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Cumpriu-se o previsto.  Ano Novo,  nova vida. Já estamos a fazer dos Domingos dias diferentes... dos dias de semana. Os domingos de 2010 irão ser ocupados de forma original. Iremos praticar BTT!!!

Diferente, não é?  Diz-se que num grupo BTT contente não se faz nada diferente.

Neste domingo, dia 17 de Janeiro de 2010, optámos por revisitar os trilhos da Rota dos Odores. Saímos, como habitualmente, do parque radical já passava um pouco das 9 horas. Desta vez resolvemos subir a Rua Paulo VI, para passar junto ao Hospital de Leiria e cumprimentar o companheiro doente.

Por atalhos chegámos aos Marrazes, perto do acesso à mata. Aproveitámos bem a descida atapetada com imensas raízes de pinheiro e fomos saltando de raiz em raiz. As fartas e abundantes chuvadas dos últimos dias abriram sulcos profundos no pavimento, criando dificuldades acrescidas, mas ainda assim motivadoras.  

Nos Pinheiros descemos até às Chãs por aquele trilho serpenteante, alagado, esburacado, mas nem por menos interessante.

Tantas vezes passámos neste lugar de Pinheiros e nalgumas delas me questionei da razão de um lugar tão extenso e populoso não ser freguesia.  Afinal Pinheiros já foi sede de freguesia.    

A actual freguesia de Marrazes, à qual pertence o lugar de Pinheiros, teve origem no Arrabalde da Ponte, mas cerca de 1811, devido às fortes cheias, a igreja que existia na freguesia de Santiago, “do Arrabalde da Ponte”, foi transferida para o lugar de Pinheiros. Em 1829 foi transferida para o lugar de Marrazes, tornando-se sede da actual freguesia Santiago de Marrazes.

A designação de Marrazes para sede da freguesia não foi uma decisão pacífica e continua presentemente envolvida em polémica.

A população de Pinheiros e Janardo contestou veementemente essa situação, sobretudo pela entrega à Igreja Paroquial de Marrazes da pia baptismal que durante 17 anos, desde 1822, tinha estado na Capela de São João, em Pinheiros.

Após conflitos com a autoridade eclesiástica e até apelos ao Rei, a contestação ganhou contornos de guerrilha, com os populares a fazer resistência armada com foices, enxadas, varapaus e pedras.

O episódio obrigou à intervenção de uma escolta de trinta praças de infantaria, vinte e duas milícias e voluntários realistas de Leiria, que foram recebidos pelo povo armado com cacetes e pedras, de que resultou a morte de dois populares e vários feridos.

A primeira tentativa para proceder à transferência da igreja paroquial para os Marrazes foi a 24 de Julho de 1829. No entanto, por causa da resistência dos povos de Pinheiros, Janardo e alguns habitantes da Boavista a operação falhou.

Há relatos de uma nova tentativa de impor a ordem mas desta vez o aparato bélico do exército assustou os populares que fugiram das aldeias, podendo então os saldados resgatar a pia e entregá-la à Igreja Paroquial de Marrazes.

A segunda e última tentativa ocorreu no dia 11 de Agosto, tendo uma "nova e formidável força militar, parte de caçadores e parte de cavalaria" aparecido no lugar dos Pinheiros. Levaram a Pia e o Sino num carro de bois, tendo o Sacrário sido levado mais tarde, por Theresa Barbeira.

 De realçar que nem mesmo o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Frei Patrício da Silva, nascido nos Pinheiros, aparece a defender os seus conterrâneos, provavelmente por não estar de acordo com a escolha da sua aldeia natal para sede de paróquia. Em todo o caso interveio mais tarde no sentido de não haver perseguições aos implicados e suas famílias. (Fonte: Junta de Freguesia de Marrazes)

A manhã terminou como sempre, com a sensação do tempo bem gasto.

Até Domingo

Rui

 

publicado às 20:12


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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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