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Trilhos Sem Fim e o trilheiro perdido

por Trilhos Sem Fim, em 05.11.18

Nesta manhã de domingo, o primeiro de novembro, chegavam ao ponto de encontro, um após o outro, os trilheiros que se propunham passar mais uma manhã em convívio, pedalando em contacto com a natureza.

O cinzento carregado no horizonte ameaçava com uma boa chuvada, mas os TSF não desmoralizam com ameaças, nem com ameaças concretizáveis. Há hora marcada seguimos, orientados pelo Zé Cardinhos, o anfitrião preferido.

Visitámos, sem muitas demoras, o parque da Curvachia, não perdendo a oportunidade de disfrutar dos bons odores que emanavam da terra nestes primeiros dias chuva. O bosque ainda verdejante, apesar de algumas folhas de outuno a atapetar a vereda, proporcionavam uma passagem suave e silenciosa. Silêncio entrecortado com o suspiro mais profundo de alguns trilheiros mais fatigados neste inicio de percurso, que se iniciou desde logo a subir.

Lá no alto da Curvachia, a primeira paragem para uma troca de palavras e cumprimentos aqueles que há mais tempo não tinham podido integrar o grupo, e ouvir de alguém o manifesto de prazer com o regresso de um companheiro ausente.

Aproveitámos as descidas, que de tão escassas pareciam nem existir. Dirigimo-nos ao algar perdido por entre os arbustos, perto do Arrabal, que o nosso anfitrião descobriu nas sus pesquisas de preparação de cada passeio. Mesmo assim, apesar de tanta preparação, não entrou em conta com a probabilidade de piso escorregadio, e vitima dessa falha, caiu redondo com a face batendo violentamente na rocha. Qual dama ofendida, ficou ruborizada a sua região malar esquerda. Sem consequências graves, desejámos todos.

Algar explorado e néctar consumido, prosseguimos viagem. Subida após subida, chegámos à Chainça, onde apreciámos o tradicional café.

O grupo partiu em direção à mata, mas por mera obra do acaso alguém perdeu de vista a cauda do grupo mais compacto. O pelotão de engenharia mostrava alguma entropia, mas só após a escalada de duas inclinações dificilmente suportáveis se encontrou a razão para tal. O C. Max. não se encontrava entre os presentes. Telefonemas sem fim, chamamentos a ecoar pelos montes e nada, nem vivalma.

Passados longos minutos conformamo-nos com a perda desse valente trilheiro, que antecipando a pena das escaladas, abreviou caminho. E fez muito bem, diziam alguns. Eu coloco mais a questão em termos de desorientação, mas vá lá alguém adivinhar.

Fazia-se tarde e o Vale Maior é sempre um bom sítio para tomar o rumo de casa.

Sem dúvida uma bela manhã de outono, mas no próximo domingo ainda será melhor. Teremos a comemoração do centenário dos Trilhos Sem Fim.

Desafio que nos encontremos à 8:30 no Parque Radical, para um passeio calmo. Quem não tiver oportunidade, poderá participar no almoço partilhado no parque de merendas da Barosa. Até domingo!

Rui Passadouro 

20181104 

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publicado às 18:58


9 comentários

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De Anónimo a 05.11.2018 às 20:45

Belas imagens e belo texto. O Algar parece realmente cativador e digno de mais visitas.
Ao ZC, votos de rápida recomposição da queda. Felizmente foi apeado, para não correr o risco de molestar a nova montada.


Votos de boa semana e Domingo lá nos vemos para a comemoração do primeiro Centenário TSF.

Nuno Gonçalo Santos
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De Cláudio Costa a 05.11.2018 às 22:46


Mais um bom começo de semana, como nós gostamos, pedalando e convivendo.


E eis que este domingo tivemos na realidade o regresso de 2 trilheiros, o RG que regressou às pedaladas e o RP que regressou à actividade de cronista, bem haja aos dois.

Quanto ao companheiro C.Max, eu não sou de intrigas, mas que ele aproveita bem a minha breve distracção no gozo de uma descida, aproveita. Há primeira oportunidade consegue-se perder e assim escapar às suaves subidas do fim da manhã. Grazina, o pelotão de Engenharia terá de arranjar um qualquer dispositivo electrónico que detecte e avise quando o C.Max se afastar, um radio beacon por exemplo...
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De Cláudio Costa a 05.11.2018 às 23:48

Reparem na música escolhida para o filme! Este nosso editor de video não perdoa! Dedicada ao C.Máximo.
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De José Cardinhos a 06.11.2018 às 13:05

Boa manhã de BTT, como começa a ser já uma tradição, lá tivemos de fazer os +1000 metros de altimetria, pois no fim sabe sempre melhor a preta no Armando.
Só foi pena a minha queda, sem consequências de maior e o Máximo se ter perdido, que assim se safou de fazer umas subidas.
Bom texto e boas fotos/filme, parabéns a ambos.
No que respeita ao Algar, que afinal tem um nome e uma história (Algar da Costa Castelhana), que eu não sabia, mas o Zé Agostinho fez questão de lembrar, obrigado a esse Grande amigo.
Quanto à minha lesão facial, felizmente não passou de um grande susto, a coisa está a compor-se, obrigado pelas vossos cuidados.
Até domingo nas comemorações do centenário.
Boa semana
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De CMax a 06.11.2018 às 16:26

Uma pessoa descuida-se a vestir o corta-vento, e os TSF desaparecem de vista. Ainda por cima a descer - como eu os compreendo...
Fiquei com pena de não ter feito as anunciadas descidas, depois de tanto sofrer a subir.
No entanto não dei a manhã como perdida: fui apresentar a descida do galinheiro e curvachia à minha nova máquina. Faltou a companhia é o conforto da presença dos colegas.
P'ra próxima, talvez....
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De Rui Gaspar a 06.11.2018 às 19:32

Foi muito bom regresssar ao convivio dos companheiros TSFs aproveitando uma excelente manhã para praticar BTT.  Após o almoço senti que quase 30 dias ausente das pedaladas exigem uma recuperação mais cuidada . Não resisti e foi uma sesta que há muito não experimentava. Domingo vamos iniciar as comemorações dos nossos 10 anos de INSTITUIÇÃO de BTT, digo iniciar, porque até final do ano temos que realizar vários eventos que registem este importante marco da vida dos Trilhos Sem Fim.
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De Cláudio Costa a 09.11.2018 às 02:04

mais vale tarde que nunca! Os tracks do último mês já estão aqui no blog.
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De Anónimo a 11.11.2018 às 14:20

Eu não sou de intrigas...mas esta gente tem Bikes de papelão...hihihi


ASS: EU
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De RUIP a 14.11.2018 às 01:59

Ouve lá EU, o que tu queres sei eu. Conversa...

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Neste blog um grupo de amigos irão falar das suas vivências tendo como fundo uns passeios de bicicleta. À conquista da natureza, ganhando saúde.

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