Neste domingo de Maio, dia da mãe, partimos bem cedo de Leiria com destino à Maceira. Era um grupo de 10 amigos, bem-dispostos e preparados para algumas horas de contacto com a natureza, em cima da sua bicicleta.
O percurso foi óptimo, com boas descidas e subidas suaves, que nos possibilitou a passagem por alguns ribeiros, ainda com água das últimas chuvas.
Neste Domingo encontrámos uma placa com a inscrição “NESTA CASA NASCEU AOS 12 DE NOVEMBRO DE 1855 AQUELE QUE VEIO A SER O GRANDE PORTUGUÊS MOUSINHO DE ALBUQUERQUE, HERÓICO MILITAR INSIGNE ESPÍRITO”. Ficámos perplexos, pensámos estar enganados. A tal placa devia ter sido colocada ali por engano. Curiosos, identificámos com facilidade aquilo que terá sido uma capela.
Mesmo ao lado a casa da quinta, uma casa de grande dimensão, com uma arquitectura diferente daquela que se observa nas moradias antigas do local. Só podia ter pertencido a gente abastada. Na verdade, a casa pertenceu a Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, que nasceu em Lisboa a 16 de Junho de 1792. Foi militar, engenheiro, poeta, cientista e político português que se distinguiu nas lutas liberais e nos conflitos que marcaram a sociedade portuguesa na primeira metade do século XIX. Foi ministro do Reino durante a Regência liberal e por diversas vezes ministro e deputado durante a monarquia constitucional. Entre outras funções, exerceu os cargos de provedor da Casa da Moeda, capitão-general, governador da Madeira e inspector-geral das obras públicas. Foi pai de José Diogo Mascarenhas Mouzinho de Albuquerque e avô de Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque. Este último foi o militar e administrador colonial, membro da Academia das Ciências de Lisboa, que todos nós conhecemos como Mouzinho de Albuquerque.
Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nasceu a 12 de Novembro de 1855 na Quinta da Várzea, concelho da Batalha, tal como estava escrito naquela placa. A casa está em ruína. Será que aquela casa e a quinta não tinham valor para a nossa memória colectiva? (Veja AQUI as fotos da casa)
Finalmente chegámos à Maceira e deliciamo-nos com o single track que tínhamos em mente. Valeu o esforço.
Rui