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Trilhos Sem Fim peregrinaram a Fátima

por Trilhos Sem Fim, em 06.03.16

DEFINIÇÃO DE RELATO

 http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar/relatar

 DEFINIÇÃO DE CRÓNICA

A crónica difere da notícia, e da reportagem porque, embora utilizando o jornal,  a revista, ou blogues como meio de comunicação, não tem por finalidade principal informar o destinatário, mas reflectir sobre o acontecido. Desta finalidade resulta que, neste tipo de texto, podemos ler a visão subjectiva do cronista sobre o universo narrado. Assim, o foco narrativo situa-se quase invariavelmente na 1ª pessoa.

Poeta do quotidiano, como alguém chamou ao cronista dos nossos dias, apresenta um discurso que se move entre a reportagem e a literatura, entre o oral e o literário, entre a narração impessoal dos acontecimentos e a força da imaginação. Diálogo e monólogo; diálogo com o leitor, monólogo com o sujeito da enunciação. A subjectividade percorre todo o discurso.

A crónica não morre depressa, como acontece com a notícia, mas morre, e aqui se afasta irremediavelmente do texto literário, embora se vista, por vezes, das suas roupagens, como a metáfora, a ambiguidade, a antítese, a conotação, etc.

A sua estrutura assemelha-se à de um conto, apresentando uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão.

 Tal como aqui disse, recuso-me a continuar a fazer crónicas que não sejam suficientemente glosadas e, comprovadamente, lidas. Ler e glosar uma crónica significa comentá-la. E, comentários, no sentido mais lato e democrático do termo, sem nenhuma espécie de necessidade de aplauso ou bajulação. Já disse que não é isso que quem escreve por gosto exige e deseja. Como se subentende pela explanação supra citada uma crónica contém emoções mas um relato não. Uma acta, muito menos... Crónica oferecemos a quem gostamos mas relatos são para todos, incluídas as prostiputas!

Assim, passado e lido (?) este intróito proponho-me fazer um relato austero, e não ainda uma acta,  para que não possa ser acusado de ter responsabilidade na interrupção de narrativas domingueiras de que não há memória  desde há oito anos. Aos dez irá haver festa?

 

Assim:

Às oito e trinta, apresentaram-se no PR nove trilheiros, sendo sete deles adeptos do clube de bairro que agora lidera o nosso campeonato, um lagarto discreto e outro que só não foi linchado porque não havia ali fogueira alguma. A primeira das três vitórias lagartas por ocasião da ida a Vinhais estava-lhes atravessada no goto. Já estão aliviados...  Saíram em direcção a Fátima na mira de um famoso pastel em forma de coração e, ali, reuniram com o décimo elemento e posaram para a photo (en français) posto o que houve lugar a foto individual para o uso que a cada um aprouver, disse ele, o fotógrafo...

A direcção escolhida foi a mais enlameado que conhecem: subida da Curvachia até à Tosel. Da Tosel derivaram para a esquerda e fecharam o anel, ao regresso, de novo pela Tosel mas com atravessamento do super-escorregadio Vale-Maninho. Para manterem o ritmo razoável de escalada subiram daí até ao alto da Curvachia que desceram em ritmo vertiginoso e saltitante até terminarem, como habitualmente, na CA. Quarta-feira haverá evento extraordinário na baixa de Leiria. Os interessados deverão contactar a direcção para mais informações. Pese embora tratar-se de relato, e não de crónica, abre-se uma excepção para registar o regresso de HM, o anúncio de que o CG vai voltar às nocturnas, a ausência de JC e uma avaria antes da ordem do dia do nosso companheiro CM  (que não lê nem  crónicas  nem  relatos) e agora já não fura mas precisa de mudar elos à corrente mesmo antes de se escarranchar na sua montada com rodas...

 Alipio Lopes

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publicado às 17:05


29 comentários

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De Ricardo Valverde a 07.03.2016 às 18:43

Calma Alípio, emplastro foi só uma maneira de falar...
Um abraço Alípio e boa semana.
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De Rui L a 07.03.2016 às 18:59

Estes textos baralham-me a beleza... 


de bairro????? esta teve piada... 
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De José Cardinhos a 07.03.2016 às 22:05

Ando confuso!!!! Talvez seja por já não ir convosco à uns domingos!!!! Mas qualquer coisa se passa, há crónicas!!! há relatos!!! Mas afinal que confusão é esta, eu o que quer é quando não vou, sentar-me em frente ao computador e ter o prazer de ler,ver as fotos e o video, ficando com a sensação que também lá estive, isso é o que eu quero. Penso que todos que lêem este blog, também assim  o pretendem, eu repito, ter a sensação que também lá estivemos, o resto é conversa. 
Divertiram-se??? Ninguém se magoou??? Óptimo, agora venha a pretinha.
Desejam uma boa semana e boas pedaladas.
Em principio quinta-feira lá estarei. 
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De Graza a 07.03.2016 às 22:07

Alípio, excelente..... só corrigia no texto o seguinte ......."Saíram em direcção a Fátima na mira de cumprir a promessa de alguns elementos da noite anterior".....
Image

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De Nuno Gonçalo Santos a 07.03.2016 às 22:13

O que eu me ri com o texto. Sempre ajudou na dissimulação da azia que se apoderou de mim (e que ainda persiste) com algo estragado que ingeri no sábado pela hora de jantar... Ao que parece um iogurte grego. No Domingo de manhã fui pedalar sozinho pelo Ribatejo e fiz um traçado "à TSF", bem carregadinho de subidas (1500D+), com belas paisagens. Só faltou fazer uma descida técnica, e só não a fiz porque estava sozinho, a pedra estava húmida e na minha última passagem pelo local experimentei o "tapete" 2 vezes no mesmo trilho. Pelo que temos que combinar um churrasco em Malaqueijo assim que eu aperfeiçoe o track.
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De Artur Fernandes a 07.03.2016 às 22:35

A mim ninguém me pediu nem me encomendaram esta minha carreira de Repórter... 
Sinto desde o inicio que" alguém " deveria retratar o que se passava ...para mais tarde recordar...
Não me queixo e muitos não saberão mas isto tem que se lhe diga,para ficarem bem na foto...
Da mesma forma que com a descrição será de bom tom haver uma certa descrição mais requintada e descritiva para os que fazem do nosso blog um espaço de visita consigam lendo entender o que passamos aos domingos...
Só temos que dar continuidade...
Isto é um grupo.




Image 
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De Alipio L a 07.03.2016 às 23:03

Ricardo, percebi- te!
Gonçalo, churrasco!? Vê lá se marcas o track depressa!
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De Rui P a 08.03.2016 às 09:36

Caros companheiros TSF

Ando há uns dias a ruminar na prosa do (já não sei como o designar), repórter, cronistas, relator?

Sobre o passeio, a companhia e as fotos e filmes, o habitual. Muito bom.

Sobre o relato, fico com dúvidas fundamentadas. Parece-me um documento que viola os cânones literários do género adotado. Verifica-se que o autor introduziu muito da sua íntima sensibilidade e não conseguiu o distanciamento ótimo do acontecimento que pretende relatar. Pessoalmente, e conhecendo o âmago do grupo, prefiro a crónica, pincelada aqui e acolá com uns tons coloridos de relato.

Fazendo uma análise mais técnico-científica da obra, calculando as médias e desvios padrões, ainda assim, não foi possível concluir. Mas, utilizando a ferramenta adequada, torturando o texto com o teste estatístico teste-t e o teste One-Way ANOVA e identificando as diferenças com o Post Hoc Tests de Scheffe, aí conclui-se, não antes sem analisar conteúdos com o WebQDA. Trata de uma crónica disfarçada de relato.

Claro que se o autor pretendia elaborar um relato, e essa vontade está bem explicita no preâmbulo, mas posteriormente se deixa envolver com a cronica, defrauda em muito as expetativas do leitor. Mais uma vez me senti um pouco traído na minha autodeterminação relativamente a leituras. Pensei que ia saborear um relato e depois toma lá uma cronica.

Caro Alípio decida-se. Em minha opinião e enquanto não fizer uma clara distinção, nas suas obras, entre crónica e relato, deve continuar a praticar. Assim, num domingo faz crónica pura e no seguinte relato purista. Se quiser as miscelâneas cronicas relatadas, tem que avisar previamente os seguidores.

Finalmente: Parabéns ao Alípio e ao grupo que integra gente tão distinta.


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De Rui Gaspar a 08.03.2016 às 09:47

Estou deveras impressionado com a participação e o nível literário dos comentários. Valeu a pena a "provocação" do companheiro AL.
Faço votos para que tanta fartura de comentadores e comentários  não venha a dar em escassez em próximas crónicas/relatos.´
PS: isto também é uma provocação.

 
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De Alipio L a 08.03.2016 às 14:25

Também eu estou estupefacto RG! Até agora parece ter valido a pena a agitação das águas. Já éramos um grupo muito jeitoso a pedalar Las agora somos ainda melhores na arte de ruminar. Eu também ruminei muito para o meu argumento e para tentar demonstrar porque, afinal, acabei por escrever. Não sou de dar o braço a torcer mas, de facto, é muito difícil despirmo-nos da emoção sempre que falamos, ou escrevemos, sobre algo e alguém de quem tanto gostamos. À primeira denúncia, a tua, resisti. Mas perante a última ruminação já me resta pouco a fazer...

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