Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Hoje é domingo, é dia de Benção, estamos no 13º dia do mês de março.
Ainda fomos abençoados com pequenos pingos de chuva, mas foi apenas para não levantar pó com a passagem dos 9 BTT’istas que hoje não faltaram a mais um dia fantástico, cheio de bons caminhos, duras subidas, amizade e companheirismo. É assim, a Legião dos Trilhos Sem Fim, que nos faz sair da cama aos Domingos de manhã e às 5ªs – feira à noite, com encontro no Parque Radical/Skate Park, sito em Leiria, pelas 8:30h e 20h, respetivamente.
Hoje, inicialmente, prontificaram-se 8 BTT’istas, três deles equipados e assistidos com auxiliar de pedalada, vulgo “SAPOS” (bicicletas elétricas) e os restantes com a tradicional bicicleta de BTT.
Durante o percurso, juntou-se ao pelotão, mais um trilheiro amigo, equipado com uma Fat bike elétrica, e se pensam que, com fat bike iríamos ficar mais lentos, desenganem-se, de “gorda” só mesmo a largura das rodas, o que permite que o tripulante possa desfrutar em qualquer tipo de piso, é bastante ágil e atravessa qualquer obstáculo que se atravesse à frente.
Hoje devido a um percalço inicial de um dos nossos trilheiros (R.G.) no percurso para o local marcado, acabou por ter de abandonar a sua montada, e montar-se na montada, gentilmente cedida pelo (R.M), é notável o espírito deste grupo, onde recentemente fui recebido, aprendizagens em todos os dias.
Um pouco depois da hora marcada, todos os corajosos, arrancaram em direção ao centro de Leiria, onde nos esperava, na Fonte Luminosa, as mais famosas Letras de Leiria, que acariciam em todas as fotos, o nosso belíssimo e emblemático Castelo, recentemente pintadas em duas cores, azul e amarelo, em respeito e apoio à Ucrânia, onde os TSF prestaram também homenagem e, registaram mais um momento fotográfico para memória futura.
Relativamente à volta de hoje, uma vez que felizmente choveu a semana toda, a pedra da nossa Serra estava fora da equação, logo, foi unanime a decisão de realizar uma volta pela periferia, a apelidada “volta dos cheiros”, nem foi preciso Ansião para nos guiar, pois já é de todos conhecida.
Um breve parenteses, relativamente “aos cheiros”, Leiria, é eximia, bastante notável e célebre com o seu leitão assado, talvez mesmo, o melhor do País, quiçá do mundo! Mas, como em todas as iguarias, é necessária matéria prima, ora, é aí que aparecem as suiniculturas, que tanto se ouvem falar de forma vil do seu Bálsamo. Mas não passamos apenas perto de suiniculturas, mas também em vários edifícios agropecuários, daí o batismo da volta.
Rumamos agora em direção à Pista de XCO dos Marrazes, um dos ex-líbris da cidade de Leiria para os praticantes desta modalidade, onde desfrutamos de velozes trilhos, norteados para a vila dos Milagres, onde, de uma forma subtil, passámos num outro ponto de interesse para os amantes de velocidade, o Kartódromo Internacional de Leiria.
Após passagem entre vários caminhos e trilhos, ascendentes e descendentes, na zona dos Milagres, no final de uma árdua subida, ouviu-se num arfar de um dos trilheiros, a palavra “café”, apontou-se de imediato a bússola para beber um revitalizante café na Associação do Casal da Quinta, onde incrementámos umas calorias e açucares para dar continuidade à volta proposta.
Aquando da saída da ACDRCQ, onde fomos muito bem atendidos e servidos, o membro (N.A), fez o convite a todos, para o habitual “welcome Drink” dos TSF, em Agodim. Onde fomos recebidos pelo meu pai, que ao ver os nove trilheiros, referiu com a sua boa disposição que tanto o caracteriza, passo a citar: - “Epá, só tenho 5 litros de Moscatel” !
Perante tal afirmação, foi obrigatória a ronda de “refill”, sempre tendo em consideração a dose, devido ao grau alcoólico, que não é aconselhável a cardíacos. Feitas as contas, ainda sobraram bastantes litros para uma próxima paragem. Após umas boas gargalhadas e um bom momento de descontração, seguimos para uma das míticas e mais difíceis subidas da zona, a subida do Vale D’água, onde os pulmões e as pernas denotam já algum cansaço, mas nada abranda este fanático grupo, levando-nos ao ponto mais alto da volta, cerca de 190m.
Na passagem pela Boavista, capital do aclamado Leitão Assado, falou-se que o GPS marcava poucos kms e o relógio anunciava pouco mais de 11 horas, pelo que foi decidido pedalar até ao Lapedo.
Não obstante, dois BTT’istas, aproveitando o facto de ainda ser uma prematura manhã e o ponto onde se encontravam, optaram por regressar aos seus portos de Abrigo, o que certamente os seus familiares também agradecem.
O pelotão, segue agora em direção ao Lapedo, mas após uma dura subida muito técnica e um caminho com bastante barro, uma das bicicletas demonstrou cansaço, pelo que tivemos de colocar mãos à obra! Uma vez mais, pela sabedoria e resiliência do grupo, revolve-se o problema seguimos viagem, com um rumo diferente ao pensado inicialmente, Lapedo, mas sim para o ponto de partida.
Chegados ao ponto de partida, desfrutámos da habitual hidratação devido ao excesso de perda de suor, hoje, finalizando com 6 trilheiros, 42 km’s, cerca de 700m de altimetria, muita animação e companheirismo.
Termino a crónica, convidando todos os leitores e amigos a passar uma manhã connosco, ou querendo, a navegar nos vários tracks disponíveis, proporcionando belas voltas de BTT e promovendo o que há de bom na nossa região.
Boas voltas a todos os leitores e amigos.
Nelson Alves
TSF 20220313
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.