Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A voltinha deste domingo foi diferente, pois foi o primeiro domingo “fora” do nosso quintal, terá sido o primeiro domingo do que esperamos venha a ser um salutar hábito neste grupo. Foi decidido que de dois em dois meses, iremos passar um domingo fora de Leiria, e no passado domingo assim o fizemos. Fomos guiados pelo Sérgio Fino que nos presenteou com um percurso repleto de single-tracks e claro também algumas subidas, afinal tínhamos almoço previsto lá em cima, no Casal dos Ventos e havia que chegar a hora pois o nosso TSF apeado, Alípio, iria estar pontualmente à nossa espera. O destino estava definido desde há umas semanas, pois alguns TSF’s, amigos do Sérgio F. aceitaram um convite do mesmo já com algum tempo e assim se decidiu ir para a Serra de Aire e Candeeiros, com passagem quase certa pela bela Chiqueda. A saída de Leiria às 7h30 permitiu-nos chegar às Pedreiras bem cedo, onde preparámos as nossas montadas e esperámos pelos nossos guias, juntou-se a nós também um amigo do Sérgio, o Bruno, que só nos acompanhou durante a manhã, pois tinha outros compromissos.

 

Começámos virando as costas à serra, atravessando a EN1 pela passagem aérea para Oeste, com os trilhos da Chiqueda já em mente, percorremos vertiginosamente o trilho da Chiqueda e atravessámos a ribeira do Mogo, surpreendidos com este nome, verifico após alguma pesquisa que é o Rio Côa, mas aparece nalguns mapas como ribeiro do Mogo. A partir daqui foi sempre a descer até lá acima, ao Casal do Vale de Ventos, onde chegámos à hora desejada, aos 10 minutos para o meio-dia, onde o amigo Alípio já ocupava uma mesa para o grupo. Repostas as energias e matada a sede, imponha-se irmos fazer a digestão do belo repasto, por isso tivemos logo uma ou outra subidita após o almoço, afinal, as descidas teimavam em não aparecer e quando apareciam, faziam-se num ápice! O costume destas lides do BTT. Para nossa surpresa o amigo Alípio, esperava-nos no Arco da Memória, local já por nós visitado noutros passeios de BTT, e local obrigatório para umas fotos de grupo. Para quem como eu não sabia, transcrevo abaixo a história da origem deste arco, que pelo que vi, não é consensual!

 

Mais uns km percorridos e o nosso guia, o Sérgio insistiu com os mais agastados, para subirmos mais um pouco por um trilho que nos levaria a uma fantástica e inesquecível vista panorâmica, grupo que é grupo vai unido e assim fomos todos até ao Moinho do Picoto, e de facto, vale a pena subir para apreciar a magnifica paisagem que se avista do monte sobre todo o vale, localizado já em Serro Ventoso. Comentámos o quanto o moleiro daquele moinho e os seus clientes terão sofrido para ali se deslocarem, outros tempos, outras vidas mais duras, se bem que chegar ali também não foi fácil para alguns! Mas a visita recomenda-se seja a pé ou de bike.

 

Logo ali decidimos que até às Pedreiras iríamos descer e apanhar a Ecopista da Bezerra, a voltinha estava praticamente terminada e comentámos até que tinha corrido muito bem, sem avarias e sem quedas, e acreditem que até já tinha havido algumas oportunidades para quedas, tais foram as descidas de pedra que já tínhamos feito, mas como sabemos o BTT é imprevisível e quando menos se espera e no piso mais direito há azares, por isso, ao descer a Ecopista e talvez já com a atenção e o espírito mais descontraído o Sérgio e o Cardinhos encostaram-se e caíram aparatosamente, tendo-se ambos magoado, já se passaram uns dias, e sei que estão a recuperar mas que doeu, doeu e quase uma semana depois sei que ainda dói! Mas pena temos de ter é dos que em casa ficam, e não dos que se aventuram, são ossos do ofício!

 

 

Informação sobre o Arco da Memória:

" Na encosta sudoeste do Cabeço Gordo, praticamente coincidente com os limites administrativos que separam os concelhos de Porto de Mós e de Alcobaça, o Arco da Memória terá sido construído, provavelmente, em finais do séc. XVI ou inícios do séc. XVII, tendo sido restaurado em 1830, por ordem de D. Miguel, tal como indica uma das suas inscrições.

O arco, de volta perfeita, não apresenta decorações, tendo apenas duas inscrições, sendo uma em latim quase imperceptível, devido à erosão do calcário, mas que foi registada em 1758 e que teria sido composta por Frei Bernardo de Brito, no princípio do séc. XVII a mando do Abade do Mosteiro de Alcobaça. Segundo a tradição, que a História desmente, o monumento fora construído pelos frades da Ordem de Cister, para a marcação dos terrenos dos coutos doados por D. Afonso Henriques. Porém, a sua construção deriva da intenção de documentar, materialmente, o voto de D. Afonso Henriques, inventado pelos cronistas alcobacenses."

 

Foi um domingo de BTT com muito bons trilhos, bom almoço, boa companhia e só não foi perfeito porque houve aquela queda no final e ao chegar a Leiria, ainda houve um outro azar com uma viatura, mas sem qualquer consequência física. Um muito obrigado ao companheiro Sérgio Fino que nos orientou e abdicou de um dia em família para andar com os TSF’s.

 

Cláudio Costa

 

Trilhos Sem Fim na Chiqueda com passagem na Bezerra com muita pedra - Parte 1

Trilhos Sem Fim na Chiqueda com passagem na Bezerra com muita pedra - Parte 2

publicado às 21:00

Trilho da Bezerra com visita ao Elias

por Trilhos Sem Fim, em 01.12.13

Depois de uma acesa discussão nas redes sociais sobre o destino deste Domingo, que é único, Dia da Restauração, decidimos visitar a Bezerra. Lugar serrano, cheio de história, perto de Porto de Mós.

Como sempre, tudo planeado: partida, reforços e chegada, sobretudo a chegada…

Iniciámos a jornada rumo à Ecovia da Bezerra, antiga linha de caminho de ferro, “O Ramal do Lena” ou o que resta dele. O comboio já circulou por estas bandas, vindo da Martingança onde entroncava na Linha do Oeste, passando pela Batalha, Porto de Mós, até ao lugar da Bezerra, de onde transportava o carvão explorado nas minas que ali existiram, juntamente com o das Barrojeiras (Alcanadas). Era o Caminho de Ferro Mineiro do Lena.

Para além de efetuar o transporte de carvão, das minas da Bezerra e Barrojeiras (Alcanadas) e de outras mercadorias, foi também muito importante para o comércio, indústria e agricultura da área. O comboio transportava passageiros, que faziam o transbordo na Martingança para a Linha do Oeste, em direção a Lisboa.

O caminho-de-ferro circulou por aqui, até aos finais da década de 40, deixando de fazer parte da rede ferroviária nacional no ano de 1950.

Seguindo o trilho do caminho-de-ferro em direção à Bezerra, fizemos a nossa primeira paragem junto do túnel, na Serra da Pevide, para aí podermos contemplar a extraordinária vista, sobre a área circundante, e dar tempo ao repórter para escolher o melhor ângulo. Ultrapassado o túnel, estendia-se à nossa esquerda o imenso vale, cavado entre as serras. Lá ao fundo o verde contrastava com o branco, a lembrar as baixas temperaturas deste dia frio, mas soalheiro, de dezembro. São cerca de 10 km a desfilarem, ao nosso lado, as belas paisagens da montanha austera, com o castelo romântico a espreitar lá no fundo.

No fim da pista, o encontro com a personagem mítica que no faz regressar à Bezerra sussurrando palavras como cabana, encontro de amigos, tainadas, escapadelas, fugas. Palavras envoltas no mistério da cabana do Elias. O próprio Elias. No cima da curta escada que nos ergue à casa do dito, lá estava a figura. O Elias em pessoa.

Sem mais demoras, motivados pela curiosidade de conhecer a pessoa, já que a fama vai longe, confraternizámos.

Depois de uma visita de cortesia ao pequeno palacete e da imprescindível degustação dos néctares, fomos caminho além.

Deliciámo-nos com os primeiros carreiros a descer. Subitamente, no topo, o Sítio do Elias. A frondosa mata de carvalhos protege esta preciosidade que me recorda as histórias de infância. Lembram-se da Anita no Bosque? Rui L, estou a pensar no livro…

Reiniciámos a descida. Agora sim, diziam. Vale a pena subir para depois sentir a adrenalina das descidas. E as pedras nas canelas! Diziam outros.

Mais vale nas canelas que no desviador, as canelas curam e o desviador custa 150 €! Exclamou o AL. AL, isso é feio.

Tão boa foi a descida, que resolvemos voltar a subir para novamente descer, com mais velocidade e ainda mais adrenalina.

Alguém prudente recorda, cuidado que duas vezes pelo mesmo local pode fazer mal aos ossos. Pois é, mas desta vez correu tudo bem, até o repórter ficou com um humor do melhor que já se viu, ou melhor, que já se sonhou!

Belo passeio com a beleza agreste da serra e uma paisagem difícil de esquecer. Curto mas adrenalinentoso (adrenalina+gostoso)!

Até domingo, num trilho qualquer.

Rui P

Também em meo Kanal 490904

 

Tags:

publicado às 17:54

Eram 8.30h e no PR estavam já 12+1 trilheiros ”Os TSF”,  vestidos a rigor com o novo equipamento.  12 + 1 pois Cris tinha já no seu plano ir e voltar a Fátima e não acompanharia o restante grupo. Após proposta de L. o destino estava decidido… Ir até à Pia do Urso pelo trilho 6. Assim os 12 corajosos com convicção pedalaram forte rumo às Fontes, pelos caminhos habituais… com as subidas habituais… mas nada os demovia do seu objetivo.Estradão… e ali estava a placa “trilho 6”, que levaria o grupo até a cidade da Batalha, onde chegaram pelas 10h e onde houve a possibilidade de serpentear na envolvência do imponente mosteiro. O sol refletia na pedra calcária e impelia  a continuar. Guiados ainda por L., pedalou o grupo TSF até às Brancas, e eis que se levanta a dúvida… induzida por RG… a questão foi colocada… Já que estavam tão próximos, porque não fazer uns trilhos que levariam o grupo até à Ecopista da Bezerra? No grupo “democrático” pesou-se Pia do Urso (esquerda) ou Bezerra (direita), Bezerra (direita) ou Pia do Urso (esquerda)? Tínhamos que seguir… e “democraticamente” AF afirmou - Bezerra! …E o grupo seguiu…RG passou a liderar o pelotão, e outro pelotão pela estrada pedalou, e poucos minutos depois estava já os BTTistas em Porto de Mós. Que velocidez!  Aí chegados nem dão tempo ao Dany de trincar a sua maçã, e arrancam novamente. Tal é a força que logo aí uma corrente quebra… um contratempo resolvido em poucos minutos (não fosse os bons mecânicos que há no grupo).

Subidas em caminhos de Serra e algum suor, o calor começa a apertar…

Eis que surge, quase no topo do caminho que o grupo tinha como objetivo, uma cabana, era o Sítio do Elias, que amavelmente dispõe sobre uma paisagem soberba, de um local de descanso com todas as comodidades “possíveis”, assim como um elixir retemperador.  Que bom!

Seguimos viagem, não sem antes tentar uma cache e substituir uma câmara de ar.

Num pulinho estávamos no início da Ecopista… Que bela vista, é proporcionada naquele percurso, era ainda a oportunidade de desforra e assim numa média de 40 km/h, em piso rolante, o grupo deslizou por ai a baixo…com alguns EHHHEEEEEEHHHH oportunamente proferidos pelo meio.

Era tarde, passava já largos minutos das 12h e estavam ainda os 12 em Porto de Mós. Tal como o pelotão da volta a Portugal, pedalaram pelo mesmo caminho de estrada que os levara a Porto de Mós. 12h40m passada a Batalha, ruma o grupo em direção à Golpilheira. Após alguns trilhos e já se avistava a Quinta da Mourã… 13h10m, 70Km cumpridos as vozes dos TSF ecoavam de volta ao PR.

Que bela manhã de BTT!

D’Armindo

 Também em meo Kanal 490904 

publicado às 17:55


Sobre nós

Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

MEO Kanal


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


Visitantes = 160.000 +...