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Escócia 2019 - Coast to Coast to Coast - Parte II

por Trilhos Sem Fim, em 25.06.19

17 de Junho | Dia 5 - Etapa 4 -  Fort Augustus - Kinlochleven (75,5km - 950 D +)

O despertar foi à hora habitual (7h00) e a reunião dos Trilheiros estava marcada para a sala de pequeno almoço, que embora não fosse a opção descrita no road book, o staff havia avaliado de véspera, ser a melhor opção. O dia amanhecera chuvoso mas esta era uma etapa que prometia recordações muito positivas.

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O primeiro destino do percurso seria a deslocação ao centro da vila para registar o momento devidamente fardados e acompanhados pelas bicicletas, daqui seguiríamos pelas margens do Rio Oich e depois pelo Lago Oich, cuja passagem foi efetuada junto à belíssima ponte de Oich, uma ponte suspensa, construída em 1854 que marcou a primeira pausa matinal (após as fotos iniciais) para registar momentos.

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Num traçado rolante e envolto em paisagens muito agradáveis, quer pelos canais, quer pela vegetação em zonas mais frondosas, permitia um andamento célere e descontraído e a realização de fotos e vídeos na passagem de cancelas ou túneis, ou mesmo em andamento.Aos 16km atravessámos uma vez mais a A82 e o nosso companheiro de viagem deixou de ser o Lago Oich e passou a ser o Caledonian Canal cuja margem percorríamos pela Great Glen Way que nos levaria pela margem direita do Lago Lochy.

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A Great Glen Way é um caminho semelhante a uma ecopista, plano e compacto e até ao km 32 foi o nosso guia, onde, junto à localidade de Clunes apanhámos a estrada B8005, embora estreita era uma estrada asfaltada e que serviu apenas para retomar novamente a Great Glen Way até Benavie. Neste troço, o cenário era duplamente belo, uma vez que a Great Glen Way era ladeada à direita por um canal e à esquerda pelo Rio Lochy.Nesta altura, o Sol já brilhava e a vegetação adjacente ao Rio e ao canal assumia uma tonalidade de verde mais brilhante. Íamos também encontrando algumas pontes móveis, que tivemos oportunidade de ver em funcionamento, antes da chegada a Benavie, onde assistimos ao funcionamento do Neptune's Staircase, um sistema de elevação de embarcações.

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Em Benavie, depois de visitar a loja Nevis Cycles, que deu assistência aos nossos antecessores, decidimos que Fort William seria uma excelente opção para almoçar. Comunicámos com o Staff e a escolha recaiu num repasto na cadeia norte americana de fast food, com maior notoriedade a nível mundial, e curiosamente, um dos patrocinadores da Zona 55. Foram mais 8 km rolantes percorridos na Great Glen Way.

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Terminado o repasto, e mal pegámos nas bicicletas, abateu-se uma enorme chuvada, que nos acompanharia até ao final da etapa.Em Fort William encetaríamos a caminhada ascendente para a montanha Ben Nevis, que ia desde o nível do mar até aos 333m em 12km.A primeira tranche da subida seria ainda em terreno asfaltado, dentro de Fort William, pela Lundrava Road, até apanharmos a antiga Estrada Militar, em piso mais rústico, embora asfaltado até ao km 63.

Neste primeiro topo, a bicicleta do RM enrolou a corrente, sem que os colegas dessem por isso, tendo ficado apenas o NS para ajudar a desenrolar. Já temíamos o pior mas não se confirmou e a máquina lá conseguiu avançar (neste caso a descer visto que antes da grande subida havia uma pequena descida).

Dando pela falta destes dois elementos, os restantes já vinham no seu encalce.A partir do km 63 terminaria o piso asfaltado e encetaria o ponto mais marcante da etapa e quiçá desta aventura.

A descoberta de que a pedra escocesa não escorrega, mesmo que molhada. Esta situação fez com que mesmo debaixo da intensa chuva que se fazia sentir, a abordagem à subida (toda ela em cascalho) fosse mais confiante, assim como as descidas, a partir do km 70, empedradas, molhadas, inclinadas, bastante técnicas e com alguns caminheiros.

Nestas, o regozijo e a felicidade era geral após cada troço que ia sendo dobrado. Neste segmento não foram recolhidas muitas imagens, fruto do relevo e da chuva que nos acompanhou em toda a descida e subida, que além do gozo velocipédico, acrescentou também as maravilhosas paisagens do Ben Nevis. Este último troço desembocava na estrada B863, que nos levaria até ao Hostel BlackWater.A chegada foi apoteótica, ainda carregada de adrenalina e felicidade geral, na qual se disse a frase "Foi um dos melhores dias de BTT da minha vida".

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Tomado banho, guardadas as bicicletas e posta a roupa a secar, foi altura de ir às compras e confecionar um jantar conjunto. Antes de jantar, o RM debruçou-se debaixo do sofá à procuro de algo que ainda não sabemos o que seria.Após o jantar seguiu-se a habitual sessão de Geocaching e uma visita a Kinlochleven, uma vila criada para albergar os operários que trabalhavam o na North British Aluminium e na central hidroelétrica. Aqui sentia-se uma resença bastante efetiva de midjes, pelo que o tempo na passado na rua não foi muito.

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18 de Junho | Dia 6 - Descanso
O dia amanhecera cinzento e não tínhamos pequeno almoço no Hostel, contudo havia um mini mercado ali perto, onde já havíamos ido na véspera adquirir os bens para o jantar e foi lá que elegemos como o local para tomar o pequeno almoço.

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Como não havia sido possível alugar um segundo carro para usufruir deste dia de folga, o grupo dividiu-se em dois, sendo o CC, o RG e o RL foram de autocarro, cuja paragem era junto ao mini mercado e os restantes foram de carro e tinham como primeira missão encontrar um local para lavar a roupa.

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Realizada esta tarefa, o local de encontro seria a Ben Nevis Distillery, onde realizamos uma visita acompanhada, que se mostrou bastante eloquente acerca de todo o processo de fabrico das várias referências de Whiskey.Após a visita, fomos ter com a Bárbara Meseses (Filha do Manuel Meneses dos Chou Bike), que trabalha num Hotel em Fort William, com a qual almoçámos.

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Após o almoço, o grupo dividiu-se novamente, tendo o RG, o CC e o RM regressado de autocarro, aproveitando para fazer as compras para o jantar,  e os restantes foram levar a Bárbara ao seu local de trabalho, que aproveitou para nos presentear com uma espetacular visita guiada.De regresso ao hostel, o RL e o RM ficaram, tendos os restantes ido visitar o espetacular Vale Glen Coe, palco da rodagem de filmes como o 007 ou o Braveheart. O tempo estava nublado e fazia sentir-se muito vento, pelo que a visita não foi, de todo, demorada.

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O jantar seria novamente massa, comida de atletas, que o dia seguinte prometia um prólogo bem duro.Antes do repouso ainda estabelecemos contacto com umas simpáticas caminheiras da Letónia, sendo que uma delas havia residido e estudado um ano em Portugal.

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19 de Junho | Dia 7 - Etapa 5 - Kinlochleven - Ardlui (65km - 1550 D +)

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O dia de descanso serviu de retempramento de energias para a Etapa Rainha desta aventura, pelo menos no que à altimetria diz respeito. O tempo estava cinzento e as previsões indicavam chuva e vento, e embora à saída do Hostel ainda não estivesse de chuva, o dia viria a ser bastante molhado.

Esta era uma zona com muita presença de midjes e até as tarefas mais elementares a fazer nas bicicletas antes da partida, eram dificultadas. O RG, "jogou na defensiva" e não facilitou.

Havia ficado decidido que o pequeno almoço seria semelhante ao da véspera, comprando alimentos no mini mercado.

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Com o estômago aconchegado, lá partimos rumo ao tenebroso prólogo que nos esperava, com uma subida seguida de 550m, em apenas 8km, com o terreno um pouco pesado e sinuoso.
A subida pela West Highland Way, seria a acompanhar o pipeline de água, enormes condutas de abastecimento de água, captada nas montanhas, e que abasteciam a antiga central hidroelétrica. Com uma inclinação assinalável, e o piso em cascalho, a subida lá ia sendo paulatina e faseadamente palmilhada, com algumas paragens para fotos e para observação de algumas cascatas, formadas pelas obras de engenharia.

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Passada esta primeira fase, o piso começou a mudar, sendo que em alguns troços o relevo era muito parecido com o que havíamos encontrado na segunda etapa, e de quando em vez tivemos mesmo que levar a bicicleta à mão. A dureza da subida ia sendo compensada pela fabulosa vista das verdejantes montanhas e do vale.

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Nesta fase ainda não se registava precipitação.Num dos topos atingidos, onde aproveitámos para reagrupar, descansar um pouco e tirar umas fotos, deu-se o episódio do dia, em que reposto o fôlego, arrancamos para uma descida técnica e inclinada, à qual se seguia uma subida geminada em relevo. Ficando o CC e o NS para o fim, repararam que alguém havia deixado uma mochila esquecida em cima de uma rocha. Era do RG, que ia galgando obstáculos, como se não estivesse carregado... e não estava... O NS trouxe a mochila (carregou com duas), não resistindo contudo a uma pequena tropelia, que fez o RG ainda galgar, em corrida algum terreno para resgatar a "perdida mochila".

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Ao km 7 atingiríamos o ponto mais alto da etapa e encetaríamos a descida, que nos levaria até ao Glen Coe Valley, que havíamos visitado de véspera. Aqui a descida era muito exigente em termos técnicos, com muita pedra, já molhada da chuva que ia caindo, e tinha o acréscimo de dificuldade de num caminho estreito nos irmos cruzando com centenas de caminheiros. No Glen Coe Valley entrámos, numa antiga estrada militar, que nos levou a apanhar, mais à frente, a West Highland Way, que seria em piso asfaltado até ao km 15, onde entraríamos novamente num piso de cascalho, ligeiramente ascendente até ao km 18. Daqui para a frente, descemos, no mesmo relevo, até ao km 28, onde teríamos uma "picada" de 150m D+ em 1,5 km, que serviria para abrir o apetite para o almoço.

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O Almoço foi no Bridge of Orchy Hotel (km 32), onde voltámos a encontrar alguns caminheiros que encontrámos durante a etapa e onde chegámos exaustos e encharcados mas onde o nosso Staff já nos esperava, com sandes, contudo a chuva fez com que desistíssemos da ideia do pic-nic e guardássemos o repasto para o dia seguinte.

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Após a retemperante refeição quente, voltámos ao caminho, que apenas estávamos a meio da etapa, em termos de km e com a chuva que estávamos a apanhar, o restante dia prometia alguma dureza.

Atravessámos a linha de comboio (da linha mais cénica do Mundo) e seguimos por mais uma antiga estrada militar até às imediações de Tyndrum (km 42) onde chegámos após uma breve passagem de 2km pela A82 e o nosso caminho, uma vez mais cruzou-se com a West Highland Way, onde continuo a nossa saga de abertura de cancelas (foi possivelmente o dia em que tivemos que repetir mais vezes este gesto. Ao km 60,cruzámo-nos com a A82 e fizemos os últimos 5km da etapa, até ao Hotel, em asfalto, sempre com o Lock Lomond como pano lateral, optando conscientemente por não fazer a travessia de barco, dado o tempo que teríamos que esperar até à próxima viagem.Foi um dia marcado por paisagens fantásticas mas que por virtude do clima, não conseguimos usufruir na plenitude.

Chegados ao Hotel, foi hora e dia de lavar as bicicletas, cuja falta de "higienização" já ia conferindo um mau funcionamento das transmissões.

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O jantar seria no Hotel (uma acomodação com excelentes condições),ao qual se seguiu uma visita ao Pub do Hotel, com o DA a por em prática os seus dotes musicais. Aqui pudemos também degustar um bom café, tirado pela LF, que deu também formação gratuita ao Barman. Estas situações permitiram conhecer e confraternizar com o simpático Staff do Hotel que estava a gozar a sua folga naquele local.

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20 de Junho | Dia 8 - Etapa 6 - Ardlui - Glasgow (65km - 850 D +)    

O pequeno almoço estava incluído na estadia e a avaliar pela qualidade do Hotel e do jantar da véspera, a fase pré-etapa seria um bom conforto para a primeira fase do dia. O serviço, esse foi um pouco atrapalhado, fruto dos brindes e celebrações da véspera.

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A etapa de hoje tinha um perfil acessível e bastante rolante e até ao km 15 seria integralmente em asfalto, sempre na companhia do Loch Lomond. Este primeiros km foram também acompanhados por alguma chuva que não inibiam o convívio. Este perfil mais rápido de palmilhar kms, permitiu também a nossa "caça ao tesouro", onde tivemos o prazer de conhecer um verdadeiro "Travel Bug".

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A partir do km 15 entrámos numa estrada rústica, paralela à A82 e embora algo mais rústica, o perfil rolante mantinha-se. Além do Geocaching, o nosso mestre do Fax, efetuou também aqui uma paragem técnica para avaliar a cobertura de rede daquela zona.

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Com o avançar da manhã, o Astro Rei ia dando um ar da sua graça e o dia ia tornando-se soalheiro, o que conferia muito mais brilho e cor à etapa. Viemos por este caminho até ao km 32, tendo aqui voltado à A82 até Balloch.Como se tratava de um traçado rápido, a chegada ao encontro com o nosso Staff foi mais temprana que o esperado, e seria substancialmente antes da hora de almoço. Fizemos assim apenas a visita aos jardins e às imediações do Castelo e adiamos o repasto para Milngavie.

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Ao atravessar Balloch, devido ao trânsito, passamos pelo passeio, situação que não é muito bem vista pelo trânsito peatonal.A partir do km 40, saíamos do piso asfaltado e entrávamos numa estrada de cascalho, ladeada por um frondoso e belo arvoredo. Encetávamos aqui também a fase ascendente da etapa, contendo alguns pontos de inclinação e dificuldade elevada, num dos casos levando inclusive todos os elementos (menos um - o nosso cavaleiro da Serra) a desmontar.

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Esta fase ascendente permaneceu até ao km 60, encetando aqui a descida até Carbeth, onde apanhámos a West Highland Way que nos levaria até Milngavie, uma cidade simpática e minimamente estruturada, onde o Staff nos esperava com o pic-nic declinado na véspera e que a seguir ao qual pudemos fazer a almejada visita ao Costa Coffee.

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De Milngavie até Glasgow encontrámos um ambiente mais asfaltado e já urbano, pela A81, onde, contudo, pudemos uma vez mais constatar a civilidade dos automobilistas para com os ciclistas.

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Chegados a Glasgow, uma cidade enorme (a maior da Escócia e a terceira maior do Reino Unido), e depois de nos instalarmos no Hostel e de guardarmos as bicicletas, foi tempo de passear um pouco pela parte mais central da cidade e encontrar um local para jantar, tendo sido o The Crystal Palace o escolhido, um gigante pub escocês.Alguns afoites ainda sairam um pouco até mais tarde, os restantes optaram por descansar, na tentativa de recuperar de alguns sintomas gripais que já vinham efervescendo, graças à chuva e ao vento apanhados nos últimos dias.

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21 de Junho | Dia 9 - Etapa 7 - Glasgow - Edimburgo (90km - 200 D +)

As previsões avançavam para um dia soalheiro. O despertar foi cedo e o pequeno almoço foi tomado em ritmo caminhante, com alimentos adquiridos num supermercado (que estivemos à espera que abrisse).

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Já alimentados, fomos buscar as bicicletas e verificámos que a Giant do RG tinha o pneu traseiro furado (pneu que, aquando da revisão, havia sido solicitado que fosse colocado tubeless e retirada uma câmara - trabalho que não foi realizado na loja). Assim, após alguma indecisão sobre o que fazer, optou-se por retirar a câmara e colocar uma válvula e líquido antifuro. Como a bomba não era de alta pressão, não foi fácil mas lá conseguimos. Gastámos aqui alguns minutos, contudo a etapa era fácil e rolante e não haveria dificuldade em recuperar este tempo inicialmente dispendido.

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Demos início à etapa, junto ao River Clyde, onde havíamos pernoitado. Esta primeira fase seria essencialmente urbana, de forma a sair da cidade, em direção a Norte, (aproveitando para ter uma visão cénica diferente), atravessando várias zonas residenciais, o Campus Universitário, o Jardim botânico (e a sua belíssima ponte sobre o River Kelvin).

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Ao km 6 entrámos na NCR 754, que é como que uma ciclovia e caminho pedestre, asfaltada, que acompanha uma das margens do Forth and Clyde Canal e onde encontramos muitos caminhantes, outros ciclistas e praticantes de jogging (inclusive com carrinhos de bebé).

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O Forth and Clyde Canal é uma estrutura artificial, construída para garantir transpor via marítima entre as localidades. Atualmente, além deste aspeto funcional, incrementa-se também o fenómeno turístico, que aumenta o tráfego daquelas embarcações, baixa e longilíneas, com as quais nos fomos cruzando. Incorpora também obras como canais sobre a estrada, canais sobre canais e até canais sobre o rio. A  monotonia do caminho ia sendo quebrada por alguns momentos de Geocaching, fotografia, filmagens e pelo ritmo elevado da pedalada, sempre a passar os 30km/h, para sofrimento de alguns elementos.6.jpeg9.jpeg10.jpeg O olho de lince do RL, permitiu também observar (e filmar) um veado que se encontrava junto à via. Este caminho permitia também a observação de inúmeras pontes, cujos pilares turvavam um pouco a visão, contudo o "alarme" trazido pelo RG mostrava aqui a sua utilidade, na sinalização da nossa presença e passagem.

Ao chegar ao Km 32 tivemos um dos nossos momentos de ajuda, na abertura de uma comporta, onde vários populares ajudam os operadores e o nosso RG não se fez rogado e quase que ficou contratado.8.jpeg

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Após esta paragem, voltámos ao ritmo elevado de pedalada até ao km 40, onde a LF já nos esperava para o almoço (e confirmara uma notícia que receávamos. Havíamos perdido a chave da casa onde iríamos pernoitar e o senhorio havia indicado que não estaria. Esta situação estava a gerar alguma preocupação).

O almoço foi no Bar junto à Falkirk Wheel e comemos mais umas daquelas sandes que tanta companhia nos fizeram nestes dias. Antes do repasto pudemos observar o funcionamento deste elevador giratório, que permite transferir embarcações entre dois canais, cujos leitos distam 35m.

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Visto o funcionamento da roda, fizemos o mesmo e deixámos a margem do Forth and Clyde Canal para acompanhar o Union Canal, que 3km mais à frente nos permitiria atravessar um túnel, com quase 200 anos (1822) de 630m de comprimento e 3,5m de altura.

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Adiante e já com a subida do dia (50mD+!) dobrada, destaca-se a passagem por vários aquedutos.

Neste traçado, encontramos duas simpáticas ciclistas que se encontravam a fazer a ligação entre Glasgow e Ediburgo (a pedalar por uma causa solidária) e que haviam furado um pneu e não estavam a conseguir resolver o problema. O grupo passou e os dois últimos elementos (RL e NS) perguntaram se era necessária ajuda e ao receber um feedback afirmativo, colocaram mãos à obra e realizaram a troca da câmara de ar, já com a presença e a ajuda dos demais elementos do grupo, excetuando o RM, que não dando pela paragem dos restantes elementos, seguiu a seu ritmo, tendo apenas reagrupado já a escassos km do fim.  Como um dos objetivos era chegar cedo, para poder tratar das bicicletas, e depois de tentar ajudar tecnicamente mais um ciclista, voltamos a imprimir um ritmo elevado até Edimburgo.

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Ao chegar contactámos o senhorio, que simpaticamente se prontificou a levar-nos uma chave suplente e enquanto o mesmo não chegava, aproveitámos para lavar as bicicletas numa área de serviço nas imediações.

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Ao regressarmos já a casa se encontrava aberta e resolvemos tratar logo da arrumação das malas.Com as bicicletas lavadas e arrumadas, foi a vez de tratarmos de nós, para depois dividirmos o grupo em dois e tratarmos da logística e compras para os jantares desse dia e do dia seguinte.

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Após o jantar fomos fazer uma caminhada pelas imediações da casa, que se situava na periferia de Ediburgo (a cerca de 6km do centro), entrando em alguns pubs locais, que às 22h (e ainda de dia) já se encontravam na fase descendente e pré fecho, notando-se já claramente o efeito do álcool nos poucos clientes que ainda permaneciam.Aproveitámos também para verificar as paragens e os horários dos autocarros, para no dia seguinte visitarmos a cidade. 

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Crónica da aventura ainda por terminar, faltam os últimos 2 dias, em Edimburgo e a viagem de regresso, brevemente neste blog... Gonçalo ainda a trabalhar arduamente na escrita...

 

publicado às 22:40


4 comentários

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De Trilhos Sem Fim a 07.12.2019 às 20:00

Valério, falta a crónica do último dia, o nosso cronista ainda não a acabou, é o dia de passeio em Edimburgo e a conclusão, tenho de apertar com o Gonçalo a ver se a termina...
Quanto à travessia de barco, evitámos e porque o barco é de hora a hora, e há hora que estávamos a chegar teríamos de esperar cerca de 45 min, todos molhados e com frio, então desviei à direita, por uma alternativa que tinha previso já no GPS, para apanhar a estrada asfaltada, apenas uns escassos quilómetros antes do hotel, mesmo no inicio do lago, evitando assim a espera do barco. A travessia na margem direita do lago, ao contrário da vossa travessia sofrida foi na manhã do dia seguinte, e foi só rolar a direito pelo lago e ver do outro lado a vossa encosta :)
CC

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