as Torrinhas juntou-se a nós o 11º elemento, mais um convidado especial, o DF, que por ser profundamente conhecedor do traçado, o aprovou de imediato. 

Sinopse

Trilheiros: 9
Convidados Especiais: 2
Destino: Fontes do Liz e carreiros circundantes
Distância percorrida: 44km
Subida acumulada: 1030m
Temperatura média: 27ºC
Aproximações ao solo: 1
Trilhos menos habituais: Vários (e bem bons)
Faxes enviados: 0 (stock de papel para 3 envios)
Nível de prazer, amizade e companheirismo: +++++

O ascendente foi tal, que aos 12km já registávamos uns onerosos 550m de desnível positivo, aferido após a passagem do Trilho das Costaneiras, onde à saída agora se regista a presença de mais uma vala para passagem de cabos elétricos, que nos obrigou a transpor a referida depressão com as bicicletas à mão. Aqui, o colega RG, interpretando de forma literal a brincadeira de alguns dos colegas, mergulhou acidentalmente, quiçá para equilibrar o ascendente com o descendente da altimetria, mas com bastante perícia e mestria e muito conhecimento do material, domou a bicicleta para que esta não caísse sobre o corpo. Houve aparato mas não houve consequências físicas e muito menos a desonra de um Jersey que acabara de chegar da Rússia.Refeitos do pequeno susto encaminhámo-nos para o momento de repasto, que decidimos efetuar na Perulheira. Aqui o colega VA teve que seguir o seu caminho, fruto de compromissos.Hoje o mestre da cartografia havia caprichado e a manhã estava recheada de excelentes trilhos, que nem sempre visitamos, outros que visitamos em em sentido oposto, mas que nos aumentam sempre os níveis de endorfina.

Na última fase da etapa fizemos o carreiro técnico que desce em direção à nascente do Liz, servindo de prólogo ao primeiro segmento de reposição de eletrolitos (em dias de temperaturas altas e de maior esforço, todo o cuidado é pouco), reposto nas festas das Fontes do Liz. O segundo segmento foi na CA, com a companhia de um saboroso bolinho, cortesia do GC.

Nota de rodapé: Fica em ata que o Cartógrafo Oficial vai aferir, durante a semana, a qualidade de um trilho cuja entrada aparentava qualidade.

Nuno Gonçalo Santos

20180708 maunça

Também em meo Kanal 490904

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publicado às 22:37

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Sobre nós

Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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