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Trilhos Sem Fim no Ninho de Águia 20JUN2010

por Trilhos Sem Fim, em 20.06.10

Muito cedo, para um dia de Domingo, já com o sol bem alto a expedição partiu rumo a terras distantes. A caravana organizada em fila indiana acercou-se de Casal de Matos para que mais alguns expedicionistas se pudessem integrar.

Em cima de cada veiculo motorizado ia um outro tipo de veículo, esse sem motor, que iria permitir a exploração, metro após metro, do bosque que circunda o povoado de Ninho de Águia. O grupo de exploradores tem organizado periodicamente, com a colaboração prestimosa de dois indígenas (Edite e Licínio), um levantamento cartográfico exaustivo das zonas por onde passa, no tal Ninho.

Das explorações anterior convém recordar que o nome Ninho de Águia tem origens bem remotas no tempo, quando um menino terá sido resgatado por uma águia. Nesse tempos idos as águias ainda cometiam actos heróicos.

A Capela do Ninho de Águia, que visitaremos numa próxima expedição, foi fundada em 1639. Viria a ser alvo de saque e destruição durante as invasões francesas e posteriormente reabilitada. Hoje não precisamos das invasões francesas para ser saqueados. Ironia da história!

A região mais a nascente do Ninho, local de floresta mais densa, irá ser desta vez o alvo da pesquisa.

O ponto de apoio logístico foi erguido junto ao parque de merendas das Matas. Daí partimos rumo a Noroeste. Por alcatrão, que tentámos sempre evitar, chegámos aos primeiros carreiritos que nos iriam levar ao ponto alfa.

 Estas terras guardam os segredos dos antigos habitantes e remonta, com certeza, ao tempo dos romanos. No entanto as estações pré-históricas de Paiveira, Cabeço de Óbidos e Casais dos Montes poderão levar a que a história do povoado seja reescrita.

O Cabeço de Óbidos, ponto mais alto, a cerca de 370 metros, permite apreciar as cercanias. Diz a história, narrada directamente da memória colectiva dos nativos, que aí esteve para ser construído o castelo de Ourém. Quis o destino que em boa hora tal não acontecesse. Caso contrário não teríamos a possibilidade de subir por terra o íngreme caminho rural, onde muitos dos expedicionistas de hoje suplicaram ajuda divina.

Apreciada a paisagem, alguns do alto da torre de vigia, descemos a encosta íngreme, por carreiros que serpenteiam as árvores e arbustos da densa floresta. A ajuda divina foi invocada, mesmo a descer! Deus meus, tanto trabalho terás para pôr os expedicionistas em forma para que se integrem e desempenhem plenamente o seu papel no grupo!

Já no vale, por lapso, não fomos informados que esse local já foi inundado por mar e que aí é possível encontrar com facilidade fósseis marinhos com milhares de anos!

O tempo urge e o chamamento é cada vez mais intenso. Aproxima-se a hora de regresso. Na ânsia de chegar alguém se atira para os arbustos, pagando com o corpo a ousadia. Outra faz uma aproximação rápida ao solo, que agora estava coberto com um manto espesso de mato. O veículo sem motor usado para a deslocação não sofreu nada. Alivio geral!

Já no ponto de apoio logístico ficou combinado que voltaríamos ao Ninho de Águia, mas dessa vez para andar de bicicleta.

Boa semana!

Rui

 

Nota: Pessoal, o passeio foi fantástico. As descidas e os single-track do melhor que há. A companhia foi excelente, como habitual e a conversa uma constante. Tudo isto deveria ter sido escrito no texto, mas desta vez lapsei-me.

Agradecimentos à Edite e ao Licínio, os nativos desta narração.

 

publicado às 21:04


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