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Fotos dos 4 dias:

Como duas das máquinas não tinham a hora e data certas, não foi possível ordenar as fotos cronologicamente, além disso não sei porquê o SAPO Fotos mete-as ao contrário, as mais recentes primeiro :-(

 


O dia de hoje, começou como o de ontem às 6h30, hora da alvorada, para tomarmos o pequeno almoço às 7h. Arrancámos ainda antes das 8h, a temperatura estava óptima, ao contrário de ontem que ainda se notou um fresquinho. Atravessámos Pontevedra, onde iria começar dentro de horas o campeonato de triatlo. Tivemos de entrar dentro das vedações da prova, tendo sido o grupo TSF o primeiro a cruzar a meta :-).

Com todos estes preparativos a saída do carro de apoio da cidade foi dificultada, obrigando a ter de apanhar a Autopista, apesar disso, às 9h30 o staff de apoio, lá estava, num dos cruzamentos do Caminho de Santiago com a estrada, e já com pão fresco para o segundo pequeno almoço. Se o bolo de chocolate estava bom, este de hoje não lhe ficava nada atrás. Energias repostas, pedalámos em bom ritmo, aproveitando o piso que permitia um ritmo mais rolante e sem grandes desníveis, caracterizado por caminhos em vinha e cobertos de latadas.

 

Já em Caldas de Reis cruzámo-nos novamente com o grupo do Louriçal, grupo simpático, não fossem da nossa zona! Aí tivemos ainda oportunidade de para além de carimbar, no que é equivalente à câmara municipal, sim mesmo ao Sábado estavam abertos, de fazer duas caches, uma Earthcache alusiva à agua termal e uma tradicional cache. Ao fazermos a segunda cruzámos novamente com os amigos e amigas do Louriçal, na conversa descobrimos que uma das raparigas também já conhecia o Geocaching, que é como quem diz, ficou justificado o estarmos na ponte romana de cú para o ar!

A partir daqui, e ainda antes do almoço, percorremos trilhos óptimos, os melhores desta peregrinação, sempre a descer, com pequenas lombas aqui e ali, o calor, que por essa hora já era intenso, nem se notou, a frescura da mata proporcionaram-nos verdadeiros momentos de prazer, como costumamos dizer nos nossos passeios dominicais, “muito bom”, ouve quem comentasse que o Hélder M. teria certamente adorado. Foram trilhos que nos fizeram lembrar a bela mata da Curvachia, mas sem as silvas. Para terminar esse belo momento, deparámo-nos mesmo no final do trilho, ao chegar ao alcatrão, com dois funcionários da guardia civil, alegres e bem dispostos para apoiar os peregrinos e já acompanhados de um peregrino japonês. O Sr. José M. Blanco, e o Gustavo Ferro, o primeiro intitulou-se embaixador de Portugal, pois conhece bem o nosso país, como pudemos comprovar. Com a boa disposição a imperar, proporcionou-se um excelente momento de alegria e descontracção ao qual se juntaram a nós o grupo do Louriçal entretanto chegados, com os quais já nos temos vindo a cruzar e a conviver desde Portugal, amigos que somos deles, já os avisámos que se se quiserem ver livres do Artur e das suas lérias, terão de alterar o percurso ou ficar para trás! Tiradas as fotos de grupo, trocados nomes, blogs e contas de facebook, continuámos o caminho, com as energias renovadas.


O almoço foi em Padrón, pouco depois de estarmos a comentar que já era boa hora para comer e onde estaria o nosso staff, ouvimos um grito do nosso motorista a chamar, já estava à porta de um restaurante e com a carrinha estacionada, já abastecida de águas para encher o camel back’s. Ao vermos passar o grupo do Louriçal, sugerimos que almoçassem ali, pois tinham cerveja do peregrino, chama-se “estrella da galicia” e parece-nos que é própria para peregrino, pelo menos escorrega bem e pelos efeitos que tem feito, deve funcionar como o powerade do nosso patrocinador, pois também ajuda a subir. Sugestão aceite, foram buscar o staff deles e por lá almoçaram também. Foi mais um bom almoço à base de grelhados.


Faltavam 25km para chegar a Santiago e apenas 15Km para o alojamento que já tínhamos reservado, cheios de vontade, com força nas canetas, e o “nalgatório” ainda em bom estado, decidimos por unanimidade fazer o percurso todo hoje, afinal ainda era cedo, por volta das 12h30, mesmo sabendo que a altimetria que nos esperava não nos iria poupar as pernas. Assim foi, acabámos de almoçar e pusemo-nos a caminho, estava um calor infernal, ainda não fui ver as temperaturas, mas ouvi falar em 41º, juízo tiveram os outros que ficaram a descansar um pouco a seguir ao almoço.

 

Passámos na Parada de Francos, local onde iríamos dormir, quase sem dar por ela, de referir que as 3 residenciais que escolhemos ficam todas no caminho, não foi preciso fazer nenhum desvio, tudo bem planeado!

De facto estes últimos km foram penosos, não só pela subida, mas principalmente pelas altas temperaturas que estavam a esta hora, cerca das 14h, 15h. Ainda antes da chegada a Santiago, e finalizada uma parte da subida, descemos por um single track que termina mesmo à chegada da cidade, claro que como já sabemos, a seguir a uma grande descida vem o castigo, e assim foi, foi subir, com calor, por alcatrão e sem sombras até à parte alta da cidade, onde entramos finalmente nas ruas vedadas ao trânsito e populadas de peregrinos. Um pouco antes da avistarmos a catedral, e ao tentar desviar de tanto povo, e das simpáticas chicas que ao nos oferecerem um doce típico para provarmos, nos põem as bandejas à frente, encontrámos o nosso staff, o Sr. Hélder, que já nos aguardava.

 

Nesta altura e ao avistar a catedral, independentemente dos motivos que nos levam a fazer esta peregrinação, sejam de carácter puramente religioso, por desporto, por ambos, ou por outros quaisquer, é impossível não nos emocionarmos perante tal edifício, e perante tal ambiente que ali se vive. Conseguimos… Não fui só eu a sentir este orgulho próprio, vi bem latente nos meus companheiros o mesmo sentimento, expresso nos telefonemas e mensagens à família. Parabéns, conseguimos…, um dia antes do previsto, eram 15h15. Afinal até fizemos isto facilmente, comentámos entre nós, e ainda chegámos a meio do dia, demorámos 2 dias e meio! Confesso que não foi difícil, a preparação que tínhamos foi suficiente, mesmo eu, que como sabem, tenho andado noutro tipo de treinos :), consegui fazer sem dificuldades de maior, afinal somos TSF’s. Claro que por esta altura ninguém se lembrava já da serra da Labruja, nem da estafa de calor que tínhamos acabado de apanhar! O sentimento do objectivo cumprido apoderou-se de nós, tiradas as fotos da praxe, faltava apresentar as credenciais de peregrino e pedir o nosso diploma, a Compostella. Depois da termos a Compostella, restava-nos carregar as bicicletas na carrinha do nosso outro patrocinador, a EST, para nos dirigirmos ao hotel. O que fizemos, não sem antes logarmos umas caches que nos estavam mesmo ali perto a chamar, atravessam-se no caminho temos de as fazer, por vezes temos mesmo de alterar o caminho para elas se puderem atravessar…

 

Depois de carro arrumado e banhos tomados, regressámos do hotel para Santiago de Compostela, para jantar. Ao chegar vimos novamente os amigos do Louriçal, que também já tinham chegado, mais um pouco de conversa e ficou combinado de num dos Domingos eles virem a Leiria fazer o passeio connosco e depois iremos lá nós, ou v-v.

O jantar, foi sem dúvida um outro excelente momento de alegria, paródia e talvez alguns pequenos, muito pequenos, excessos, não sei… não me lembro bem. Sei que com o dever cumprido, e sem obrigações de pedalar na manhã seguinte, optámos por jantar petiscos, tapas e comemos pimentos, jamom, chouriço, empadillas, almejas, mexilhones, e outras coisas com nomes esquisitos e que pela dificuldade que temos em pronunciá-los, puxam muito à cerveja, aquela tal especial do peregrino… desculpa Júlio, mas as sagres estavam no carro e o ditado é velho “em Roma, sê Romano”, além disso temos de variar… diz o Artur que para a próxima temos de arranjar maneira de trazer a máquina da imperial, o nosso staff diz que pode vir uma daquelas tendas das festas a reboque da carrinha, pode ser uma ideia...

 

Depois de jantar, imponha-se fazermos uma caminhada para ajudar à digestão, aproveitando a magnifica noite de verão e o ambiente típico das praças e ruas de Espanha à noite, fomos procurar umas caches pela cidade, bebendo umas cañas, falando, etc.

 

 

Resumindo, percorremos um total de 216 Km, com uma subida total acumulada de 2937m, em dois dias e meio. Divertimo-nos e estes dias apesar do esforço físico e da constante boa disposição, espero ter sido aproveitado por todos para alguma reflexão pessoal. Para mim, foi um desafio alcançado, e umas excelentes mini-férias.

 

 

Agradecimentos:

Um agradecimento muito especial de todos nós, à empresa EST que nos emprestou a carrinha para fazer de carro de apoio. A carrinha de 9 lugares, foi o ideal, o espaço para as bicicletas era à medida e os dois lugares que sobravam foram ocupados com a bagagem e o frigorifico. Nem mais, nem menos, tamanho ideal.

 

Um agradecimento de todos nós ainda mais especial, ao motorista, e que para além do excelente trabalho efectuado, teve de nos aturar durante 4 dias, e vós todos sabeis o quanto alguns de nós custam a aturar :), sabemos que foi um prazer, pois via-se que estava por gosto.

 

PS: Agora lendo o que escrevi, sinceramente, desculpem o tamanho dos textos, mas não eram obrigados a ler tudo, ninguém vos vais questionar. É que começo a escrever e querendo transmitir o prazer e o gozo que tivemos nestes 4 dias de peregrinação, ao companheiros que não vieram connosco, é difícil sintetizar mais. Além disso, a malta, com especial incidência para o Artur, jamais deixaria que eu me esquecesse de algum pormenor “depois metes isso lá no Blog, hehehe, eles depois vão ver…, não vieram, heheh, para o ano tão... têm de vir..” foi uma frase constante ao longo destes 4 dias, pois nunca nos esquecemos dos amigos TSF's.

 

Os TSF’s peregrinos: Adriano, Artur, Cardinhos, Cláudio, Pedro Santos e Rui Gaspar.

 

 

tracks GPS:

Etapa 1 - 23/6/2011 - 75Km - 1164m

Etapa 2 - 24/6/2011 - 73Km - 943m

Etapa 3 - 25/6/2011 - 68Km - 830m

 

  

Cláudio Costa, a caminho de Santiago

publicado às 02:58


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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