A experiência da "Maratona de Portalegre", rainha das maratonas, começou logo no dia 1 de Janeiro. Ai foi o stress da inscrição que teve de ser validada (paga) o mais breve possível, pois o limite é 3000 participantes pagos. Há sempre o risco de chegarmos tarde ou de ficarmos de fora se o pagamento for atrasado. Só para se ter uma ideia, as tais 3000 inscrições esgotaram praticamente em 24horas!
Depois, até ao fim-de-semana da prova, veio a espera do kit (dorsal, Jersey e luvas). Também neste caso houve stress, porque os kits vieram para uma loja de bicicletas nossa conhecida e coincidio com a mudança de instalações. Conclusão: os kits andaram alguma semanas a "passear" pelo país.
Por fim chegou o tal fim-de-semana. À semelhança do ano passado, decidimos ir no dia anterior e passar a noite no parque destinado às tendas de campismo.
Primeira aventura: montagem de uma tenda tipo T3, que ninguém sabia montar nem havia qualquer indicação (manual, papel, etc.). Com algum engenho e algumas peripécias conseguimos instalar o nosso "palácio".
Depois fomos jantar. Tal como no ano passado, fomos a um restaurante no bairro ali do lado (Assentos) e degustamos algum do melhor que o Alentejo pode oferecer. Eu mandei-me de cabeça a um Naco de Carne de Boi Alentejano grelhado na pedra e com o bom vinho da casa. O Grazina e o Adriano escolheram bifes de novilho Alentejano (e a respectiva coca-cola para o Graza). Por mim recomendo e vou repetir!
A noite foi bastante calma, sem grandes ruídos, mas às 05:30 começaram as pregões do costume... Aquela malta faz fila na porta do Km zero, antes das 7:00, para conseguir um lugar mais à frente possível, na partida. É uma loucura! Nós entramos pelas 8:00 e mesmo assim já tinhamos cerca de 500 pessoas à frente.
A prova deste ano foi, na minha opinião, mais exigente tanto fisica como tecnicamente. A abrir o "cardápio" começamos por uma subida de 14km à Serra de S. Mamede - talvez para dispersar os 3300 participantes. Depois vieram algumas subidas e descidas pela parque natural. Em seguida, uma subida até às antenas que puseram à prova toda a resistência do meu corpo. Por fim, descidas e mais descidas em terreno com cascalho a pedir alguma técnica na passagem.
Enfim, magnifico... Uma cidade parada (IP2 fechada) para o BTT, organização soberba, marcações excelentes, bons abastecimentos, apoio logistico espetacular (desde GNR, PSP, Cruz Vermelha, Assistência heli-transportada), e um bom almoço!
Para o ano, espero participar e só desejo ter mais colegas do grupo para partilhar uma das melhores (senão a melhor) prova do BTT, a nível nacional.
Fico por aqui com alguns números:
Nº de inscritos: cerca de 3300
Nº de inscritos que chegaram ao fim : 2775 (-525)
Nº de acidentados: 13 ligeiros e 1 grave
Posição do Carlos Grazina: 847º - 4:27:17 (melhorou na posição e no tempo, relativamente ao ano passado)
Posição do Adriano Fernandes : 1202º - 4:56:57 (idem)
Minha posição : 1203º - 4:57:06 (idem)
