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Pia do Urso, a grande escalada!

por Trilhos Sem Fim, em 29.05.11

Às 8:30 estava reunido o grupo e com o percurso delineado. Sem contestação ficou decidido que o trajecto para a Pia do Urso, indo pelo Reguengo do Fétal, seria o mais adequado às pretensões dos trilheiros.

Fomos rolando calmamente até ao Reguengo, passando pelas Fontes do Lis. Com a imponente serra a bloquear o horizonte e a descrição de outras aventuras no local, alguns dos elementos mais novos tremeram pela sorte que lhe coube. Vista daquele ângulo, a subida parecia intransponível.

Primeiro por estrada e depois em estradão, fomos subindo, cada um a seu ritmo. O suor caia em gotas espessas e frequentes, metro após metro, naquela bela, mas difícil subida. No vale, os campos, as pequenas casas e os caminhos que os ligam não passavam de pequenas linhas, dando-nos a falsa ilusão de que, lá do alto, qual poleiro, os dominamos. Parece que o poleiro dá uma sensação de poder, por vezes falso!

Chegámos à pedreira. O abismo atrai as gentes, mas as subidas, tenho a certeza, atrai os bttistas. A grande subida, outra vez, estava lá para ser vencida. As pernas já doridas atrasaram alguns, embora pouco. Um após outro, fomo-nos encontrando no cume. Algumas palavras trocadas e finalmente o grupo ficou completo. Depois seria sempre a descer até à Pia do Urso (!?).

Na verdade, descemos um pouco num caminho rural cercado por vetustos pedregulhos adornados por densa vegetação, intensamente verdejante nesta época do ano.

Depois de uma descida… nunca falha, uma subida! Mas que subida. A pedra solta fez calcorrear o empedrado ao melhor e mais recente par de botas. Já sabíamos que pedalavam bem. Ficámos a saber que também serviam para caminhar.

Depois do esforço, a recompensa. Um carreirinho longo e a descer. Alguém tinha que dar alguma emoção àquilo. Cumpriu-se, o carreirito estava pejado de pedras. Mesmo assim, muito bom. Pensava eu! Alguns momentos depois fiquei a saber que alguém não falava mais comigo. Pensei que só até recuperar o fôlego. Afinal não falava com ninguém, e nunca mais, tal era o aborrecimento… ou a dor de pernas? Afinal até gostou porque entretanto não parava de falar.

Na Pia do Urso retemperámos forças.

No regresso descemos pelo carreiro junto ao moinho de vento. Uma descida técnica traiu um(a) companheiro, que fez uma aproximação descontrolada ao solo, felizmente sem consequências.

Finalmente a grande descida do Reguengo. Muito difícil de subir, mas a descer… Tanta reclamação a subir, mas todos felizes a descer.

Com a imagem da descida termino. Que se perpetue o momento.

Até Domingo!

Rui

publicado às 18:56


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